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Liberais deveriam investir em ações da Petrobras?

O que os investidores em Petrobras não te contam é que eles contam com o monopólio estatal para terem lucros excedentes. É claro que reclamam quando o fator que gera tais lucros é utilizado no sentido contrário, para diminuir lucros ou até estabelecer prejuízos. Ora, quem é sócio de uma empresa cuja natureza e comportamento se assemelha a de um mafioso, sabe que ali o curso dos acontecimentos não depende da criação permanente de valor que todo processo racional almeja. Às vezes, o “mafioso”, se vê obrigado a entregar uns anéis para não perder os dedos.

Os acionistas especuladores querem ser sócios de um “mafioso”, mas não querem se submeter a essa regra básica de sobrevivência na selva do jogo de soma zero, aquele onde a coerção predomina. O jogo de qualquer empresa monopolista e estatal é esse, se não quer perder os dedos, entrega os anéis.

Quem lucra com um monopólio estatal, cuja existência se baseia na coerção, deve saber que, se a coerção advém do poder outorgado pelo povo, acabará tendo prejuízos quando a política de preços visa a aprovação popular.

Assim como tem o socialista de iPhone que odeia o capitalismo, mas ama seus resultados, tem o liberal que odeia o comportamento fascistóide, mas ama quando lucra como acionista de uma estatal que é monopolista graças à coerção do estado.

O que os investidores em Petrobras não te contam é que eles contam com o monopólio estatal para terem lucros excedentes. É claro que reclamam quando o fator que gera tais lucros é utilizado no sentido contrário, para diminuir lucros ou até estabelecer prejuízos. Ora, quem é sócio de uma empresa cuja natureza e comportamento se assemelham aos de um mafioso sabe que ali o curso dos acontecimentos não depende da criação permanente de valor que todo processo racional almeja. Às vezes, o “mafioso”, se vê obrigado a entregar uns anéis para não perder os dedos.

Os acionistas especuladores querem ser sócios de um “mafioso”, mas não querem se submeter a essa regra básica de sobrevivência na selva do jogo de soma zero, aquele onde a coerção predomina. O jogo de qualquer empresa monopolista e estatal é esse: se não quer perder os dedos, entrega os anéis.

Quem lucra com um monopólio estatal, cuja existência se baseia na coerção, deve saber que, se a coerção advém do poder outorgado pelo povo, acabará tendo prejuízos quando a política de preços visa à aprovação popular.

Assim como tem o socialista de iPhone que odeia o capitalismo, mas ama seus resultados, tem o liberal que odeia o comportamento fascistóide, mas ama quando lucra como acionista de uma estatal que é monopolista graças à coerção do estado.

A hipocrisia do socialista, neste caso, é menos prejudicial para uma sociedade, porque, apesar do que ele diz, ele investe em um bem produzido pela iniciativa privada e lucra usufruindo o livre mercado; já o liberal que investe em PETR é sócio de uma estatal e lucra com o monopólio imposto pela força.

Se consideramos, como liberais, que estatais e monopólios coercitivos são imorais, como é possível que haja aqueles entre nós que lucram pragmaticamente com essa imoralidade?

Quem se associa ao governo para explorar monopolisticamente um mercado, que é cativo pelo uso da força, está sancionando o algoz de todos nós, o tipo de estado que detém parte da propriedade dos meios de produção e usa os particulares para legitimar sua posição.

Quem defende a separação entre o governo e a economia, mas se associa ao governo para lucrar, entra em insuperável contradição lógica e moral.

Liberais com PETR na carteira não são diferentes dos socialistas de iPhone. É claro que liberais podem investir seu dinheiro onde quiserem, mas é estranho que façam isso exatamente numa autarquia travestida de empresa que foi forjada e é mantida através de políticas e ações das quais qualquer liberal de verdade discorda.

Não basta parecer ético, tem que ser ético. Liberal com PETR ou abandona o discurso ou faz o certo e liquida a posição.

Roberto Rachewsky

Roberto Rachewsky

Empresário e articulista.