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US$ 5 bilhões na privatização da maior seguradora de saúde do país

JOHN R. GRAHAM

AustraliaHealthCareAustrália dá mais um passo para diminuir a participação do governo na economia

‘O governo federal da Austrália pretende levantar até 5,51 bilhões de dólares australianos (4,82 bilhões de dólares estadunidenses) através da venda da maior seguradora de saúde do país em oferta pública inicial, segundo o ministro das finanças Mathias Cormann.

Cormann disse que a venda acabaria de vez com o conflito em que o governo faz o duplo papel de regulador do mercado privado de seguro-saúde e, ao mesmo tempo, de proprietário da maior participante do mercado. A empresa é a Medibank que proporciona cobertura para 3,8 milhões de pessoas.

O governo havia dito antes que a Medibank é um dos 34 fundos concorrentes no mercado de seguro-saúde da Austrália e que um extenso estudo não tinha encontrado nenhuma evidência de que os prêmios subiriam como resultado da venda.’ (AFP via Yahoo! News)

A Austrália vem reduzindo o papel do governo na assistência médica. Embora tenha sido criado um sistema nacional de pagamento único em 1975, o governo federal reintroduziu o sistema de escolha privada em poucos anos. Na realidade, a Medibank Private é a descendente do plano único de pagamento, Medibank.

Hoje, quase metade dos australianos tem seguro-saúde privado. Isso se deve, em grande parte, ao fato de o governo federal ter reintroduzido, parcialmente, a subscrição no final da década de 1990 para que as seguradoras pudessem cobrar prêmios atuarialmente mais precisos em relação à idade do candidato. Anteriormente, a idade não podia ser considerada para efeito de prêmios. A reforma estimulou as pessoas a comprarem seguro hospitalar aos 30 anos. Cada ano de atraso resulta em um aumento de 2 por cento. Assim, por exemplo, se alguém adiar essa decisão até os 50 anos, pagará 40 por cento mais caro. Este cálculo ainda está longe da precisão atuarial, mas em um sistema de saúde administrado por políticos, é uma enorme conquista.

O Obamacare faz exatamente o contrário: desencoraja as pessoas de contratarem um plano porque elas podem se inscrever todos os anos a partir de 15 de novembro até 15 de fevereiro do ano seguinte. Assim, uma pessoa jovem e saudável pode se arriscar a só ficar segurada por 10 meses. Esta é uma das razões por que as pessoas jovens e saudáveis evitam a cobertura do Obamacare.

Um artigo escrito em 2008 por uma antiga colega dá aos leitores americanos mais detalhes e contexto sobre a crescente privatização do setor de saúde na Austrália.

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Uma proposta alternativa fundamental ao Obamacare foi publicada pelo Independent Institute no livro: Priceless: Curing the Healthcare Crisis, de John C. Goodman.

 

Artigo publicado originalmente no blog The Beacon, do Independent Institute*.

* Think tank liberal clássico com base em Oakland, Califórnia, EUA.

 

tradução / adaptação: Ligia Filgueiras; imagem: The Independent Institute

Ligia Filgueiras

Ligia Filgueiras

Jornalista, Bacharel em Publicidade e Propaganda (UFRJ). Colaboradora do IL desde 1991, atuando em fundraising, marketing, edição de newsletters, do primeiro site e primeiros blogs do IL. Tradutora do IL.