Por que o Liberalismo continua relevante?
Tenho visto muitas vozes proclamando que o liberalismo está fora do tempo e espaço, que sua época já passou, que ele está obsoleto. Tolice. As qualidades do Estado de Direito e da economia de mercado não deixam de ser o que são porque líderes atuais escolhem negligenciá-las.
O liberalismo não deixa de ser a causa de muitos dos mais importantes sucessos socioeconômicos da modernidade porque, na primeira metade do século XX, as lideranças políticas lograram êxito em fazer com que as pessoas se esquecessem disso.
Podemos não viver nunca sob governos que reproduzam, ipsis litteris, cada linha de Adam Smith, Friedrich Hayek ou Milton Friedman. Porém, o professor Og Francisco Leme segue correto: o liberalismo é como uma bússola. Não há um lugar exato chamado norte, mas devemos sempre apontar nessa direção.
Devemos porque ela é verdadeira. Não importa o que façam e digam os russos, os chineses, os desenvolvimentistas, os tradicionalistas, o movimento “Make America Great Again” ou os socialistas, o céu segue azul, a grama segue verde, a vida neste planeta segue dependendo de oxigênio.
Da mesma forma, os seres humanos são capazes de fazer escolhas, frutificam mais quando podem determinar o rumo das próprias vidas, geram riqueza incalculável quando podem perseguir suas aspirações sem grandes restrições e buscar o legítimo proveito do lucro, continuam não detendo conhecimento supremo para gerir cada detalhe da vida em sociedade ou determinar o curso a seguir em cada setor das atividades econômicas; as causas da inflação continuam as mesmas, o comportamento das moedas e o processo de formação de preços seguem obedecendo às mesmas leis.
Enquanto for assim, seguirá valendo a pena proclamar e defender o liberalismo. O resto é ruído.



