Haverá um plano neste governo para liberalizar a educação?

Nem reforma, nem limpeza. O MEC precisa ser extinto, as escolas estatais leiloadas e a educação colocada nas mãos da iniciativa privada para que jovens de todas as idades e situação socioeconômica não sejam castrados na sua capacidade de gerar sonhos e alcançá-los.

No nível federal, 300 mil servidores, consciente ou inconscientemente, trabalham com essa missão: conformar mentes jovens, modelado-as de acordo com um padrão, como quem molda parafusos numa linha de produção.

Educação com verticalização curricular e monopólio da certificação visa a manter a hegemonia de uma organização hierárquica autoritária na qual os estudantes e seus responsáveis, que deveriam ser vistos como clientes consumidores com direito e liberdade de escolha, são tratados como servos e até como cobaias a serviço do governo.

A agenda do MEC no governo Bolsonaro parecia ser a reforma e a limpeza. Eis que de repente, para surpresa até mesmo de quem acompanha a pasta mais de perto, viu-se que o ministro resolveu ir no sentido oposto àquele que pelo menos eu defendo.

A criação de cinco novas universidades federais me faz questionar: esses eram projetos antigos cuja conclusão era mais razoável do que simplesmente abandoná-los?

Por que os projetos não foram privatizados antes de terem sido concluídos?

Quantos projetos de expansão ainda em construção?

Haverá um plano neste governo para liberalizar a educação dando-lhe o tratamento que merece como toda commodity?

Afinal, o governo vai ou não vai devolver as mentes que estão sob sua responsabilidade aos próprios ou à responsabilidade dos pais?

Roberto Rachewsky

Roberto Rachewsky

Empresário e articulista.