Quem está saindo do mercado de trabalho?

Enquanto no Brasil a taxa de desemprego divulgada pelo IBGE é considerada baixa, e baixo é também o crescimento do País, sem margem, portanto, para empregar muito mais gente (a não ser na economia informal), o mercado americano considera alta sua taxa de desemprego. E se preocupa, em especial, com os jovens, cuja participação no mercado de trabalho teve uma queda de 7 pontos percentuais na faixa entre os 16 e 24 anos.

jovens

Os índices são citados por Diana Furchtgott-Roth, diretora de Economics21 do Manhattan Institute, no artigo “Who Is Dropping Out of the Labor Force, and Why?”, resumido, assim, pelo NCPA – National Center for Policy Analysis:

  • Os trabalhadores jovens (com idades entre 16 a 24) sofreram a maior queda de participação no mercado de trabalho, passando de 62 por cento para 55 por cento entre 2003 e 2013.
  • Para os trabalhadores entre 25 e 54 anos, o índice de participação diminuiu apenas 2 pontos percentuais (83-81 por cento).
  • Para os americanos com 55 anos ou mais, a participação aumentou em 4,6 pontos percentuais ao longo da última década, tanto para homens quanto para mulheres.
Leia também:  As retóricas de liberdade e igualdade e a importância das instituições

A queda nos índices de participação no mercado de trabalho dos trabalhadores jovens não correspondeu a um aumento semelhante na matrícula escolar. De fato, a percentagem de jovens de 16 a 24 anos matriculados no ensino médio, faculdades e universidades aumentou apenas em 0,3 pontos percentuais nos últimos 10 anos.

Parte da razão por que existem hoje menos empregos para os trabalhadores mais jovens se deve ao aumento da participação no mercado de trabalho dos trabalhadores mais velhos: os americanos mais velhos estão se aposentando mais tarde, o que significa que há menos vagas de emprego para a juventude.

Leia também:  A greve dos caminhoneiros, a tabela de frete e a inevitabilidade do livre mercado

Além disso, o crescimento do produto interno bruto tem sido muito lento. O crescimento lento significa baixa criação de empregos, o que, por sua vez, desestimula os participantes e leva os trabalhadores mais jovens e de meia idade a sairem do mercado de trabalho.

Sem uma importante reforma fiscal, regulatória e na área dos benefícios sociais, é pouco provável que melhore o fraco índice de participação no mercado de trabalho.

imagem: wikipédia 

Ajude o Instituto Liberal no Patreon!
Ligia Filgueiras

Ligia Filgueiras

Jornalista, Bacharel em Publicidade e Propaganda (UFRJ). Colaboradora do IL desde 1991, atuando em fundraising, marketing, edição de newsletters, do primeiro site e primeiros blogs do IL. Tradutora do IL.