NFL – 63º mês – 250 anos da Independência dos Estados Unidos da América

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Instituto Liberal, o Instituto Liberal do Nordeste, Instituto Libercracia, a Sociedade Tocqueville, o Instituto Escafandristas e o Students For Liberty-Brasil, em parceria, utilizando as ferramentas que as redes sociais nos proporcionam, organizam reuniões virtuais, integralmente abertas ao público, para debater textos dos mais importantes autores nacionais e internacionais dentro do espectro liberal. O nome do projeto é “Núcleo de Formação Liberal” (NFL).

A intenção do projeto é que os debates e reflexões se concentrem o mais exclusivamente possível na obra dos autores, para qualificar a formação do pensamento de nossos ativistas e lideranças nos diversos setores da sociedade. Todas as reuniões são baseadas em trechos ou capítulos de obras, previamente divulgados. Um ou dois relatores se encarregam de fazer uma explanação a respeito dos trechos selecionados, seguida de um debate com apontamentos dos representantes dos institutos responsáveis pela iniciativa e a participação do público.

Depois de Friedrich Hayek, Joaquim Nabuco, Edmund Burke, Roberto Campos, Ludwig von Mises, José Guilherme Merquior e Thomas Sowell (ao longo de 2020), além de um encontro de revisão em janeiro, estudamos em 2021 Ayn Rand, Antonio Paim, Murray Rothbard, Ubiratan Borges de Macedo, José Ortega y Gasset, José Osvaldo de Meira Penna, John Stuart Mill, Tavares Bastos, Milton Friedman e Rui Barbosa. Em 2022, foram abordados John Locke, Visconde do Uruguai, Adam Smith, Frei Caneca, Alexis de Tocqueville, Miguel Reale, Henry David Thoreau, a presença do liberalismo na Independência do Brasil e Hans-Hermann Hoppe e Eugênio Gudin. Em 2023, estudamos os livros “Evolução Histórica do Liberalismo” e “História do Liberalismo Brasileiro”, os temas “Constitucionalismo” e “Positivismo”, Carlos Lacerda, os Fundadores do Instituto Liberal, Frédéric Bastiat, Benjamin Constant, Raymond Aron e Isaiah Berlin. Na temporada de 2024, estudamos o tema “História do autoritarismo no Brasil”, a Constituição brasileira de 1824, as distopias, Karl Marx, David Hume, Immanuel Kant e o tema “Socialismo Utópico”, Ricardo Vélez Rodríguez, Russell Kirk e Winston Churchill. A temporada de 2025 abordou Roger Scruton, Silvestre Pinheiro Ferreira, Ives Gandra Martins, Douglass North, Luiz Alberto Machado, Mário Guerreiro, Madame de Staël, Gertrude Himmelfarb, Ubiratan Iorio e D. Pedro II. Em 2026, estudamos Max Weber,  A Riqueza das Nações e John Maynard Keynes, os 200 anos do Parlamento brasileiro e os direitos humanos (este tema em atraso). Neste mês de julho, analisamos os 250 anos da Independência dos Estados Unidos da América.

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07/07/2026 – Interpretações liberais e conservadoras sobre a Independência dos Estados Unidos (Alex Catharino), The declaration of Independence and the American Theory of Government: “First come rights, and then comes government” (Randy Barnett, Federalist Papers n 10, Declaração de Independência e Constituição dos Estados Unidos – 19h

 

O encontro reuniu Lucas Berlanza (Instituto Liberal), Alessandra Batalha (Instituto Libercracia), João Costa (Students For Liberty Brasil e Instituto Escafandristas) e os relatores Alex Catharino e Leonardo Corrêa. O primeiro relator abordou as bases históricas do processo de Independência dos Estados Unidos, um marco fundamental para a liberdade moderna, e o segundo ressaltou os aspectos jurídicos, ancorados na Declaração de Independência de 1776 e na Constituição de 1787, à luz de uma concepção originalista do Direito.

Alex Catharino realçou a capacidade de sinergia que os pais fundadores dos Estados Unidos demonstraram entre si, dado que tinham concepções bastante diferentes em relação às temáticas políticas e sociais. Discutiu as bases lockeanas e iluministas da Declaração de Independência, com a ênfase na vida, na liberdade e na busca da felicidade como direitos a serem assegurados por governos que derivam justos poderes do consentimento dos governados, e a forma como diferentes liberais e conservadores recepcionaram e interpretaram essa contribuição do Iluminismo americano no transcurso dos séculos subsequentes.

Leonardo Corrêa, por sua vez, detalhou a importância da Constituição, acreditando que foi necessário formalizá-la porque os Artigos da Confederação, vigentes desde 1776, não eram suficientes. Pontuou, porém, o conflito de percepções dos pais fundadores que marcou esse processo, resultando no modelo híbrido americano de preservação da separação de poderes e manutenção de autonomia dos estados. Realçou a demonstração de eficiência do sistema republicano americano nesses 250 anos.

Na fase interativa, discutiram-se as bases socioeconômicas da Revolução Americana, a evolução partidária dos Estados Unidos e a diferença de formação da cultura política naquele país e no Brasil. Ponderou-se, também, acerca das perspectivas da ordem institucional dos Estados Unidos no futuro próximo e remoto.

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