fbpx

“O petróleo é nosso!”

Há 50 anos, ouvia esta cantilena da esquerda brasileira enunciando como se fosse uma verdade absoluta uma mentira da mesma magnitude. Os defensores da ideia, numa época em que ainda não se tinha acesso ao petróleo marítimo, repetiam a frase como se fosse uma oração ou um mantra. Dispensável dizer o que a ideia “nacionalista” representou sob a forma de atraso.

A esquerda, cujo modelo à época era o do socialismo soviético, atrasou por décadas o País e, infelizmente, não é possível processar responsáveis ou defensores. Mas, certamente, ela custou anos de atraso, a título de patriotismo. O risco de estrangeiros explorarem o “nosso” petróleo era como um crime lesa-pátria. Ainda hoje existem setores que defendem conceitualmente a ideia. Talvez seja o último reduto do socialismo “real”.

Usar recursos públicos quando a iniciativa privada está pronta a correr os riscos é um luxo para poucos. Já um sistema concorrencial acaba beneficiando o conjunto.

Ainda hoje o PT e seus assemelhados defendem essa ideia. Preferem que as estatais corram o risco, como se isso não fosse transferir esse risco à sociedade como um todo. Ao invés de usarmos a nossa escassa poupança em uma atividade de alto risco, obviamente ela poderia ser utilizada para expandir a rede de estradas de rodagem e de ferro e outros investimentos que atualmente só ao Estado interessam.

Agora vamos leiloar campos de petróleo em área marítima, um investimento esperado de 24 bilhões de reais. A esquerda até hoje imagina que em nome de uma “integridade” ideológica deveríamos investir nessa exploração os escassos recursos arrecadados oriundos de tributação.

Que venham os leilões! Antes tarde do que nunca!

Imagem: Wikipedia.