A farra da interrupção de mandato para concorrer a novos cargos

A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) é mais uma oportunista em busca da continuação do cabide de emprego político. Se fosse competente estaria exercendo alguma profissão na atividade privada. Aliás, o país está repleto de pedagogos e professores incompetentes, que optam pela política para tirar proveito da coisa pública. Infelizmente, a política nacional está transformada em […]

A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) é mais uma oportunista em busca da continuação do cabide de emprego político. Se fosse competente estaria exercendo alguma profissão na atividade privada. Aliás, o país está repleto de pedagogos e professores incompetentes, que optam pela política para tirar proveito da coisa pública.

Infelizmente, a política nacional está transformada em refúgio de oportunistas mentecaptos que só visam às luzes da ribalta do poder para obter vantagem.

Enquanto não for realizada uma ampla reforma política, ouvindo principalmente a sociedade, para modificar o falido sistema político nacional, votar  é perder tempo. E só serve para dar emprego a mequetrefes políticos.

A senadora Fátima Bezerra e os demais senadores que vão concorrer a outros cargos revelam não ter respeito ao mandato recebido, senão jamais  interromperiam o compromisso com o Senado, que vai até 2023. Por que não renunciam ao mandato para participar de novos pleitos?

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É verdade que a senadora não é a única a pretender desmoralizar o cumprimento de mandato. Nesta onda surfam também os senadores Acir Gurgacz (PDT-RO), Álvaro Dias (PODE-PR), Antônio Anastasia (PSDB-MG), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Elmano Férrer (PODE-PI), Fernando Collor (PTC-AL), Gladson Cameli (PP-AC), João Capiberibe (PSB-AP), José Maranhão (MDB-PB), Kátia Abreu (PDT-TO), Omar Aziz (PSD-AM), Paulo Rocha (PT-PA), Romário (PODE-RJ), Roberto Rocha (PSDB-MA), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Rose de Freitas (PODE-ES) e Telmário Mota (PTB-RR).

O descumprimento ou interrupção de mandato é estelionato eleitoral porque rompe as promessas de campanha feitas ao eleitor. Portanto, trata-se de prática imoral que somente os políticos biltres são capazes de praticar.

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A minha crítica representa o sentimento da maioria da sociedade, que está cansada  de assistir à falta de compromisso e de respeito do político para com o eleitor.

Se o eleitor brasileiro tivesse conscientização política, jamais votaria em candidato que interrompe mandato para exercer novas funções, bem como não reelegeria ninguém – política não é profissão – e nem votaria em candidata, como Dilma Rousseff (PT-MG), que teve o  seu mandato legitimamente cassado.

A política não é lugar de oportunistas e de aventureiros. A política é para ser exercida com seriedade, lealdade e não apenas para satisfazer aos inconfessáveis interesses de políticos.

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A política nacional está desacreditada pela falta de seriedade e de hombridade dos crápulas políticos, respeitadas algumas exceções, que representam a população. E cabe somente ao eleitor mudar esse melancólico quadro.

Sobre o autor: Júlio César Cardoso é Bacharel em Direito e servidor federal aposentado.

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