A propaganda eleitoral e a máquina pública

 

PONTO DE VISTA

ARTHUR CHAGAS DINIZ*

Lulla tem, seguidamente, confrontado integrantes da máquina pública com adjetivos indevidos. Há uns poucos meses, aborrecido com as sugestões do Tribunal de Contas da União sobre a inadequação entre gastos e obras integrantes do PAC, considerou-as injustificáveis.

Mais recentemente, insurgiu-se contra observações da vice-Procuradora eleitoral, Sandra Cureau, dando conta de que ele, Lulla, vem utilizando a máquina pública a favor de Dilma, acusando-a de parcialidade.

Às sucessivas multas que tem recebido por propaganda eleitoral indevida, responde com desdém. Ora, deve raciocinar o Presidente, pagar R$5 ou R$6 mil é muito menos do que os benefícios gerados pela propaganda cujo custo de veiculação é Zero. Multas, dentro de uma campanha presidencial da dimensão esperada, são “peanuts”, até porque o custo da primeira multa é igual ao da última, não tendo características progressivas. O desrespeito de Lulla pelas leis é notório e, certamente, influencia os diferentes escalões da máquina pública, expandida a um tamanho nunca visto, copiado em nível estadual e municipal. No total, os cofres públicos beneficiam cerca de 55% da população brasileira. Essa gente pendurada no Estado se reflete na popularidade elevadíssima de Lulla que vê endossadas suas atitudes, lícitas ou ilícitas.

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*PRESIDENTE DO INSTITUTO LIBERAL

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