Caridade com chapéu alheio

A presidente Dilma Rousseff sancionou, no dia 13, a Lei 13.087, que concede pensão vitalícia a Laís Souza, ex-ginasta que ficou tetraplégica ao treinar nos Estados Unidos para uma competição de esqui. A jovem Laís era um ex-talento da ginástica artística que buscava inserção em uma outra modalidade esportiva, o esqui aéreo. Neste, que é […]

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A presidente Dilma Rousseff sancionou, no dia 13, a Lei 13.087, que concede pensão vitalícia a Laís Souza, ex-ginasta que ficou tetraplégica ao treinar nos Estados Unidos para uma competição de esqui.

A jovem Laís era um ex-talento da ginástica artística que buscava inserção em uma outra modalidade esportiva, o esqui aéreo. Neste, que é considerado um esporte dos mais arriscados, o atleta desce por uma pista na neve e é lançado ao ar por uma rampa, aterrissando após a realização de acrobacias. Laís praticava o esporte havia menos de um ano quando se acidentou gravemente após uma queda que resultou em uma lesão na coluna cervical, ficando tetraplégica.

Seu caso gerou comoção nacional e, um ano após o acidente, a jovem de 26 anos ganha o direito a receber uma pensão vitalícia mensal no valor de R$ 4.663,75. Essa quantia (que certamente fará uma grande diferença na vida de Laís e de sua família) representa um montante irrisório frente aos gastos na concessão de aposentadorias e benefícios do INSS – projetados para algo em torno de R$ 424,5 bilhões em 2015.

Ocorre que não é esse o tipo de julgamento que deve anteceder a tomada de decisão de um agente público a respeito da destinação de recursos estatais. Isso apenas reforça a ilusão de que o dinheiro no caixa do governo brota das árvores ou cai do céu, ignorando o fato de que os recursos são escassos e que cada centavo nas mãos do Estado é um centavo a menos nas mãos de agentes privados interagindo, cooperando e inovando no mercado para gerar melhores bens e serviços para todos.

Leia o artigo completo na edição de 17/01/2014 do jornal Gazeta do Povo.

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Comentários

  1. Se ela viver por 40 anos, pagaremos R$ 2.300.000,00 a ela. Por acaso ela não comprou um seguro antes de praticar um esporte de risco? Sou instrutor de vôo, e pelos riscos de minha profissão eu pago seguro. Mas pensando bem, acho que ao invés de pagar seguro, vestirei uma camiseta da Dilma. É mais barato…

  2. Texto muito bom e corajoso. Abordar esse tema pode gerar um caminhão de críticas dos detentores do monopólio das boas intenções. Mas fato é que esse é apenas um dentre milhares de absurdos desse nosso país que é a nação dos privilégios.

  3. Pergunta: ela contribuía para o INSS? Tantas pessoas contribuem e muitas vezes tem seus direitos negados e certamente não se aposentam com R$ 4.663,75. Pelo menos não o reles mortais.

  4. Prezado Fabio.
    Fiquei feliz de ler teu artigo na Gazeta. Há poucos dias usei, com veemência, os mesmos argumentos teus contra essa pensão vitalícia da mocinha. (Não o fiz com a mesma diplomacia e delicadeza como no teu artigo). Mas, caramba, quantos PMs que defendem a segurança da sociedade morrem e não se vêm essas “´pensões vitalícias”! E muitos trabalhadores zé-ninguém que dão duro e morrem atropelados (ou outra causa qualquer) por causa do trabalho (defendendo o Brasil!!!, sua economia e tudo o mais) e ninguém lhes dá a mínima!!! (talvez 1 salário mínimo!!!).
    Achei muito oportuno teu artigo. Espero que comece repercutir e se reverta essa cretinice dos nossos parlamentares. Aliás, todos votaram a favor, para ficar bem perante a opinião pública ignara!!!
    Grande abraço.
    eugenio zamperlini