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A destruição que gera desenvolvimento

Nos últimos anos, muito tem se falado sobre inovação. Novos modelos de negócios, produtos e serviços surgem de maneira exponencial. De acordo com Joseph Schumpeter, em seu livro “Capitalismo, Socialismo e Democracia”, a inovação é uma destruição criativa. Para o autor, as inovações dos empreendedores são a força motriz do crescimento econômico e, a longo prazo, destroem produtos, serviços e modelos de negócios existentes.  Ele defende que as inovações ocorrem devido à essência dinâmica do capitalismo.

No conceito em que está aplicada, a palavra destruição não é referente apenas ao seu lado negativo, ela também remete aos impactos positivos. Os impactos negativos são observados sobre determinado grupo no curto prazo, em contrapartida, os positivos representam, no longo prazo, progresso na economia e geração de emprego e renda. Por um lado, a inovação destrói relações comerciais existentes, por outro, ela constrói novas.

Por mais que o conceito de destruição criativa tenha sido citado por Schumpeter em 1942, muitas inovações já haviam ocorrido ao longo do tempo. Thomas Edison substituiu o uso de velas, Ford alterou o meio de transporte da população, a TV substituiu o rádio. Atualmente, Uber impacta os taxistas e o Whatsapp impacta as companhias telefônicas. O que difere as inovações ao longo do tempo é a velocidade de surgimento. Nos dias atuais, os ciclos são destruídos e surgem novos de forma mais ágil.

A conexão da inovação e da competitividade de um país é observada quando avaliamos o Índice de Competitividade Mundial, elaborado pelo World Economic Forum. O índice possui dois pilares sobre o ecossistema de inovação: o pilar de dinamismo empresarial e capacidade de inovação. Quando analisamos a edição de 2019, os dois países que dividiram o primeiro lugar nos pilares de inovação foram Alemanha e Estados Unidos. Ainda no topo do índice, outras grandes economias mundiais são referências, como Japão, Reino Unido, França. Enquanto isso, o Brasil ocupa a 67ª colocação no pilar de dinamismo empresarial e 40ª na capacidade de inovação.

A destruição criativa traz um grande impacto positivo no desenvolvimento econômico dos países e é figura essencial para que empresas consigam dar saltos significativos de resultados. Não se deve amedrontar pelo lado da destruição e ruptura do status atual, pois a história mostrou, com diversos exemplos, o quanto os novos modelos, produtos e serviços propulsionaram a melhoria na qualidade de vida e no desenvolvimento econômico.

*Yuri Lopes é associado do Instituto Líderes do Amanhã. 

 

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