Foxnews confirma: Homeland também guinou à Esquerda!

Sentei para assistir a nova sequência de aventuras de Carrie Mathison, a personagem mais empoderada (sem aspas mesmo) dos seriados americanos, ansioso por seguir vendo a agente da CIA metendo pipoco pra cima de terrorista muçulmano sem pena nem dó. Mas levantei do sofá cabreiro, achando melhor parar de ler sobre política por uns tempos, […]

Homeland Esquerda Capa

Sentei para assistir a nova sequência de aventuras de Carrie Mathison, a personagem mais empoderada (sem aspas mesmo) dos seriados americanos, ansioso por seguir vendo a agente da CIA metendo pipoco pra cima de terrorista muçulmano sem pena nem dó. Mas levantei do sofá cabreiro, achando melhor parar de ler sobre política por uns tempos, pois fiquei com a nítida impressão de que alguém havia comandado um “Esquerda, volver” em uma das minhas séries favoritas. Talvez eu estivesse mesmo vendo chifre em cabeça de cavalo, afinal – não fosse pelo fato de que o site da Foxnews publicou, logo em seguida, um artigo assinando embaixo de tudo que observei. Traduzo, a seguir, alguns trechos do post que me fez ter certeza de que não estou tendo alucinações (não sozinho, pelo menos).

Homeland Esquerda-01

O seriado Homeland chocou muitos fãs de longa data fazendo uma aparente curva à esquerda.

A sexta temporada, que estreou no domingo, apresenta a ex-oficial da CIA Carrie Mathison (Claire Danes) desiludida com a guerra ao terrorismo e voltando para os Estados Unidos com a filha Frannie para gerenciar um escritório de advocacia sem fins lucrativos no Brooklyn que defende muçulmanos americanos.

Mathison helps Sekou Bah (J. Mallory McCree), um jovem americano muçulmano preso por postar vídeos online detalhando e justificando ataques terroristas cometidos no país. O rapaz – um imigrante africano indignado porque seu pai foi deportado após o 9/11 – tem uma quantia suspeita de dinheiro em sua posse, e reservou um voo para a Nigéria. Ele alega que publicou os vídeos amparados pela 1º emenda.

Durante o episódio, Mathison diz que “o Estado precisa parar de perseguir e demonizar uma comunidade inteira” e caracteriza o jovem Sekou como “um rapaz revoltado, na pior das hipóteses”.

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Que coisa, não? Baixou o espírito de uma feminazi na Carrie – ou no diretor? Só esta defesa incondicional do multiculturalismo já deve ter deixado de cabelo em pé aqueles que viam neste programa um dos últimos espaços na TV onde era permitido criticar (e mandar para junto de Alá) jihaditas – a despeito de algumas gafes cometidas aqui e ali em temporadas pretéritas, como aquela referência elogiosa indireta ao acordo de “paz” celebrado por Obama com o Irã.

Mas pensa que acabou aí? A cena mais tosca ainda estava por vir: preparem-se para conhecer a madam president!

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Enquanto isso, o episódio de “Homeland” introduzia uma mulher eleita presidente, Elizabeth Keane (Elizabeth Marvel), a qual questiona a abordagem “linha dura”(?) do governo contra células terroristas domésticas, e sinaliza uma “CIA desmilitarizada.”.

A sexta temporada se passa durante o período entre a eleição e aposse da presidente, e o episódio aparentou, para algumas pessoas, que a produção da série embarcou no politicamente correto.

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Este ato falho foi é engraçado, ao melhor estilo da revista Newsweek e demais veículos da mídia mainstream, cantando a vitória de Hillary antes da hora, demonstrando que a torcida por ela foi grande mesmo. A temporada do seriado foi gravada antes da eleição americana, e os produtores resolveram, ao que parece, apostar todas as suas fichas na vitória da Democrata, emplacando uma presidentA na América do seriado, e com discurso muito similar ao de Hillary. O quão traumática foi a noite de oito de novembro de 2016 para este pessoal, hein?

Hillary-Imprensa
O artigo da Fox ainda descreve a reação estupefata diante da mutação ideológica da série de um comentarista político conservador bastante conhecido no país, e (pelo menos até então) admirador da saga de Carrie contra a escalada do califado mundial:

Antigo fã de “Homeland”, o ícone da Direita Rush Limbaugh percebeu a mudança, conforme declarou em seu programa de rádio. Segundo ele, o programa costumava mostrar Carrie Mathison como “a principal guerreira na marcha que busca acabar com o terrorismo islâmico” … mas … agora, nesta temporada … ela dirige um centro que ajuda as pessoas a entenderem o Islã e muçulmanos, e afirma que eles não são terroristas, e que eles são injustamente perseguidos … Ela fez uma curva de 180 graus!

Eu diria que a produção derrapou na curva, isso sim. Outros seriados americanos são pura propaganda “progressista” escancarada e proposital, como já apontei aqui, por exemplo, e até mesmo documentários já foram produzidos com vistas a disseminar mentalidade anticapitalista, mas permitir que um dos últimos redutos dos telespectadores que estão cansados de vitimismo virasse, de uma hora para outra, apenas mais um instrumento de difusão do ideário politicamente correto foi um erro, até mesmo do ponto de vista comercial, lamentável – especialmente em um momento no qual a Direita começa a recuperar terreno após oito anos de Obama-Care-Only-About-Leftists.

Menos um programa na agenda televisiva, infelizmente. Paciência. Poderia ser pior: vai que o multiculturalismo passe a abarcar zumbis e White Walkers nas minorias oprimidas. Melhor nem dar ideia…

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