Cornos Mansos?

A Polícia Federal deflagrou, na manhã do último dia 5, a Operação Greenfield, que apura crimes de gestão temerária e fraudulenta em desfavor de quatro dos maiores fundos de pensão do país: Funcef, Petros, Previ e Postalis.  Segundo os investigadores, pode chegar aos R$ 8 bilhões o rombo nessas instituições, resultado da malversação dos recursos […]

A Polícia Federal deflagrou, na manhã do último dia 5, a Operação Greenfield, que apura crimes de gestão temerária e fraudulenta em desfavor de quatro dos maiores fundos de pensão do país: Funcef, Petros, Previ e Postalis.  Segundo os investigadores, pode chegar aos R$ 8 bilhões o rombo nessas instituições, resultado da malversação dos recursos dos funcionários e pensionistas da Caixa, da Petrobras, do Banco do Brasil e dos Correios.

Sabem quem eram os administradores desses fundos, há pelo menos 13 anos? A pelegada da CUT e outras centrais sindicais ligadas ao PT.  E sabem qual foi a reação dos sindicatos interessados, logo após aquela operação?  Os bancários do BB e da Caixa estão puxando uma greve absolutamente política, contra o “golpe” que depôs a “presidenta” Dilma.  Além disso, a imensa maioria dos bancários da Caixa e do BB continuam dando apoio quase irrestrito a todas as barbaridades petistas.

Já os petroleiros estão em guerra contra a nova administração da Petrobras, a quem acusam que querer reduzir a empresa a pó.  O engraçado é que dizem isso agora, justamente no momento em que as ações da companhia encontram-se em franca recuperação, graças principalmente à credibilidade que a nova direção trouxe consigo.  Já no tempo de Dilma, quando efetivamente a empresa foi reduzida a pó, a atuação da FUP foi quase sempre dócil, como cãezinhos amestrados.

Ontem, por sua vez, provavelmente querendo atingir os investigadores da Lava-Jato, Lula, depois de comparar-se a Jesus Cristo, resolveu esculhambar com  o funcionalismo público em geral.  Num discurso tão baixo quanto ingrato, fulminou:  “O político, por mais ladrão que seja, todo ano tem que enfrentar o povo, sair na rua e pedir voto. O funcionário público não. Ele faz concurso e fica lá, com o cargo garantido, tranquilo”.

Agora, pergunto aos funcionários públicos de Pindorama, que sempre apoiaram maciçamente o PT, contra todas as evidências do assalto ao Erário perpetrado por aquele partido: será que vale mesmo a pena continuar apoiando essa gente, berrando “É golpe!”, “Fora, Temer!” e indo para as ruas, ao lado dos famigerados black blocs, tumultuar um ambiente que já não é bom? Pior: será justo ficar contra os seus colegas do Ministério Público e da Polícia Federal, que têm demonstrado saber honrar o cargo de servidor público com um trabalho digno e competente?

Não quero parecer indelicado, mas àqueles que, diante de tantas evidências, ainda responderem “sim” a essas perguntas, só me resta sugerir a leitura desse breve texto da jornalista Mariliz Pereira Jorge, postado ontem em seu FB: “Ser corno é uma das piores coisa da vida. A gente leva muito tempo negando o que todo mundo já sabe… Tenho pena dos cornos. Já fui uma. Mas quem escolhe ser corno de político merece ser enganado até o final.”