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O espírito americano e a sociedade livre

Às vezes eu me sinto feliz demais. Outras vezes triste demais. Não, não é nenhum transtorno bipolar, é só uma reação natural, emocional, perante as coisas da vida e do mundo.

Eu tenho uma terapia infalível para encontrar o que os economistas bananas chamam de centro da meta, naqueles momentos que se avizinham com uma atmosfera de crise existencial, quando a luta pela liberdade e pela justiça parecem inglórias, eu assisto na integridade minha minissérie preferida, Band of Brothers.

Eu sou um americanófilo declarado. Conheço mais da cultura e da história americana do que muito jovem, ou velho, nascido no Brooklyn, em Denver, Chicago ou São Francisco. Dos pilgrims aos pais fundadores, dos yankees aos magnatas chamados pejorativa e injustamente de robber barons, dos bravos paraquedistas da Easy Company, aos gênios de Wall Street e do Silicon Valley, o espírito americano me renova e resgata dos ataques súbitos de ceticismo.

Vejo muito jovem de academia dizendo estar ombro-a-ombro com Platão, com Kant, com Rousseau, com Mill, na defesa da liberdade. Para mim, não passa de “sinalização de virtude”, como se erudição desapegada da realidade tivesse um lado virtuoso.

Quando eu penso numa sociedade livre, eu não penso nos filósofos, nos pensadores, que, sim, são necessários. Eu penso no Major Winters, herdeiro do legado de Thomas Jefferson e James Madison, abrindo os portões do campo de concentração construídos pelos herdeiros do legado dos idealistas germânicos, platonistas e kantianos, para libertar judeus, polacos e ciganos.

Nazistas, fascistas e comunistas, socialistas em geral, continuam por aí nos assombrando. Mais cedo ou mais tarde, talvez tenhamos que enfrentar a tirania dos coletivistas estatistas que teimam em querer mandar nas nossas vidas.

Currahee! Um grito que partiu das montanhas da Georgia, nos Estados Unidos da América, para calar os assassinos que olhavam o mundo de cima do alto do Ninho da Águia, em Berchtesgaden, na Alemanha. Currahee! Guardem esse grito na garganta; pode ser essencial para clarear a mente e manter seu coração batendo.

Roberto Rachewsky

Roberto Rachewsky

Empresário e articulista.