As relações custo/benefício

ARTHUR CHAGAS DINIZ *

Eixo Monumental. Brasília, DF

O Brasil se transformou e não foi só através das alterações nos grandes números, tais como população urbana, Produto Interno Bruto, gastos do governo e outros. A ampliação desmesurada das funções do Estado, o crescente número de ministérios e a ampliação do número e do incremento dos empregos públicos também fazem a diferença.

Os ocupantes do Poder Central cada vez mais deixam menos espaço para governadores e prefeitos. Em outras palavras, os cidadãos cada vez se distanciam mais do Poder e podem menos.

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Brasília tornou periféricas as manifestações das grandes populações urbanas brasileiras, especialmente as de São Paulo e do Rio de Janeiro. As passeatas, as interdições de tráfego, embora causem enormes transtornos à população, são a forma e o jeito dos metropolitanos de informar à Presidente, ao Senado e aos deputados que não estão felizes, nem com seus desempenhos nem com o seu custeio.

Mas Brasília é distante e seus moradores mais notáveis, cidadãos privilegiados em relação ao resto das populações de outras metrópoles. Os cidadãos destas metrópoles querem dizer ao Poder Central, através das passeatas, que não estão satisfeitos com a relação custo (impostos) / benefício (serviços) com que estão convivendo.

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As manifestações contra o aumento do preço das passagens urbanas foi só um primeiro sinal.

* VICE-PRESIDENTE DO INSTITUTO LIBERAL

 

FONTE DA IMAGEM: WIKIPÉDIA
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