Por que o politicamente correto ama lembrar de Hitler?

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Imagem de divulgação.

As razões pelas quais o politicamente ama Hitler são inúmeras, porém, tenho como principal questão o alarde feito em torno da foto de um menino para uma propaganda no País de Gales e que foi publicada pelo Daily Telegraph. A questão é que um dos clientes da loja disse que a foto lembrava Adolf Hitler. Que coisa cansativa! 

Quando o cliente viu a foto disse que “foi um choque” pois segundo ele a imagem tinha “conotações negativas.” Risadas? Esse mesmo cliente tirou uma foto da imagem e postou em seu Twitter com a seguinte frase: “Ontem vi isso em um “quarto” em sua loja de Cardiff. Um tanto inapropriado? #Hitler #Saudação”.

Esse patrulheiro disse ter uma filha de onze anos e que não queria vê-la imitando aquela posição. Interessante notar que entre as fotos existe uma com o menino segurando um violão. A filha do cliente provavelmente daria mais atenção à foto com o violão ou a nenhuma delas. Quem parece pensar muito em Hitler é ele mesmo, o patrulheiro. Qual o nome desse fetiche? Essa gente vê ofensa em tudo.

E ele conseguiu o que queria. Placar final: Bom Senso 0 X 1 Politicamente Correto. Digo isso porque o gerente da loja, após as denuncias, concordou que a foto pudesse ofender alguns clientes, mandou removê-la e pediu desculpas por qualquer ofensa que a ela possa ter feito.

Em que mundo vivemos? É realmente aterrador. Se não mais sob ditaduras comunistas, sem dúvida sob a ditadura da estupidez, do ressentimento e do “mimimi”. A geração dos ofendidos parece cada vez mais contaminada!

Mas por que o politicamente correto ama Hitler? Duas respostas rápidas são possíveis.

Primeira: tudo que não está a favor do politicamente correto é considerado nazista. Políticos de direita não raras vezes são chamados de “Hitler”, mesmo quando liberais. Se você votar no Bolsonaro, for contra cotas raciais e for contrário à ideologia de gênero, provavelmente correrá o risco de ser comparado a Hitler. Mas não dá para levar a sério esse tipo de slogan que atinge até os liberais. Quer dizer, quando defensores da livre iniciativa são chamados de nazistas, a palavra perde seu sentido lógico.

Segunda: essa “SS do bem” que vive criticando o nazismo fica cada vez mais próxima a ele. Patrulham tudo, vigiam tudo, denunciam tudo como preconceituoso e ofensivo. Se dizem odiar Hitler, parece que amam seus métodos e paranoias. Aliás, a paranoia sempre foi um efeito colateral do autoritarismo.

Essa patrulha ideológica não vive sem Hitler, pois ao mesmo tempo em que acusa os outros de serem nazistas, encarnam eles próprios o nazismo em suas práticas de vigilância pública. E se o menino estivesse fardado e com uma boina militar vermelha como o fez Jean Wyllys? E se estivesse levantando o punho cerrado, haveria alguma denuncia? Duvido.

Há uma votação no site do Daily Telegraph perguntando se consideramos a foto inapropriada. Quando votei, 85% pensava não ter nada disso. Seria interessante fazer uma enquete semelhante aqui no Brasil. Qual seria o resultado?

Por fim, se o politicamente correto for o rei, ele será o pior dos absolutistas. Se Hitler nascesse hoje, ele seria politicamente correto.

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