O STF deveria acabar?

Depois do escárnio com as instituições democráticas e o povo brasileiro que foi o aumento salarial dos ministros do Supremo, em seguida da humilhação que foi ver o Supremo, cada vez mais, legislando e adotando agendas progressistas para se pautar; após assistirmos à soltura de criminosos – e não qualquer ladrão de galinha, mas corruptos comprovados – um atrás do outro, de acordo com as vontades e irresponsabilidades do que deveria ser o nosso maior tribunal, a casa dos guardiões da constituição – a mesma casa que violou a mesma constituição, deixando Dilma ter direitos políticos mesmo depois de perder, legalmente, a presidência –, agora quis soltar praticamente ¼ dos criminosos presos do país. Mas por quê? Porque depois de décadas de constituição vigente, de repente eles notaram que é inconstitucional a prisão de segunda instância – se isso é viável? Dane-se. O STF está acima do conceito de viabilidade, ao menos na mente de legalistas.

O STF é o último grande reduto da vergonha nacional. Não é o último refúgio, claro, mas é o maior deles. Eles é que decidem mesmo características técnicas e de organização do sistema, como quando passaram por cima do legislativo no caso do voto impresso.

O Supremo Tribunal levou muito a sério o nome que tem, pois parece que seus integrantes se acham realmente a última palavra sobre qualquer assunto, com um poder tão supremo que não deve satisfações para ninguém ou não precisa ter uma régua para medir até onde pode, ou não, ir – já que quem guarda e interpreta, com finalidade e poder último, são seus membros.

Esse Olimpo de capa preta com esses deuses togados, acreditando que não podem ser barrados por nenhum outro poder, merecem um choque de realidade. O presidente e o parlamento nada são, independente de serem representantes das vontades do povo. A sociedade? A sociedade brasileira, sua economia, seus valores, suas religiões, seu bem-estar, sua História e sua honra não passam de crendices de mortais, se comparadas à superioridade das deidades de toga.

A pergunta que deve ser posta é: o que tem mais peso e valor, a nação ou o STF?

Se os brasileiros, com todos os componentes que possuem, possuírem menos valor que um bando minúsculo de juízes que levaram a sério demais o nome do tribunal em que estão, então temos um problema. O STF não é mais parte das instituições que compõem a democracia, mas sim um concorrente desta mesma democracia. A pauta e a mentalidade, bem como a subjetividade, dos ministros estariam acima do bem e do mal, da obviedade, clareza, honestidade e hombridade.

E com uma instituição que ameaça a democracia, a vontade popular, o que se faz? Com um grupo de ministros que pensam que são deuses, com um sistema que, em suas lacunas, permite a divinização desse “Supremo” ente que se traveste de tribunal, como agir? Nós o dissolvemos.

Um soldado e um cabo” não foi uma frase escolhida ao acaso. O povo exigiu força contra o tapa que acabou de levar, quando milhares de presos seriam soltos e voltariam a criar terror na sociedade. Lula era apenas a cereja do bolo. O STF simplesmente quase tornou a impunidade norma. O que se faz quando a maior autoridade do país usa de seus poderes, que deveriam, por princípio, salvaguardar nossa constituição, esfrega o rosto e a moral do povo brasileiro em uma poça de lama? Como agir quando os guardiões da lei usam da mesma lei para ir ao absurdo, ao ridículo!?

A resposta é simples: eles não estão, mesmo com suas jurisprudências, mesmo com toda a garantia que a lei dá ao STF, no lugar de divindades. Eles não decidem o bem e o mal, não podem cuspir no rosto de cada brasileiro honesto. Eles não são tão supremos assim.

Um cabo e um soldado, apenas isso. A vontade popular não tolerará outra ação ridícula desse tribunal já desmoralizado. Que os juízes, ao verem o absurdo, o desobedeçam, que os civis, ao notarem a imoralidade, queiram seu fim: que o cabo e o soldado estejam lá da próxima vez em que o STF achar que é o Olimpo.

No fim, a nobreza de toga sempre valeu, em termos de poder, menos que a nobreza de espada. Se a espada é mais justa que a toga, que seja a espada.

Gostou do texto? Ajude o Instituto Liberal no Patreon!
Leia também:  Segue a festa, às custas do contribuinte