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Marighella, Turma da Mônica e a cota de tela

O ano mal começou e todos já estão discutindo novamente se o cinema brasileiro merecia ou não cota de tela. O motivo da vez novamente envolve um filme da Marvel contra um artista brasileiro da bolha progressista alegando que seu filme merecia ser visto.

Supostamente alegaram que um filme revisionista sobre o terrorista Carlos Marighella, onde até sua etnia foi alterada, merecia ser visto, pois era um “sucesso”, e o filme Homem Aranha: Sem Volta Pra Casa, um dos filmes mais aguardados de 2021, havia retirado seu direito de fazer mais sucesso.

Porém, hoje abro as manchetes e descubro que outro filme brasileiro, Turma da Mônica: Lições, bateu toda a bilheteria do “sucesso” Marighella em duas semanas de exibição, mesmo com o famigerado filme do Homem Aranha ainda em cartaz nos cinemas. Será que os mesmos setores progressistas alegam que Turma da Mônica merece cota de tela? Certamente não.

Nesse contexto, lembro-me de ver recentemente, em um podcast, o grande roteirista de humor Paulo Cursino, responsável por séries como Sai de Baixo, comentar sobre a atual situação do cinema brasileiro. O roteirista foi duramente crítico com cineastas brasileiros como Wagner Moura, que solicitam financiamento público em suas obras sem visar retorno de bilheteria. Paulo agradeceu por finalmente o streaming estar acabando gradualmente com essa espécie de filme exótico, feito para agradar ao diretor e poucas pessoas que se julgam intelectualmente evoluídas. Obras como Marighella provavelmente estarão esquecidas nos próximos anos e no máximo farão parte de uma lista de filmes que “merecem ser vistos” em alguma thread de Twitter.

A cota de tela só serve para a alimentação de egos artísticos de quem se julga o ápice intelectual do cinema mundial à custa de salas de cinema quase vazias.

*Artigo publicado originalmente na página Liberalismo Brazuca no Facebook.

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