Os destruidores do mundo

George Soros é um megainvestidor, uma das figurinhas carimbadas de Wall Street. Fez fortuna no mercado financeiro e, como tal, é um metacapitalista – grupo de indivíduos muito ricos que querem controlar o mercado e destruir o capitalismo liberal. Agindo nas sombras, Soros doa dinheiro para causas progressistas, financia campanhas políticas e é peça-chave para entender os planos do globalismo ocidental da criação de uma administração global.

Com esse breve resumo, você já tem uma ideia da importância do papel de Soros na política e nos destinos dos mais diversos países. Nenhum deles está imune aos ambiciosos sonhos de um governo mundial, uma burocracia unificada e supranacional. Por isso mesmo a aniquilação das soberanias nacionais é parte importante no processo – e os metacapitalistas sabem disso como ninguém.

Tanto que o novo empreendimento de George Soros é nada mais, nada menos que a criação de uma rede de universidades globais com o objetivo de lutar contra o nacionalismo e as mudanças climáticas – as duas grandes ameaças à civilização segundo o próprio Soros. “A sobrevivência das sociedades abertas está ameaçada e enfrentamos uma crise ainda maior: a mudança climática”, disse o megainvestidor. Para tal, ele irá doar o valor de US$ 1 bilhão ao novo projeto.

Uma verdadeira fortuna desembolsada para o patrocínio do ecoterrorismo é uma coisa para chamar a atenção de líderes políticos no mundo inteiro. Mais: qualquer cidadão comum deveria ficar espantado com tamanha gentileza no financiamento de burocratas que repetem os chavões de uma teoria difundida por formadores de opinião e intelectuais orgânicos como verdade inquestionável. Não haveria a menor necessidade de investir em algo vendido como dogma e acima de qualquer suspeita. Até o mais imbecil dos observadores nota que há caroço nesse angu.

A essência da Pax Globalista é justamente esta: promoção de pautas com farto dinheiro até virarem senso comum para que o povo admita a situação como normal e fruto da mais pura espontaneidade. Quando alguém levanta a voz e admite o óbvio das ações políticas nas sombras, os mesmos chavões de sempre são evocados: ‘’teoria da conspiração’’, ‘’extremismo de direita’’, ‘’negacionismo anticientífico’’. Os sorrisos de desprezo e efeito reconfortante das palavras da moda e bem aceitas pelo beautiful people não são provas mais respeitáveis que as existentes sobre o tema. Livros como A conspiração aberta, Política, ideologia e conspirações e Introdução à nova ordem mundial oferecem evidências inegáveis que corroboram a noção de globalismo.

No caso de George Soros, a sua atuação vai mais além. Ele não é só um filantropo que banca as causas progressistas: Soros é o patrono do Partido Democrata. O livro Do partido das sombras ao governo clandestino mostra como o megainvestidor tirou dinheiro do próprio bolso para colocar em organizações esquerdistas, com a finalidade imediata de retirar George W. Bush da Casa Branca nas eleições de 2004. Ele também doou milhões de dólares para as duas campanhas de Barack Obama (2008 e 2012) e de Hillary Clinton (2016). Também é no mínimo espantoso o controle total de um partido da nação mais poderosa por uma só pessoa.

Outra coisa macabra na história: o silêncio completo de referências, comentários ou citações sobre George Soros na grande mídia. Nada sobre o seu nome é veiculado e, quando tal milagre acontece, a imprensa levanta-se em uníssono para combater as ditas teorias da conspiração sobre a sua atuação. Ora, um sujeito bilionário que financia causas políticas e é o grande doador do Partido Democrata deveria estar em ampla evidência e alvo de constantes discussões. Mas não. A grande mídia se cala sobre o homem e quer fazer calarem os seus detratores.

Se os planos de governo mundial e aniquilação do nacionalismo serão triunfantes ou não, é coisa que só o futuro mais próximo responderá. Depende do que irá acontecer na eleição americana deste ano. Mas é inegável a existência de tais planos. Os destruidores do mundo estão a agir.

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O senador Ciro Nogueira (PP-PI) é mesmo insano. Seu apoio às reformas e à quebra do oligopólio bancário não deixa de ser louvável – uma boa iniciativa para liberalizar a economia brasileira; mas o seu novo projeto de lei vai na contramão disso tudo. Não é necessário ser especialista no assunto para entender o porquê.

Feito por Ciro, o PLS estabelece um prazo de dez anos para o fim dos veículos movidos a combustíveis fósseis no Brasil. Aparentemente é uma ideia boa e moderna, indo na direção das legislações de países europeus. Porém, na prática, a lei irá estrangular a economia brasileira, pois a alternativa proposta são os carros movidos a energia elétrica, o que não deixa de ser contraditório, pois um aumento na demanda por energia provocaria uma maior utilização das termoelétricas, justamente as que utilizam os materiais fósseis para a produção. Além disso, é pouco provável o fim até 2030 dos combustíveis fósseis, sendo, portanto, um convite gracioso ao monopólio do setor por quem se mantenha nele até lá.

Em suma: seria a condenação ao estrangulamento econômico brasileiro. Os democratas apresentaram algo semelhante nos EUA, o tal Green New Deal. Se lá as consequências seriam as piores possíveis, imagem então o que a institucionalização do ecoterrorismo faria com a nossa débil economia.

Não sou adivinhador nem coisa do tipo, por isso mesmo não sei o que se passa na cabeça do sr. Ciro Nogueira, nem a sua real intenção com esse PLS. Mas o que sei é a verdade mais cristalina possível: a coisa parece ter sido arquitetada por um Soros da vida. Sensíveis semelhanças.

Referências:
1.https://www.youtube.com/watch?v=8Msme3PVu4E
2.https://www.investopedia.com/articles/investing/033116/top-10-corporate-contributors-clinton-campaign.asp
3.https://olhardigital.com.br/carros-e-tecnologia/noticia/projeto-de-lei-quer-fim-de-veiculos-movidos-a-combustivel-fossil-ate-2040/96716

Carlos Junior

Carlos Junior

É jornalista. Colunista dos portais "Renova Mídia" e a "A Tocha". Estudioso profundo da história, da política e da formação nacional do Brasil, também escreve sobre política americana.