A economia americana por Joe Biden

Joe Biden não cansa de passar vergonha, protagonizar vexames e dar todos os indícios para os americanos concluírem de uma vez por todas uma verdade patente: a Casa Branca não é o seu lugar de maneira alguma. Além das acusações de assédio sexual pesarem sobre as costas de um político carreirista ligado ao feminismo americano e da clara debilidade exposta em inúmeras gafes durante comícios, o ex-vice-presidente resolveu aumentar sua lista de peripécias negativas ao pontificar sobre a economia dos Estados Unidos na presidência de Donald Trump.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Biden classificou as ações do presidente Trump no combate ao coronavírus como um fracasso total e profetizou que os impactos negativos da pandemia serão ainda maiores por causa das políticas econômicas da atual administração. Ainda acusou Trump de estar focado em ajudar os ricos e as grandes empresas em detrimento da classe média e dos mais pobres. Nada mais do que os democratas estão a fazer em toda a sua existência desde a tomada do partido pela esquerda radical: culpar o capitalismo, o livre mercado e o liberalismo econômico por todos os problemas – reais ou imaginários – no país.

O sr. Biden está totalmente equivocado em seu diagnóstico – e sabe disso. Acreditar em cada palavra dita por ele é jogar fora a verdade dos fatos e o bom senso. Como todo bom esquerdista, ele mente de forma tão compulsiva a não perceber que está mentindo.

O primeiro fator ignorado por Biden em seu diagnóstico foi o crescimento contínuo da economia americana durante pouco mais de três anos da presidência de Donald Trump. Em 2017, o crescimento foi de 2,2%, em 2018, de 2,9% e em 2019 de 2,3%. Também é perceptível o aumento nos salários dos trabalhadores americanos no mesmo período. Esses números positivos são produtos da política econômica do atual governo e das iniciativas de Trump, como o corte de regulações governamentais e a reforma tributária aprovada em 2017 – estabelecendo o maior corte de impostos da história americana. O Partido Democrata tanto se gaba por ser a agremiação das minorias e foi incapaz de reconhecer o bom trabalho do presidente pelo menor índice de desemprego entre afro-americanos e hispânicos.

O capitalismo nos moldes do liberalismo econômico foi o grande responsável por fazer dos EUA a maior potência do mundo. Dos escritos dos Founding Fathers até hoje, a livre iniciativa e a crença na liberdade do mercado como motores do progresso e garantidores da qualidade de vida do povo americano são traços inconfundíveis para quem conhece a trajetória americana. Os EUA reergueram uma Europa arrasada com o Plano Marshall; derrotaram a União Soviética em um conflito que colocou em lados opostos capitalismo e comunismo; fizeram a prosperidade de alguns dos Tigres Asiáticos e da China com a transformação de seus respectivos sistemas econômicos para os moldes americanos – a China continua a ser comunista por outras razões que já tratei neste Instituto Liberal. Desprezar um modelo que fez a prosperidade de seu país é uma insanidade muito cara tanto a Biden quanto ao Partido Democrata.

Em determinado momento do referido vídeo, Biden elogia as políticas econômicas da era Obama. Aqui ele jogou a pá de cal em sua fala. O senso comum das redações de jornal e dos intelectuais brasileiros trata a crise de 2008 como consequência do maldito neoliberalismo de George W. Bush, sendo revertida após a acertada ação governamental de Barack Obama – isso é o que os entendidos que não sabem de nada acreditam. Totalmente falso. O governo Bush foi um dos mais intervencionistas da história, keynesiano até a medula, e as ações da sua administração continuaram com a presidência democrata. O fiasco do intervencionismo estatal pode ser medido tanto pela crise quanto pelo aumento da dívida pública: Obama gastou mais do que todos os outros presidentes americanos na história e passou o bastão para Trump com o crescimento de apenas 1,6%.

Vejo o vídeo de Joe Biden e percebo a sonsice típica dos canalhas. Ele provavelmente sabe que está errado, pois a realidade e os fatos desmentem suas afirmações de forma flagrante. Ele esquece que a ação governamental desenfreada no setor privado foi a causa maior das duas grandes crises econômicas nos EUA. Apresentar a fórmula da desgraça como solução racional para um problema gigantesco é sem sombra de dúvidas um engodo colossal – e é exatamente isso que o ex-vice-presidente promete fazer.

Os democratas já colocaram os EUA na lama em inúmeras oportunidades e farão isso novamente se o american people conceder ao seu partido mais um mandato. Se os americanos estarão dispostos a passar por mais desgraças do que já passaram com suas administrações é coisa a conferir nas urnas. Joe Biden na Casa Branca é certeza de mais impostos, regulações e toda sorte de entraves a uma economia acostumada a florescer em condições totalmente opostas. Será bom ao beautiful people e aos globalistas; péssimo para os americanos em geral.

Referências:

1.https://www.foxnews.com/politics/biden-argues-trump-policies-fueled-coronavirus-economic-disaster

2.https://www.institutoliberal.org.br/blog/o-fiasco-dos-programas-governamentais-democratas/

Carlos Junior

Carlos Junior

É jornalista. Colunista dos portais "Renova Mídia" e a "A Tocha". Estudioso profundo da história, da política e da formação nacional do Brasil, também escreve sobre política americana.