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Usinas a carvão: bom ou mau negócio?

JOÃO  LUIZ MAUAD *

Gerou intensos protestos o recente anúncio do governo brasileiro de reabrir os leilões para geração de energia elétrica através de usinas térmicas a carvão.  Apesar do barulho dos ambientalistas, pelo menos dessa vez, sou obrigado a dizer que o governo acertou.

Eleito pelos verdes o inimigo número um da humanidade, o carvão, de acordo com Mary J. Hutzler, do Instituto de Pesquisas Energéticas dos Estados Unidos, é o combustível fóssil mais abundante do mundo, utilizado como fonte de energia na indústria de base para a produção de aço, de cimento e de papel, bem como em outras indústrias.

Por mais de um século, após a Revolução Industrial, o carvão serviu como principal fonte de energia para o transporte ao redor do mundo, especialmente em ferrovias e navios a vapor, além de iluminar e aquecer residências. Sua transformação, de uma rocha abundante, porém inútil, numa valiosa fonte de energia criou uma explosão de desenvolvimento que mudou o curso dos acontecimentos humanos.  Atualmente, o carvão é responsável por cerca de trinta por cento da produção de energia no mundo.

Graças ao desenvolvimento tecnológico, as novas usinas de carvão são muito menos poluentes do que as antigas.  Diversos países do mundo, dada a abundância deste combustível e seu preço barato, têm investido na construção dessas modernas usinas, China à frente.  Só para se ter uma ideia, desde 1980 as emissões totais de poluentes, de acordo com os seis critérios utilizados pela agência do meio ambiente americana, caíram nada menos que 63%, apesar de o consumo de carvão nos EUA haver quase dobrado no mesmo período.

O ser humano e, principalmente, os países pobres não podem se dar ao luxo de jogar fora uma fonte de energia tão barata e abundante.

* ADMINISTRADOR DE EMPRESAS

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