Todo brasileiro era obrigado a torcer por esse Oscar?

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Quando a bandeira do Brasil, de fato, estiver ali, diante de mim, eu torcerei por ela – até no futebol de botão. É preciso haver, porém, um mínimo de respeito.

Vide o documentário “Democracia em Vertigem”, uma propaganda petista escancarada que concorreu ao Oscar de Melhor Documentário em 2019. Claro que torci para ser derrotado. Não se tratava de uma representação do Brasil; era uma representação da mentira. Era a bandeira do PT que tremulava na maior cerimônia do cinema, não a da nacionalidade.

Wagner Moura é um excelente ator. Não assisti ao filme “O Agente Secreto”, nada posso dizer de sua qualidade. Mas não há, ao contrário do que dizem as várias publicações esquerdistas que fingem escândalo, nenhum fenômeno sociopsicológico espantoso em brasileiros não torcerem para que conquistassem o Oscar – que, de fato, não conquistaram.

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Ator e diretor disseram diversas vezes que a obra era um protesto contra Bolsonaro e, por extensão, contra os bolsonaristas e o que chamam de “extrema direita”; falaram em não explicar Lei Rouanet para quem “não assimilou a Lei Áurea”; não tinham praticamente nenhum outro assunto em seus discursos que não demonizar a opção eleitoral de ao menos metade dos brasileiros e desqualificá-los direta ou indiretamente por tê-la feito.

Supostamente, o filme é sobre o período histórico da ditadura militar, mas tudo que faziam era vendê-lo como um ataque a uma das parcialidades políticas contemporâneas e ao suposto regime autoritário que pretendia implantar – sendo que, por óbvio, as concretas violações a liberdades e direitos fundamentais que ora acontecem no Brasil não existem para Wagner Moura, que se declarou orgulhoso do comportamento de nossas instituições e da democracia no país. O que eles queriam, que essas pessoas torcessem apaixonadamente pelo triunfo deles depois disso? Há que pagar um preço pelas próprias escolhas.

Todos sabemos que, independentemente do que dissessem os artistas envolvidos, um eventual filme brasileiro com conteúdo mais conservador que disputasse uma premiação contaria com a torcida contrária de toda a esquerda brasileira apenas por ser o que é. Não sejamos tolos. Essa cobrança moral é pura hipocrisia.

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Lucas Berlanza

Lucas Berlanza

Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), colunista e presidente do Instituto Liberal, conselheiro de diversas organizações liberais brasileiras, membro refundador da Sociedade Tocqueville, sócio honorário do Instituto Libercracia, fundador e ex-editor do site Boletim da Liberdade e autor, co-autor e/ou organizador de 11 livros.

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