Um teatro trágico
O título deste artigo poderia ser chamado, com inteira propriedade, de “o preço da salvação”. De fato, Dilma Rousseff tem trabalhado para o rebaixamento da nota internacional do Brasil na sua qualidade de receptor de investimentos estrangeiros. O quadro é mais dramático porque tem como principais referências a qualidade da Presidente da República e a do Presidente da Câmara dos Deputados, alcunhado Cunha.
Dilma Rousseff e Eduardo Cunha são ambos, embora espertos, de obviedade total quando pretendem e não informam adequadamente o que esta pretensão significa para o País em suas principais consequências. Eles trabalham, mesmo indesejadamente, para rebaixar a nota internacional do Brasil.
O País inteiro assiste estarrecido às negociações entre os dois Poderes cujo pagamento será, necessariamente, feito pela população brasileira. A questão é moral com repercussões econômicas para toda a sociedade, especialmente os setores produtivos do País.
Dúvidas são péssimas conselheiras para tomadas de decisão de investimentos. Quaisquer pesquisas de mercado mostram não só as dúvidas como o desânimo da população e suas principais repercussões sobre o comércio. Igualmente as exportações estão sendo afetadas pela baixa produtividade dos insumos produzidos pelas estatais e paraestatais (empresas de economia mista).
A Presidente Dilma e o deputado Cunha se empenham em defender-se mutuamente, acusando um ao outro pelo mau andamento dos negócios no Brasil. Os brasileiros, de um modo geral, desejam menos paternalismo e mais liberdade de ação.
Em termos de qualidade, dificilmente teremos os principais comandos do País – Executivo e Legislativo – entregues a uma dupla tão inepta. Dilma teve e está tendo sua primeira experiência executiva – considerados os dois mandatos – no principal cargo do País e suas dúvidas e questionamentos estão presentes em todos os seus atos. Uma “guerrilheira” que chegou ao Poder por decisão única de Lula não tem como reagir a desafios de um mundo de complexidade crescente.
Acho que enquanto estivermos sob o jugo petista dificilmente teremos qualidade de decisões, dado que a escolha de ministros e executivos, com raras exceções, é determinada por seu viés político e não, sua competência específica. Acho que se o crescimento do Brasil for superior a zero, a renda per capita será de menos dois por cento (-2%), sendo 2% o provável crescimento da população.
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imagem: Máscaras Papierkrattler no desfile de Carnaval de Narrensprung de 2005, Ravensburg, Alemanha. Fonte: Wikipédia
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