“É culpa do FHC!” – Como era o mundo quando FHC era presidente

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Dilma Rousseff, até o momento ainda presidente, voltou a culpar o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) pelas más notícias envolvendo a sua própria gestão.

Primeiro, Dilma falou que se a presidência anterior tivesse investigado a Petrobras naquela época, não haveria, hoje, um funcionário que passou 20 anos roubando. Depois, Dilma tentou amenizar a crise elétrica que assola o país afirmando que se o Brasil tivesse mantido a infraestrutura do “passado”, as estiagens que assolam o Nordeste e o Sudeste causariam racionamento de energia.

Em tempo: as hidrelétricas continuam funcionando, e não “gastam” água (apenas precisam dela em uma altura, tirando energia do movimento para baixo). Dilma, na verdade, tentou jogar o problema para o governo anterior e tornar positivo o que é negativo: o uso atual de termelétricas, mais caras, que aumentaram a conta de luz do brasileiro.

Nos dois casos, há algo matematicamente estranho. Na Petrobras, o “funcionário” que passou “20 anos roubando” (se estamos em 2015, estaria lá desde 1995) não parece ser o grande responsável único pela empresa amargar R$ 88,6 BILHÕES em perdas  só com a corrupção no último ano.

Isto só não o tornaria o homem mais rico do mundo (já que atualmente Bill Gates possui apenas US$ 79,2 bilhões  porque o próprio governo Dilma fez o dólar comercial custar hoje a bagatela de R$ 3,057 (transformando os R$ 88,6 bi em US$ 28,99).

 

Mesmo que o então ministro da Fazenda Guido Mantega tenha garantido, já em outubro de 2014, que quem apostasse na alta do dólar iria “quebrar a cara”.

Ainda assim, pela mesma matemática, se FHC não tivesse investigado, devemos supor que ele tenha alguma “culpa” (não juridicamente falando) de 8 anos. Isto tornaria Lula e Dilma culpados pelos 12 anos restantes. And counting.

Mas não sejamos maldosos com Dilma (segundo dizem os petistas, com “a democracia”, já que Dilma foi “eleita”, mesmo que apertadíssima, sem maioria dos votos dos eleitores, com aprovação caindo ao subsolo e, claro, não conseguiria ser eleita poucos dias depois da eleição). Talvez ela esteja dizendo alguma verdade. Como não podemos saber, devemos apenas imaginar.

Vamos pegar uma máquina do tempo e dar uma volta pelo mundo como era em 1995, ano em que Fernando Henrique assumiu a presidência, vencendo Lula no primeiro turno pela primeira vez. Vamos voltar ao século passado para ver como era a vida real na época em que os verdadeiros culpados pelo petrolão faziam suas falcatruas.

Bill Clinton iniciava o terceiro ano do seu primeiro mandato como presidente da América (Barack Obama, hoje, poderia entrar no embalo e culpar Clinton pelos maus números do Obamacare; it’s the economy, stupid).

O falecido Boris Yeltsin estava no quinto ano no poder na Federação Russa. A União Soviética havia caído há apenas 4 anos. A “Cimeira de Moscou”, entre Clinton e Yeltsin, termina sem praticamente nenhum acordo, mas rendeu ao mundo as fotos mais engraçadas de dois líderes políticos unidos.

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Os talibãs surgiam no horizonte, mesmo que o Ocidente, naquela época, mal soubesse disso. Fora o famoso atentado com gás sarin no metrô de Tóquio, o maior conflito daqueles tempos era entre os russos e a Chechênia, que sofrera uma deportação genocida pelos socialistas soviéticos. A região é riquíssima em petróleo. O petrolão, como se vê, é obra clara de FHC em 1995.

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Na época em que os verdadeiros pais do petrolão tomavam o poder, não havia Boko Haram nem ISIS. O genocídio brutal daquele tempo foi em Ruanda no ano anterior, quando 800 mil tutsis foram mortos por hutus – da mesma forma que o termo “coxinha” hoje se aplica a todos os supostos “ricos” e “exploradores” não merecedores de direitos, também os hutus acreditavam que os tutsis eram malvados que queriam exterminá-los, e portanto os exterminaram primeiro. Em 1995, 2 mil refugiados hutus moderados (e perseguidos pelos próprios hutus no poder) são mortos por soldados. A Somália sofria com os “capacetes azuis”.

Os problemas do petrolão de hoje são nitidamente culpa de quem estava no poder há 20 anos. Naquela época, existia a Eslavônia, hoje em sua maior parte anexada à Croácia. Em 1995, sérvios ainda se digladiavam militarmente contra os croatas.Iugoslávia só devolveria o último território croata ocupado pelos socialistas em 1998.

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Afeganistão, Síria, Egito, Hong Kong, Paquistão, Beijing, Iêmen? Quando os culpados pelos desmandos atuais na Petrobras estavam no poder, o nome que causava preocupação ao mundo era a Bósnia e Herzegovina, e ao invés de xiitas e sunitas, os conflitos étnicos que arrepiavam a espinha envolviam palavras como bósnio, sérvio, croata. Os Bálcãs eram tratados em termos apocalípticos, como o lugar onde se ouviria a primeira trombeta. A região foi apascentada, mas não deu tempo de o PT corrigir “uma caca” na Petrobras dessa época.

A cidade que parecia a mais perigosa do mundo estava longe de parecer Damasco, Kabul ou Qousseir. O nome que arrepiava só de ser mencionado era Sarajevo, onde Hillary Clinton afirmou ter pousado sob tiroteio.

Terrorismo não parecia coisa de muçulmano, e sim dos marxistas Unabomber (que publicam manifesto no NYT e no Washington Post) e também dos separatistas do IRA na Irlanda e do ETA, querendo um País Basco marxista-leninista separado da Espanha. Desde pelo menos 2006 que o cessar-fogo dos revolucionários do ETA já trouxe paz à região – mas o PT, com um mandato a mais, não conseguiu ainda acabar com a herança maldita na Petrobras.

Caracas, na Venezuela ainda sem Chávez, era também uma ditadura corrupta, mas não estava entre as cidades mais violentas do mundo e nem sofria com papel higiênico, remédios e comida. Quem parecia extremamente violenta era a Bogotá dos cartéis violentos e das FARC, bem antes de Álvaro Uribe combatê-las e torná-la um exemplo anti-esquerda de gestão urbana, prosperidade e segurança.

Claro, sobrou tempo de tornar uma das cidades mais perigosas do mundo num oásis, mas não deu tempo de o PT descobrir os malfeitos na Petrobras, que na verdade são culpa da “herança maldita”.

Os nomes dos presidentes eleitos mostram como era o mundo em 1995, época de tucanarem a Petrobras, que não tem nada a ver com os políticos de hoje: além do culpado pelo petrolão, também foram eleitos Alberto Fujimori (segundo mandato, no Peru), Jacques Chirac (na França), Carlos Menem (reeleito, na Argentina).

Robert Mugabe, amigo de Hugo Chávez, por sua vez amigo do PT, também foi reeleito por sabe-se lá qual vez, no Zimbábue – outro que não teve ainda tempo o suficiente para mostrar como as políticas sociais de um governo socialista são capazes de tornar um país africano numa Suíça. Nelson Mandela, também amigo de Mugabe, iniciava seu segundo ano como presidente.

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A tecnologia mostra bem como é óbvio que os problemas de hoje são culpa de FHC há 20 anos. O Windows 95 era, naturalmente, lançado – tornando os computadores pessoais uma opção mais amistosa para toda a família. A Apple estava há 10 anos sem Steve Jobs, e só o teria de volta no ano seguinte, criando o esquisitão iMac com gabinete colorido.

Além da busca por dinheiro que hoje o PT descobriu porque não tem um “engavetador-geral da República”, quem também surgia era o site gigante das buscas. O Yahoo, que funcionava por cadastro: você cadastrava o seu site (com urls como www.arpatronics.com/file/ubs/log/users/~instliberal.htm) e ele encontrava através de uma descrição.internet

Iniciava-se com isso, também, a guerra entre os navegadores, com os mais cobras usando o recém-inventado Netscape, em oposição ao Internet Explorer (também chamado de “misterioso sobrevivente).

Enquanto os tucanos criavam o petrolão, uma outra novidade começava a ser prometida lá fora: um tal de DVD, que começaria a ter alguns poucos títulos já em 1996. Lançamentos fonográficos eram feitos em fitas K7, e algumas gravadoras, já antevendo o futuro, abandonavam o LP e faziam os lançamentos de maneira futurista: apenas em CD.

Um filme mudaria tudo: Toy Story, o primeiro filme 100% feito por animação computadorizada (com o brasileiro Cassiopéia à parte). Outros filmes que apareciam em VHS neste ano que mostram a proximidade do petrolão com a era FHC foram O Rei Leão, Street Fighter – O Filme, Batman e Robin, Forrest Gump, Mogli: O Menino Lobo, Junior, Debi & Lóide, Pulp Fiction, Power Rangers, Gasparzinho, Flintstones, Free Willy 2, Mortal Kombat.games

Junto a FHC, quem também entrou no poder na virada de 1994 para 1995 foi o novo todo-poderoso do pedaço: o Playstation. Mas, claro, só no Japão – até a América demoraria um pouco para ver a nova promessa do mercado. Enquanto isso, os jogos continuavam a ser feitos em sua maioria para o Super Nintendo e o Mega Drive. Os títulos lançados mais marcantes foram Chrono Trigger, Mortal Kombat 3, Super Mario World 2, Comix Zone e Killer Instinct, o primeiro jogo da Nintendo a conter sangue no SNES. Já nos computadores, o mundo foi brindado com vários jogos para o saudoso MS-DOS, como Descent, Full Throttle, Phantasmagoria, Worms e Command & Conquer.

Ayrton Senna havia morrido há menos de um ano, e sua última namorada, Adriane Galisteu, causou celeuma e destruiu qualquer recorde anterior ao posar nua para a revista Playboy em agosto. O Brasil havia conquistado o tetra também há menos de um ano.

Na América, O. J. Simpson é inocentado em seu julgamento. O baterista do Mötley Crue Tommy Lee se casaria com a então musa da época: Pamela Anderson, do sucesso da TV na época SOS Malibu. Uma pena FHC não ter criado o SOS Petrolão que obrigou os petistas a receberem dinheiro que não queriam em 2015.

A Miss Honduras María José Alvarado, a atriz Bruna Marquezine, o criador da inteligência artificial Summly, Nick D’Aloisio, a atriz Caroline Sunshine, o ator Kenton Duty, o meia alemão Serge Gnabry, o jogador Diego Fagúndez, a cantora Celeste Buckingham, a atriz Julia Montes e o rapper Joey Badass faziam algo muito importante para suas carreiras: nasciam.

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Musicalmente, é fácil entender como o que se investiga hoje é tudo culpa do FHC. Em 1995, o Oingo Boingo se separaria. Enrique Iglesias lançaria seu primeiro álbum em espanhol. Os lançamentos envolvem bandas como Tears For Fears, Siouxsie and the Banshees, Van Halen, Swans, Faith No More (lançando seu clássico), Frank Zappa, Duran Duran, Scorpions, King Crimson, Pink Floyd, Michael Jackson, Soul Asylum, Hole (Kurt Cobain havia se matado há menos de um ano), Ramones, Pet Shop Boys, No Doubt, Ace of Base, Queen, Alice in Chains. Alguns faziam sua verdadeira “estréia” no sucesso, como Björk, Alanis Morrissette, Foo Fighters, Lenny Kravitz, Rammstein, Mariah Carey, Green Day. Como se vê, algo bem próximo do que acontece hoje com o PT no poder.mamonas

No meio do ano, claro, veio o fenômeno Mamonas Assassinas, que emplacou duas músicas no topo das paradas de sucesso. Olhar as paradas hoje, aliás, mostra que o petrolão é puro 1995: as mais tocadas envolviam “Na Boquinha da Garrafa” (É O Tchan), “Lá Vem O Negão” (Cravo e Canela), “Eu Me Amarrei” (João Paulo e Daniel) e lançamentos como “Kiss From a Rose” (Seal), “Take A Bow” (Madonna) e “Have You Ever Loved A Woman?” (Bryan Adams).

E internet, já ouviu falar disso? Não pergunte para alguém na rua em 1995. Tecnologia de comunicação era pager. Telefone celular era coisa de milionário antes das privatizações (com o perdão aos “programas sociais”, afinal, diz-se que eles é que tornaram os pobres viajantes para o exterior). E isso ainda bem depois de FHC tomar assento: o Charlie Brown Jr. cantaria que “ela tem carro importado e telefone celular” como prova de riqueza inalcançável… mas isso só ainda em 1997.

Enfim, o mundo parece ter mudado um pouco da época de FHC até hoje. As desculpas, todavia, permanecem iguais.

Ainda alguns acreditam que a culpa do petrolão, que tem um cabedal de políticos petistas e ligados ao PT, que na época mal conseguiam ser deputados, é culpa… da oposição.

E de uns empreiteiros que falaram aos petistas no poder: “Por favor, tome este dinheiro, é para sua campanha, sei que você não aceita, mas então vou te forçar a recebê-lo e negociá-lo no seu gabinete sem você saber – ah, e claro, não conte aos presidentes, os que mais se beneficiam disso, sobre esses bilhões!”

Ou então, que na verdade tudo começa em 1995, quando o Planeta Realidade era igualzinho hoje. É melhor quando a desculpa acima não cola, mas mostra que o papo de “mudança” é só para ganhar eleição. Ou ainda revela que a mudança foi pra muito pior.

Cada um confie no que quiser. Mas cremos que há algumas coisas diferentes de 1995 para cá.

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Flavio Morgenstern

Flavio Morgenstern

Analista político, palestrante e tradutor. Escreve para o jornal Gazeta do Povo , além de sites como Implicante e Instituto Millenium. Lançou seu primeiro pela editora Record Por trás da máscara, sobre os protestos de 2013.

11 comentários em ““É culpa do FHC!” – Como era o mundo quando FHC era presidente

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    10/03/2015 em 6:59 pm
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    Descobrimos os verdadeiros culpados pela crise brasileira, foi BARRABÁS, ALI BABÁ E OS QUARENTA LADRÕES, KKKKKKK

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    10/03/2015 em 6:15 pm
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    história da Inflação no Brasil

    1993 Brasil ipc 2.477,146 % – FHC
    1994 Brasil ipc 916,460 % – FHC
    1995 Brasil ipc 22,408 % – FHC
    2001 Brasil ipc 7,673 % – FHC
    2002 Brasil ipc 12,530 % – ultimo ano de FHC inflação sobe com a vitória de LULA, desde a entrada do plano real em 94, a inflação foi reduzida em 904%
    2006 Brasil ipc 3,142 % – Fim do 1º mandato de Lula, com a inflação baixa, porém de 2003 à 2006 a redução foi menos de 4%
    2015 Brasil ipc 7,14 % – DILMA em janeiro de 2015 com a mesma inflação de 14 anos atrás.

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    10/03/2015 em 5:35 pm
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    o Brasil não começou a vida no governo FHC. Vamos lembrar que antes dos tucanos, tivemos inflação beirando 1000% ao ano. confisco de poupança, industria sucateada, etc… Esses pontos não foram resolvidos do dia para a noite, mas tiveram início principalmente no governo FHC Portanto, quando falar de inflação de 40% e desemprego de 30%, lembre-se de como era antes, quando pela manhã havia um preço nos produtos e a tarde havia outro.

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    10/03/2015 em 5:14 pm
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    engraçado, o país não era perfeito com FHC, se fala em desemprego e tal, mas não sabem que o país estava em um processo de mudança radical economicamente? Acham que não teriam consequencias?
    Agora, se você falar para uma pessoa: vai passar por tempos difíceis mas depois a vida será estável, ela vai aceitar? Não. Mas foi isso que aconteceu… pq os desempregados conseguiram empregos com a economia estável, e viva o carnê das Bahia, com parcelas a se perder de vista!!!! Lula apenas continuou o que estava bom.
    Ridículo falar mal do governo FHC. Tudo de ruim foi para um bem maior. Um bem que tá sendo destruído pela Giuma.

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    10/03/2015 em 4:25 pm
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    Da inflação 40% não falou? E do desemprego em 30%?

    ahhh eu mereço!

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    10/03/2015 em 2:49 pm
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    Eu quero ver se alguém fala da época q a cada 10 crianças nascidas morriam 6.isso esquece fácil facil.mas agora q a taxa de fome e desemprego abaixou todo mundo culpa ela ainda por causa da miséria,na época de FHC que é mais que o triplo da miséria de hj.Disso nem lembra né ?

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      10/03/2015 em 3:32 pm
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      Como sempre ptistas mudando o rumo da prosa, voces sempre acharam uma desculpa melhorar para justificar a desgraça do pais que estamos vivendo, entao por favor, vamos ser coerentes e ver que o pt e outros partidos tem grande parcela pela pessima gestao que nos assombra nos ultimos 12 anos.

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    10/03/2015 em 12:05 pm
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    A culpa é, sim, do FHC pois se ele não tivesse recuado na crise do mensalão, todo esse patrulhamento, toda essa roubalgeira teria acabado em 2005. E agora, de novo ele recua ?

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      11/03/2015 em 8:00 am
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      Então quer dizer que o PT não tem culpa de continuar o que o fhc recuou? O PT eh obrigado a robar por culpa do FHC?

      Se o fhc for culpado. Ele que pague as consequências. O que não pode eh a Dilma se esquivar por esse motivo.

      Dizer que o roubo eh culpa do fhc. Eh apenas assumir que o roubo ainda acontece.

      Para de ser partidário. E se preocupe com seu país

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    09/03/2015 em 7:06 pm
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    Parabéns Flávio, brilhante a sua matéria, não se preocupe com alguns comentários de que isto é sabedoria de faculdade, e que você deveria ensinar ao povo como se combatem os ladrões que estão no poder . Nós somos o Povo que não acessa só redes sociais, também entendemos linguagem formal, e não só quando dizem, ” nóis pega o peixe”.

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    09/03/2015 em 2:31 pm
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    Após ler esta irritante longa e desnecessária retrospectiva da milenária história da corrupção no mundo, fica claro que enquanto os jornalistas perdem tempo em reeditar o que é sobejamente conhecido da parte mais interessada que é povo, os verdadeiros problemas e culpados estão passando alegre, conforme o célebre ditado árabe: “ENQUANTO OS CÃES LATEM, A CARAVANA PASSA. Ora, enquanto os nobres editores se preocupam em reeditar sabedoria de faculdade de jornalismo e ciências sociais sem nenhuma proposta concreta para acabar com a quadrilha do Ali Babá e os 80 ladrões do povo ” fica a pergunta: E daí Flavio?, o que você faria e ensinaria ao povo fazer para ACABAR COM a farra dos ladrões do povo?

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