O triste caso de Sakamoto, Vitral, Dimenstein e outros tiranos confessos

A essa altura, a grande maioria dos leitores já deve saber da exclusão sumária de cerca de 200 páginas e perfis do Facebook de tendências políticas liberais e conservadoras, muitas ligadas ao Movimento Brasil Livre. Não se sabe bem se isso foi feito com a justificativa de que espalharam “Fake News” (o que tem sido um pretexto eficaz para defender a censura e o controle do fluxo de informação), de que empregaram “contas falsas” ou qualquer outra alegação.

Não resta muito o que acrescentar ao que os amigos e militantes já disseram sobre o assunto, como o advogado Bernardo Santoro, a não ser manifestar o mais categórico apoio a todas as medidas de repúdio e reação contra essa atitude lamentável da empresa de Zuckerberg. Seria oportuno chamar a atenção, entretanto, para um detalhe que acaba, paradoxalmente ou não, sendo útil nessa história toda: mais uma vez a verdadeira natureza da escória da esquerda brasileira está explicitada. Ficou particularmente cristalino o horror que eles têm a qualquer pensamento contrário.

Reunimos algumas reações de lideranças do “lado de lá” sobre o caso e os leitores perceberão que são muito parecidas:

“Hoje, o Facebook tirou do ar páginas e perfis falsos utilizados pelo MBL para espalhar ódio e difamação. Isso é mais uma prova de que se trata de um movimento que se vende como novo, mas na verdade pratica as mais velhas e atrasadas formas de fazer política.” (Carina Vitral, líder da UNE e pré-candidata pelo PCdoB)

“De onde surgiu e quem financiou esse grupo de criminosos voltado a entupir as redes de ódio, preconceitos, mentiras, notícias falsas e Fake News? 196 páginas e 87 perfis do MBL foram reconhecidos com esse objetivo. Quantos outros esse grupelho bem rico tem? (Maria do Rosário, deputada do PT)

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“O MBL mente para ludibriar o povo e utilizar o cansaço da população com a política para tendênciá-la às suas ideias sórdidas, reacionárias e burguesas. Fora, Fake News!” (Babá, do PSOL)

“O Facebook finalmente desativou 196 páginas e 87 contas ligadas à rede criminosa de calúnias e Fake News que atende pelo nome de MBL. Agora é preciso investigar quem financiou e financia essa turma.” (Guilherme Boulos, pré-candidato do PSOL)

“Durante seis meses, apanhei de todos os lados por investigar a rede de desinformação clandestina conectada ao MBL. A luta não foi em vão; o Facebook baniu hoje páginas associadas ao MBL e de seus coordenadores.” (Gilberto Dimenstein, “jornalista”)

“A rede de perfis e páginas ligadas ao MBL não foi excluída por distribuir notícias falsas, mas porque, segundo o Facebook, era um sistema voltado à manipulação do debate público – o que é bem mais grave. E faltam 74 dias para as eleições.” (Leonardo Sakamoto, “jornalista”)

A lista deve ser suficiente. Gravem esses nomes. Lembrem-se dessas pessoas. Recordem a postura que elas tiveram neste momento quando essas mesmas figurinhas estiverem bradando emocionada e tresloucadamente contra as ditaduras, contra os limites arbitrários à liberdade de expressão, contra o regime militar, etc., etc. Lembrem-se de que eles fizeram o que nem os regimes autoritários propriamente ditos normalmente ousam: celebrar em público, da maneira mais desavergonhada possível, o silêncio imposto ao divergente.

Vejamos alguns detalhes curiosos… Vitral afirma que o MBL espalha “ódio e difamação”. Não seria uma materialização bem mais perfeita de ódio o governo de Nicolás Maduro na Venezuela, apoiado sorridentemente por ela? Não seria verdadeiramente deplorável a morte de manifestantes contrários a esse governo, alguns deles jovens estudantes venezuelanos como ela, do tipo que ela jura representar?

Já a petista Maria do Rosário chama os membros do MBL de criminosos e “grupelho”. Naturalmente, ficaremos esperando que ela aponte qual seria formalmente o crime de que os está acusando. Criminoso mesmo é o ex-presidente Lula, eleito por seu partido, que cumpre pena merecida em Curitiba. Criminosos mesmo são os meliantes que se deliciam com sua postura avessa ao necessário endurecimento das penas no Brasil. Curioso é que Rosário fala em “notícias falsas e Fake News”; parece não saber que significam a mesma coisa! Até nisso ela “papou mosca”.

Babá nem merece maiores comentários depois de ter queimado a bandeira de Israel. É incrível que esse sujeito ainda tenha alguma presença na vida pública! Boulos, o psolista lunático (o que é até redundância), está em um partido socialista viciado em estatização, aquele que fala em enfrentar o imperialismo estrangeiro e o poder dos bancos, e resolveu agora soltar fogos pela “justiça” feita por uma poderosa empresa multinacional criada nos Estados Unidos. É para morrer de rir!

Dimenstein é outro paranoico que vê uma conspiração superpoderosa em torno do MBL até em páginas que não têm rigorosamente nada a ver com o movimento. Porém, a declaração mais mau caráter de todas deve ser mesmo a de Leonardo Sakamoto. Mau caráter e contraditória, diga-se de passagem. O “jornalista” pontua que, ao contrário do que vem sendo dito, a veiculação de notícias falsas não seria o motivo do Facebook para promover essa inesperada violência ao patrimônio construído por perfis e páginas na rede social ao longo de muito tempo, mas sim o fato de estarem “manipulando o debate público”.

O que seria “manipular o debate público” sem mentir? Se não se trata de alastrar informações falsificadas, então em que consiste o problema? A resposta é evidente: em publicar o que Sakamoto e outros “iluminados” não gostam de ler. Dar voz a segmentos de opinião da sociedade que eles decretaram, do alto de seu magnífico pedestal, que não deveriam existir, não deveriam falar. Esse o terrível pecado cometido pelo MBL e os outros alvos da “execução virtual”: quebrar a hegemonia da opinião admitida, da “pseudodivergência” consentida.

Pior do que isso: se Sakamoto está falando a verdade e o motivo alegado pelo Facebook for esse a que ele faz referência, todos os veículos da grande mídia que pontuaram que a causa estava nas Fake News espalharam… Fake News! Da mesma forma, ao menos Maria do Rosário, Babá, Boulos e cia. limitada estariam espalhando igualmente uma acusação falsa. Não seria o caso de o Facebook suspendê-los também?

O momento é de confronto e confrontos desse gênero demandam apontar nomes. Os indivíduos a que fizemos referência aqui demonstraram-se tiranos confessos. Não podemos por um só instante deixar que suas imposturas prevaleçam. Façamos com que, como figuras públicas, convivam sempre com a lembrança da postura obscurantista que adotaram neste julho de 2018. Não esqueceremos.

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