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Breve retrospectiva das mentiras da grande mídia

Depois de levar verdadeiras surras eleitorais e ver uma onda conservadora surgir com grande força, a esquerda tentou entender os acontecimentos para depois resolver agir. Ela chegou ao poder após anos de promoção (I) dos valores progressistas da contracultura na Europa e nos Estados Unidos, (II) da ideia marxista da luta de classes entre povo e estamento burocrático na América Latina e (III) do nacionalismo antiamericano e antiocidental na África. Em todos os casos a esquerda tomou de assalto os espaços culturais – mídia, universidades, mercado editorial e igrejas. Com seu inimigo desnorteado e sem saber como sair da situação de impotência absoluta, ela parecia reinar sem maiores ameaças.

Porém, a coisa mudou. A aliança direitista entre liberais clássicos e conservadores morais deu resultado nas urnas e ameaça quebrar o monopólio cultural estabelecido pela hegemonia esquerdista. Tomando o Brasil como exemplo, a esquerda passou a dominar todos os espaços da luta política com a conquista das universidades e do mercado editorial nos anos 1970 – com a generosa ajuda do regime militar através da doutrina Golbery. Chegar ao poder em 1994 foi apenas a cereja do bolo. Antes disso, os esquerdistas já estavam sozinhos na grande mídia e moldavam o imaginário do povo brasileiro como bem entendiam.

Agora que o monopólio da informação foi ameaçado pela mídia independente – em especial a de viés conservador – e temos um presidente direitista no poder, a esquerda quer acabar com a liberdade de expressão e ter o monopólio da comunicação na marra. A Sleeping Giants é a mais nova iniciativa da extrema esquerda para silenciar os conservadores – passando por cima da garantia constitucional à liberdade de expressão. Com o pretexto de combate às fake news, os tiranos digitais querem que os portais direitistas não tenham nenhum ganho financeiro com publicidade e desapareçam um por um.

O pretexto é claramente falso. Se o objetivo fosse combater as notícias falsas, a grande mídia seria o alvo número um da Sleeping Giants. Ninguém mente mais do que a imprensa brasileira e não é difícil encontrar tantas notícias e narrativas falsas promovidas pelos almofadinhas dos mais diversos canais, rádios e portais.

A maior mentira abraçada por todo o jornalismo brasileiro foi a narrativa de que o Foro de São Paulo não existia. A entidade foi criada em 1990 com o objetivo declarado de ‘’recuperar na América Latina tudo aquilo que foi perdido no Leste Europeu’’, ou seja, implantar o comunismo em todos os países latino-americanos para a criação de uma União Soviética 2.0. Contou com ditadores sanguinários como Fidel Castro, Hugo Chávez e Evo Morales, deixando a coordenação estratégica para ninguém mais, ninguém menos que o sr. Lula. A esquerda latino-americana chegou ao poder através da simbiose entre políticos e narcotraficantes: prova disso são as inúmeras declarações das FARC e do MIR chileno em solidariedade a partidos de esquerda, como também as participações dos líderes dessas facções criminosas em inúmeras reuniões do Foro. Enquanto o filósofo Olavo de Carvalho denunciava a existência, a relevância e o perigo do Foro de São Paulo em seus artigos no Diário do Comércio, a grande mídia silenciava qualquer debate a respeito e negava a realidade dos fatos. Vencida pelo cansaço, ela admitiu a existência, mas negou a importância, classificando uma entidade que reunia diversos chefes de Estado como uma simples assembleia de debates. As atas do Foro estão aí na internet e não deixam a menor dúvida sobre quem tem razão nessa história.

Nas eleições americanas de 2016, a grande mídia brasileira copiou servilmente da sua irmã americana a narrativa de que o então candidato republicano Donald Trump era racista, sexista, homofóbico e sua vitória seria um completo desastre. Em uma torcida ideológica pelo Partido Democrata de saltar os olhos, ela omitiu e distorceu fatos importantíssimos sobre a corrida eleitoral e a pessoa do candidato conservador. O ponto alto desse quadro mental veio com a confirmação do triunfo republicano: a ex-jornalista da Globo – hoje na CNN – Monalisa Perrone acusou o eleitorado de Trump – e o próprio Trump – de serem racistas e odiarem negros. A coisa foi tão patética que ela foi desmentida pelo próprio colega de programa, o repórter Fábio Turci. Foi uma mentira motivada por paixão ideológica, não por bom jornalismo.

A Globo é de fato um lugar onde os militantes ideológicos que se dizem jornalistas estão bem empregados. Um deles é o sr. Guga Chacra, o ‘’especialista’’ em política americana mais limitado que já vi. Mas ele não é apenas limitado: é desonesto também. Duas peripécias suas chamam a atenção para as limitações do sujeito: Guga chamou manifestantes nacionalistas poloneses de nazistas e colocou no mesmo balaio Nicolás Maduro e Jair Bolsonaro, por ambos serem supostos conservadores morais. A primeira foi desmentida de tal forma que ele bloqueou uma diplomata polonesa no Twitter e a segunda foi desmentida por mim em artigo para o Instituto Liberal. Vale lembrar uma coisa: a Polônia é uma nação fervorosamente católica, anticomunista e antinazista; o povo polonês rejeita enfaticamente qualquer ideologia revolucionária. Qualquer um pode atestar isso com uma simples pesquisa sobre a história do país.

Por fim, mais uma prova da pirotecnia mentirosa da grande mídia: o The Intercept publicou uma série de mensagens supostamente atribuídas ao ex-ministro Sérgio Moro e a procuradores da Lava Jato como prova de parcialidade nos julgamentos da operação. Sem nenhuma veracidade ou mesmo rastro de autenticidade, a parcela antilavajatista da imprensa abraçou a narrativa de Glenn Greenwald como prova inquestionável e destilou ataques a Moro. O sr. Reinaldo Azevedo, jornalista da BandNews FM e do UOL, foi o máximo propagador da narrativa. Até hoje nada foi provado, mas ninguém recuou ou abandonou as mentiras decorrentes disso.

Em todos esses casos não houve nenhuma iniciativa como a Sleeping Giants para clamar por regulação dos meios de comunicação ou fim da publicidade paga aos meios de comunicação. A grande mídia tem o monopólio do erro, da calúnia e da difamação. Pode apresentar narrativas falsas o quanto quiser que os checadores não irão atrapalhar seu trabalho.

O objetivo é muito claro: perseguir a mídia independente conservadora e garantir o predomínio absoluto da grande mídia na divulgação de informações, minando a onda conservadora política dos últimos anos. Quem não enxerga isso está cego ou é cúmplice da trama.

Referências:

1.https://conexaopolitica.com.br/artigo/sleeping-giants-conheca-a-iniciativa-que-visa-censurar-a-midia-alternativa-com-pretexto-de-combater-extremismo/

2.https://www.youtube.com/watch?v=OG0GdH-CWFg

3.http://www.ilisp.org/noticias/guga-chacra-chama-dia-da-independencia-da-polonia-de-nazista-e-consul-desmente/

4.https://www.institutoliberal.org.br/blog/guga-chacra-e-desonesto/

Carlos Junior

Carlos Junior

É jornalista. Colunista dos portais "Renova Mídia" e a "A Tocha". Estudioso profundo da história, da política e da formação nacional do Brasil, também escreve sobre política americana.