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A verdade sobre o ‘bloqueio estadunidense’ sobre Cuba

O ex-presidente Lula disse hoje que “É desumano manter o bloqueio a Cuba na pandemia”. Disse ainda que, se não fosse este bloqueio de 60 anos, “Cuba seria uma Holanda”. É muito atrevimento!

Vamos falar do famigerado ‘bloqueio estadunidense’ sobre Cuba? Aquele que foi, sem nunca ter sido? Então vamos.

Você sabia que, em 2019, um ano especialmente atípico para as importações cubanas, o total importado pela pequena ilha foi de US$ 9,900 bi? Que esse valor representou algo próximo de 9,6% do PIB daquele ano? Que as importações brasileiras, em 2019, ficaram em 9,4% do PIB, relativamente abaixo das cubanas, portanto?

Você sabia também que, embora haja um embargo americano para a compra de produtos cubanos e a proibição de venda de alguns itens, os ditos ‘estadunidenses’ continuam vendendo para Cuba e exportaram para lá mais do que o Brasil, em 2019?

Em resumo: Cuba comercia com quem quiser e bem entender ao redor do mundo. Seus portos estão absolutamente liberados e, pelo menos, desde o fim da ‘Crise dos Mísseis’, nos anos 60 do século passado, não existe nenhum bloqueio naval americano sobre a ilha.

O pior é que tem gente que realmente acredita nessas baboseiras ditas por Lula. Gente que, sem se dar conta de suas profundas incoerências, inclusive pede o impeachment de Bolsonaro com base no direito do povo de afastar supostos ditadores do poder. São os mesmos, aliás, que juram que todos os problemas de Cuba são consequência do “bloqueio estadunidense”.

Minha pergunta a esses auto enganados é: se há realmente um bloqueio naval sobre a ilha, que a impede de transacionar com o resto do mundo, como e porque o PT construiu um moderno porto em Mariel? E, também a propósito: em que um eventual bloqueio (se realmente existisse) prejudicaria os cubanos, se, segundo a teoria econômica socialista, o livre comércio é tão ruim para as nações?

João Luiz Mauad

João Luiz Mauad

João Luiz Mauad é administrador de empresas formado pela FGV-RJ, profissional liberal (consultor de empresas) e diretor do Instituto Liberal. Escreve para vários periódicos como os jornais O Globo, Zero Hora e Gazeta do Povo.