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Quero ver o PMDB canibalizar o PT

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fora dilma

O Brasil se reconhece como o país da impunidade; e a mais grotesca impunidade de sua história está em vigor nesse exato momento, com a permanência de Dilma Youssef na presidência. Pior: Desde segunda-feira, quando foi anunciado mais um pacote de aumento e de criação de impostos, percebe-se o esforço do Palácio do Planalto em jogar no colo dos brasileiros a responsabilidade sobre esta crise – quem é contra as novas medidas, é contra o Brasil. O brasileiro precisa provar seu patriotismo apoiando quem mentiu para ele, quem foi irresponsável com seu dinheiro, quem foi criminoso no uso dos recursos públicos − seremos salvos por aqueles que nos roubaram!

O desmoronamento moral, ético e institucional do Brasil é tão absurdo que a população precisa torcer para que o Congresso sabote todas as medidas do executivo, pois, apenas essa sabotagem pode moldar o ambiente para que Dilma e seu partido sejam punidos.

A verdade: Todo e qualquer apoio às medidas do governo para superar a crise formam a mais escrachada conivência com aqueles que geraram essa mesma crise, Dilma e o PT; até porque, tais medidas são claramente de caráter arrecadatório, meros “tapa buraco”, sem qualquer efeito estrutural, em nada alterando o sentido da curva de gastos do Estado.

Deixo de lado, só por um momento, meu ideal libertário para contextualizar as medidas anunciadas pelo governo, crendo que o “pequeno” aumento de impostos anunciado seria moralmente aceitável apenas se houvesse uma contrapartida à altura, tal como:

1 – Se Dilma propusesse o corte da metade do salário de governadores, de deputados, de senadores, de ministros e do seu próprio durante o período proposto para a incidência da CPMF, já que o imposto é anunciado como provisório;

2 – Se Dilma propusesse o corte de pelo menos metade do pessoal que trabalha no Palácio do Planalto, na Câmara e no Senado e também das despesas dos mesmos;

3 – Se Dilma propusesse o fim da imunidade parlamentar;

4 – Se Dilma propusesse o fim dos auxílios e benefícios a parlamentares;

5 – Se Dilma propusesse o fim do sistema especial de aposentaria do servidor público em todas as esferas do poder, equiparando-o ao do cidadão comum;

6 – Se Dilma propusesse o fim de repasses a movimentos sociais e partidos políticos;

7 – Se Dilma propusesse a real privatização de empresas nas quais o governo ainda detém participação minoritária;

8 – Se Dilma propusesse uma lei restringindo a criação de cargos comissionados;

9 – Se Dilma propusesse o corte pela metade das despesas com propaganda;

10 – Se Dilma propusesse o fim da farra de gastos pessoais de parlamentares, ministros e assessores em viagens, em reuniões e em jantares, com cada pessoa pagando do seu próprio bolso pelo menos a bebida que venha a consumir.

Estou sendo bonzinho. Não estou cobrando o fim de nenhum programa social. Não estou cobrando a privatização da Petrobrás. Estou apenas cobrando um tiquinho de coerência entre os sacrifícios que o governo pede que o povo faça e os sacrifícios que o governo poderia fazer. É muito? Infelizmente, sim… O que nos lembra de Milton Friedman, que dizia que o pior efeito da concessão de benefícios é a dificuldade de retirá-los quando é necessário. Cá estamos.

Por isso que hoje, agora, diante do cenário atual, eu quero ver sangue! Quero ver o PMDB canibalizar o PT, roer seus ossos, humilhar e chutar Dilma do poder sem dó nem piedade, pois é isso, nada além disso, que nos sobrou.

Certamente a saída de Dilma, por si mesma, não resolverá muita coisa, mas abre a possibilidade para que algo possa ser feito, por alguém… seja lá… mas certamente colocará na alma do brasileiro um sentimento que ele poucas vezes experimentou, o da justiça; e quem sabe este sentimento lhe confira autoestima suficiente para se impor diante dos governos seguintes, não permitindo que situações como essa voltem a acontecer.

Inspirando-me no famoso lema das manifestações de junho de 2013, digo que não é por causa dos 0,02% da CPMF, é pelo fim da impunidade! É pela punição à Dilma, por suas mentiras e por suas irresponsabilidades. É pela punição ao PT, por seu aparelhamento da máquina pública, por ele ter envenenado a sociedade brasileira com sua cretinice.

Puni-los é o que nos resta, é o que está ao nosso alcance hoje, agora.

João Cesar de Melo

João Cesar de Melo

É militante liberal/conservador com consciência libertária.

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