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O que eu penso sobre os centros de quarentena de infectados

É um equívoco por vício de origem equiparar campos de concentração nazistas ou os gulags, campos de concentração comunistas, com centros de quarentena de infectados portadores de doenças contagiosas que podem ser fatais.

Campos de concentração nazistas e comunistas visavam a segregar, escravizar e exterminar indivíduos, sem que estes estivessem ameaçando a integridade física de ninguém.

Centros de quarentena de infectados portadores de doenças contagiosas que são superadas em duas semanas apenas têm como objetivo proteger a integridade física de pessoas inocentes que não podem ter seus direitos violados por terceiros, mesmo que essa violação seja involuntária.

A vida é um valor maior do que a liberdade, ainda mais se sabendo que ela pode ser preservada com apenas duas semanas de isolamento daqueles que são uma ameaça concreta.

O isolamento de infectados não precisa ser feito em centros específicos para isso, pode ser feito na própria casa do portador do vírus. Apenas aqueles que se recusarem a cumprir quarentena doméstica ou aqueles que optarem por serem segregados nesses centros por conveniência própria precisariam ser internados em lugares como esses.

Nazistas e comunistas enclausuravam as pessoas violando seus direitos, sendo elas inocentes. Quem carrega um vírus letal mesmo sem saber não pode ser tratado como inocente, pois, no momento em que ele pode contaminar alguém, é um ativo violador de direitos, sendo que o próprio direito à vida das suas vítimas está em jogo.

Cabe ao estado proteger os indivíduos de uma sociedade retaliando contra aqueles que colocam a vida, a integridade física, a liberdade e a propriedade dos outros em perigo.

Como saber quem pode ou não ser considerado um potencial violador de direitos? Através dos testes específicos para isso.

Muita gente, independentemente do seu status socioeconômico ou cultural, não respeita os direitos individuais em épocas de pandemia, circulando e espalhando vírus por aí sem nenhum constrangimento ético.

Esses deveriam não apenas ser segregados em centros de quarentena forçada, como deveriam ser processados por criminosa negligência.

Podemos discutir se os governos têm condições de aplicar essa ideia com a devida competência. Se vemos que não conseguem respeitar direitos de pessoas saudáveis que não oferecem ameaça a ninguém, se vemos que não conseguem organizar um sistema condizente com o que a população gasta com o atendimento de saúde, se vemos que não conseguem prover vacinas de forma racional, sim, é um perigo também deixar isso nas suas mãos incompetentes.

Roberto Rachewsky

Roberto Rachewsky

Empresário e articulista.