O grande e temerário risco é não assumir nenhum risco

O “novo” coronavírus é real. Novo vírus, com alto poder de contaminação e, segundo tenho lido de “especialistas”, de baixa letalidade.

Claro que tem matado muitos idosos, já portadores de outras doenças respiratórias, cardíacas, acometidos de diabetes, etc., além de outros grupos de risco. Bom lembrar que outras gripes, doenças virais, pneumonia, entre outras, também matam muita gente!

Mas que vida pode ser vivida e existir isenta de qualquer tipo de riscos?! Pragmaticamente e de maneira cientificamente comprovada, nenhuma! Alerto àqueles que estão obedecendo aos tiranetes e exercendo a “ciência do fiquem em casa, que o seu travesseiro de estimação provavelmente deve estar acumulando alguns fungos e bactérias, que também podem ser fontes de alergias e outras doenças respiratórias.

Aliás, embora não seja médico, tampouco especialista no assunto, vírus, fungos e bactérias estão em todos os inimagináveis lugares e cantos, desde que o mundo é mundo. Existe uma real impossibilidade lógica de eliminá-los por completo de nossas vidas.

“Humanistas” do fiquem em casa poderão argumentar sobre curvas e picos, sobre “100% vidas”, sobre inexistência de vacinas (elas logo chegarão; se é que já não estão por aí…), além de outras humanidades e preocupações com a “saúde” dos de carne e ossos.

Apesar do perigo da Covid-19, evidente que o pior vírus – que similarmente também não é novo! – é fruto da politicagem interesseira, do medo, do desconhecimento e da ignorância. Como não insuflar medo numa população de incautos, que assiste e, tristemente, acredita nas 24 horas de terror, pânico e alarmismo da Rede Globo (e parceiros do horror generalizado; CNN…) e do seu tradicional espalha terror, Jornal “Covidal”?

O medo perturba os sentidos e faz com que as “coisas” não pareçam o que são, factualmente. Aliado aos naturais instintos humanos – sentimentos e emoções de medo, terror, raiva… – e a falta de massa crítica, possibilitadora de uma avaliação mais racional e lógica das situações reais, o palco apocalítico está montado para o verdadeiro show de horror verdadeiro que assola a todos nós.

Impressiona-me o que tem de idiotas “especialistas” nas redes sociais, opinando sem sequer terem completado a leitura de, sei lá, pelo menos dois livros de qualidade ao longo de suas vidas inteiras – decidam sobre suas vidas, mas desejar doutrinar; é demais!! Jovens e velhos que atuam saborosa, ingênua e burramente ao vento de outras opiniões (sem fundamento) de outros jovens e velhos que também ouviram falar… Nunca estudaram bulhufas! É!! É o efeito colateral e nefasto dos heróis e de seus ídolos que se formam (formam é boa!) pelos likes nas redes sociais. Eles têm ao menos o mérito da sedução!

Se tivéssemos uma melhor educação (mais ensino duro, menos doutrinação), acho que as coisas não seriam tão polarizadas assim. Claro que as paixões dogmáticas continuariam impactando na razão “desarrazoada”, mas muitos alcançariam o momento Eureka, aquele da auto expulsão salvadora do caos, via acréscimo de massa crítica individual.

Burocratas estatais, governadores e políticos carreiristas e despreparados, especialistas em mentir e gerar fobias, reinam e facilmente aderem às várias tribos e massas de ignorantes (na acepção correta da palavra!).

A propagação de alarmismo, medo e pânico cria uma cortina de fumaça sobre os NATURAIS E SEMPRE PRESENTES RISCOS e embota análises e ações mais racionais para o todo social. A vida é como é!! A vida humana e seus riscos associados implica escolhas sobre quais são os riscos que trazem os menores resultados negativos para a sociedade.

Todo esse papo acima para dizer o seguinte: já passou da hora de substituir o risco de vida/saúde pelo efeito da contaminação, que motivou o isolamento social (grupos de risco, especialmente, idosos devem ficar mais isolados, por enquanto…), e aceitar os naturais riscos da vida. Hora de impulsionar as atividades econômicas e as cadeias de suprimentos, a fim de que menos brasileiros venham a falecer pela objetiva escassez de empregos, pela falta de renda, pela fome, pelas doenças psicossomáticas, pelos suicídios, pela violência doméstica…

Afinal, não há vida sem suas escolhas e seus riscos e compensações inerentes, o que significa então, na prática, substituir certos riscos que considero menores (da Covid-19), por outros riscos muito mais consequentes e prováveis, isto é, a devastação econômica, que irá pegar a todos. Ah, uma singela pergunta: quando é mesmo o pico e o achatamento da curva aqui em POA e no RS?!

Alex Pipkin

Alex Pipkin

Doutor em Administração - Marketing pelo PPGA/UFRGS. Mestre em Administração - Marketing pelo PPGA/UFRGS Pós-graduado em Comércio Internacional pela FGV/RJ; em Marketing pela ESPM/SP; e em Gestão Empresarial pela PUC/RS. Bacharel em Comércio Exterior e Adm. de Empresas pela Unisinos/RS. Professor em nível de Graduação e Pós-Graduação em diversas universidades. Foi Gerente de Supply Chain da Dana para América do Sul. Foi Diretor de Supply Chain do Grupo Vipal. Conselheiro do Concex, Conselho de Comércio Exterior da FIERGS. Foi Vice-Presidente da FEDERASUL/RS. É sócio da AP Consultores Associados e atua como consultor de empresas. Autor de livros e artigos na área de gestão e negócios.