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Esclarecimento sobre as críticas à quarentena

Que fique claro:

NÃO estamos ignorando a existência do vírus.

NÃO estamos menosprezando as mortes, tampouco o sofrimento dos internados.

NÃO estamos dizendo que as pessoas deveriam seguir suas vidas como se nada estivesse acontecendo.

Estamos dizendo desde o começo que imprensa, oposição e governadores ignoraram premeditadamente estudos e opiniões de cientistas que afirmam que, pelas características climáticas e demográficas do Brasil, o vírus não se disseminaria como aconteceu na China, Europa e Estados Unidos.

Estamos dizendo que as autoridades deveriam ter tido mais responsabilidade, avaliado melhor a situação de cada cidade e estado; não poderiam ter feito da maneira que fizeram, reproduzindo procedimentos que estavam em curso em países tão diferentes do Brasil.

Fomos contra a suspensão da atividade econômica porque – como declarou tardiamente o Diretor-geral da OMS – países pobres sofrerão mais com isso do que com o próprio vírus.

Embasamo-nos na realidade de que vivemos num país onde metade das pessoas têm renda até um salário mínimo. Vivemos num país pobre. Dezenas de milhões de cidadãos dependem do trabalho de cada dia, não têm dinheiro guardando, moram em residências pequenas e desconfortáveis, grande parte sem acesso a água potável. Proibir essas pessoas de trabalhar significa sentenciá-las ao desespero.

Hoje, a imprensa nos bombardeia noticiando morte por morte, informando só lá no finalzinho – quando se “lembram” – que cada uma delas já sofria de alguma doença grave. Porém, crises econômicas têm efeitos muito mais abrangentes e silenciosos, matam pessoas sadias, com plena perspectiva de vida.

Crises econômicas não são apenas números vermelhos e gráficos decrescentes na tela do computador. São dezenas de milhares de pessoas que acabam sofrendo infartos, derrames e até se suicidando.

Crises econômicas fazem disparar os índices de violência doméstica e de abandono do lar, levam milhares a serem despejados de suas casas e outros milhares à morte por fome.

Há ainda os danos psicológicos em massa, causados pelo terror jornalístico. Explosão do número de casos de transtornos obsessivos compulsivos (TOC) e síndrome de pânico, dentre outros.

O número de vítimas do vírus não será nem uma fração do projetado pelos anunciadores do apocalipse, mas as vítimas da suspensão da atividade econômica serão dezenas de milhões.

Agora, governadores, imprensa e oposição vão cobrar que o Governo Federal resolva de forma rápida e satisfatória o problema que eles criaram. Um espetáculo de cinismo.

Resumindo: cometeram o maior crime econômico e social da história do Brasil.

João Cesar de Melo

João Cesar de Melo

É militante liberal/conservador com consciência libertária.