A gafe do Papa e o manual de procedimentos para pais que tenham filhos gays

Pais não devem ‘condenar’ filhos gays, diz Papa Francisco.

A nova declaração “progressista” do líder da Igreja Católica sobre os homossexuais foi emitida após o Encontro Mundial das Famílias, realizado na Irlanda, país que legalizou recentemente o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O sumo pontífice recomendou, todavia, que os genitores recorram à psiquiatria quando constatarem tendências homoafetivas em seus rebentos na infância.

O resultado: uma saraivada de críticas tanto de fiéis católicos quanto de agentes da patrulha politicamente correta.

Eis aí um exemplo emblemático do que acontece quando uma figura pública que carece de convicção em suas próprias crenças tenta agradar a todos indiscriminadamente: pedrada de todo lado.

A autorização para ofender interlocutores enquanto expressamos pontos de vista sobre temas quaisquer é requisito básico para o usufruto da liberdade de expressão, sem o qual este direito natural torna-se letra de lei morta. Sempre haverá alguém, afinal de contas, a quem nosso discurso possa vir a desagradar, não importa o quão cuidadosos sejamos na escolha das palavras.

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Considerar os sentimentos de terceiros merecedores de maior proteção da sociedade do que a livre manifestação do pensamento equivale a calar a boca de quem quer que possua entendimentos destoantes do lugar comum e a propiciar poder quase infinito àqueles que determinam o que é aceitável ser dito ou não.

A regra é clara, seu Chico: não é dever de ninguém respeitar a todas as opiniões que por aí existem, mas tão somente tratar com respeito a todos aqueles cujas opiniões não respeitamos.

De qualquer forma, caso haja interesse do Vaticano em remendar a gafe, segue, como sugestão, um manual de procedimentos para pais que tenham filhos gays. Quem sabe não possa ser lido no Angelus da Praça São Pedro ainda hoje…

SEU FILHO É GAY: E AGORA?

Cenário 1 -> Ele ou ela NÃO usa sua orientação sexual como pretexto para exigir privilégios do Estado ou tratamento mais benéfico em suas relações sociais e profissionais, nem como escudo contra críticas de qualquer natureza.

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O que fazer nesse caso: absolutamente nada! Seu filho ou filha é um indivíduo totalmente normal, cuja sexualidade é uma característica não mais relevante do que seu time do coração ou sua comida favorita. Ame-o(a) sem moderação. Ajude-o(a) sempre que precisar demandar respeito e trato igualitário nos ambientes que frequenta. Viva e deixe viver…

Cenário 2 -> Seu filho ou filha USA o fato de ser gay para aparecer e chamar a atenção; bem como julga-se merecedor de reparação por supostas agressões preconceituosas de que teria sido vítima – mesmo nunca tendo sofrido nada mais grave do que ouvir meia dúzia de piadinhas -, a ser paga por todos os demais cidadãos (homofóbicos ou não) na forma de cotas diversas e de irrestrita apreciação e deferência por seu trabalho (a despeito de critérios meritórios); e ainda serve de massa de manobra para movimentos coletivistas que semeiam a discórdia entre as pessoas visando verba estatal, fama e benefícios em próprio proveito.

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O que fazer nesta situação? Ignore a crise hídrica e chore no banho o máximo de tempo que puder. É vergonhoso demais realmente…

Macete para memorização: se seu filho comporta-se como Clodovil Hernandes ou Freddy Mercury, trata-se da primeira hipótese; se, entretanto, age como Jean Willys ou Pablo Vitar, enquadre-o na segunda.

Observação: este norma padrão de ação vale para toda e qualquer autoproclamada “minoria oprimida”.

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Ricardo Bordin

Atua como Auditor-Fiscal do Trabalho, e no exercício da profissão constatou que, ao contrário do que poderia imaginar o senso comum, os verdadeiros exploradores da população humilde NÃO são os empreendedores. Formado na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) como Profissional do Tráfego Aéreo e Bacharel em Letras Português/Inglês pela UFPR.