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Por que o ENEM 2020 pode ser considerado o pior da história?

Há alguns anos veio importado para o Brasil o conceito de “Guerra Cultural” – um embate em que progressistas estariam aplicando suas ideias no meio cultural para convencer a população de maneira alienante a aceitar cada vez mais suas ideias sem notar. Embora o conceito seja interessante, talvez nunca tenha sido bem elaborado no Brasil, mas era nítido que o conforto da esquerda no poder estaria causando mudanças neste âmbito no país.

O ENEM era um dos símbolos máximos da educação enviesada durante as gestões petistas, com perguntas ideológicas, textos tirados de fontes militantes governistas e até mesmo redações que buscavam respaldar políticas governistas, como a redação sobre publicidade infantil no Brasil.

Como solução apresentada pelos importadores do conceito de Guerra Cultural, principalmente Olavo de Carvalho, estava obviamente a eleição de Bolsonaro para presidente, que seria o responsável por “dar um fim ao viés de esquerda no Brasil e cessar finalmente a guerra cultural”.

Se isso era um problema com o PT, com Bolsonaro virou escárnio, mas, acredite ou não, um escárnio pró esquerda. É possível afirmar que o ENEM de 2020 foi o ENEM mais enviesado da história. Sim, o presidente que iria solucionar a Guerra Cultural presidiu o país no ano do ENEM mais enviesado da história.

Ano retrasado fizemos um post criticando o ENEM de 2019, que fora enviesado para a direita e também com as questões identitárias como o dialeto pajubá, por ter uma aplicação porca, com falhas, vazamento de provas e gabaritos e ainda teve o então ministro, Abraham Weintraub, chamando-o de “melhor ENEM da história”.

O atual ministro, Milton Ribeiro, desejando ser marcado negativamente como o antecessor e 99% do governo Bolsonaro, voltou a afirmar que o ENEM de domingo foi o melhor da história. Porém, as questões divulgadas nos mostram como o “melhor ENEM da história” fez o viés petista parecer uma questão normal.

Nem nos tempos de Dilma Rousseff o ENEM tinha tanto viés ideológico quanto o ocorrido sob a jurisdição de Jair Bolsonaro. Além do fiasco com questões que atacavam o Plano Real, o maior redutor de pobreza da história deste país, e a já batida história do salário de Marta não ser do tamanho de Neymar, o que é justificado por publicidade, exposição e demanda do talento de ambos, tivemos também dados vergonhosos que nos confirmam que este é o pior ENEM de todos, apesar da arrogância do ministro.

Tivemos a maior abstenção da história (51%) devido à falta de critérios de seleção de salas, com alunos sendo barrados por excesso de lotação em salas vazias enquanto se empilhavam alunos em outras salas, deixando vários postulantes do ENEM sem poder realizar a prova.

Não bastando perder sua própria batalha contra moinhos de vento, o governo federal jura ter executado mais uma vez o “melhor ENEM da história”. Sorte do ministro Milton Ribeiro que Ricardo Salles e o General Pazuello estão a postos para garantir que ele não seja o pior ministro do Brasil, posto por que seu antecessor lutou com maestria do começo ao fim.

* Artigo publicado originalmente na página Liberalismo Brazuca no Facebook.

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