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Más ideias são combatidas com bons argumentos

Hitler promovia a queima de livros para evitar que as ideias neles contidas subvertessem as mentes arianas.

A vereadora de Porto Alegre Mônica Leal propõe lei para censurar Mein Kampf (Minha Luta) por semelhante motivo, presumo. Ora, será que ela não percebeu que censurar livros é uma das ideias presentes no Mein Kampf?

Nesse caso, temos aí um paradoxo. Censura, porque o livro perverte e faz gente normal querer censurar, ou não censura para mostrar que a censura é errada só podendo ser promovida por livros perversos como Mein Kampf.

Como vamos conhecer as ideias de um psicopata senão por um livro? Ou existe alguém que acredita que é preferível que tomássemos conhecimento na prática, depois que o déspota implementasse o que acredita ser certo?

Publicar uma ideia, por mais sórdida e torpe que ela possa ser, não é uma violência. Violência é tentar censurá-la ou deixar que ela seja colocada na prática, seja por quem for.

Más ideias se combatem com bons argumentos. Será que não há argumentos bons para combater o nazismo?

Roberto Rachewsky

Roberto Rachewsky

Empresário e articulista.

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