Nudismo Progressista: a roupa nova do imperador

REIAs ciências humanas se tornaram incapazes de dialogar com a realidade. Criaram um ‘mundinho bobo de teses emancipatórias’ a serviço da masturbação intelectual. Afirmam que tudo é ‘construção social’, mesmo que uma pedra lhes caia sobre a cabeça todo dia. O nome disso é surto psicótico. Há um surto correndo solto em muitos departamentos de ciências humanas. Para começar, como tratamento, proporia dar um tempo no gozo com Marx, Foucault e Piketty”.

– Luiz Felipe Pondé[1]

 

Digamos que pessoa X se autodeclara como Y, afirmando que toda a sociedade deveria respeitar e entender sua opção pessoal, pois uma escolha é um assunto de foro privado. Aparentemente, a auto-identificação é algo pessoal, imune de interferências rígidas e diretas do coletivo; aparentemente não existem problemas em alguém, por exemplo, querer mudar de X para Y, ou de Y para X.

O âmbito particular da pessoa que quer mudar em seu todo – ou quase todo –, isto é, no particular é, de fato, precedente e necessário para que a mudança ocorra em público. Antes da sociedade, ou até mesmo da auto-percepção de que algo mudou, é no sujeito que ocorrem as mudanças, mesmo que as mesmas sejam fruto de influências externas diretas; o indivíduo é o predicado para a construção de qualquer alteração privada.

Mas homens não são apenas entes individuas. Em sua evolução, a humanidade veio de primatas que viviam em grupos, ou “famílias”. Não há nenhum indício arqueológico ou paleontológico de que alguma espécie do gênero Homo (seja a nossa, ou o Homem de Neandertal, Homo Floresiensis, Homo Erectus, o Hominídio de Denísova ou o antigo Homo Habilis, por exemplo) tenha tido características solitárias e antissociais. Inexiste qualquer achado que possa levantar uma hipótese nesse sentido. A humanidade é, por sua natureza, coletiva; mas não é algo novo a compreensão de que o homem é um ser sociável. Aristóteles já falava que o “Homem é um Animal Político”, além de constatações mais tardias da mesma verdade; portanto, a natureza humana é ao mesmo tempo individualizada e coletivizada, embasada no grupal e firmada no individual.

Se a natureza do ser determina que o coletivo exerça influências no indivíduo (o oposto também ocorre), as mudanças que detém um predicado no sujeito não dizem respeito apenas à pessoa que mudou, mas também aos grupos em volta dela. Não significa, porém, que a coletividade deva ter a última palavra sobre o particular, uma vez que a própria sociedade é fracionada em particularidades e, quando se problematiza a noção de coletivo, nota-se que nenhum membro do corpo social é igual ao outro, isto é, não existe homogeneidade no conjunto. Além da falta de uniformidade total nas sociedades humanas, as mesmas carecem de onisciência e onipotência em suas afirmações – sejam elas de qualquer tipo – e valores, de modo que, mesmo se uma maioria quiser implantar um tipo qualquer de crença, nunca conseguirá que todos aceitem e acreditem em tais crenças “impostas” [2]. Mas o particular também não tem a última palavra para o comum.

Se X se entende como Y, isso não diz respeito apenas à pessoa X. X não vive sozinho, não é um eremita ou um exilado da sociedade, do comum. Seus pensamentos e condutas têm uma alta afinidade com as relações e interações sociais existentes à sua volta, e até mesmo com as inexistentes. A sociedade não é formada apenas de vivos, mas em sua grande parte do legado dos mortos. As tradições são inerentes a qualquer ordem social, elas são os precedentes dos costumes, da moral e até mesmo das leis. X não pode ser alheio às tradições, aos costumes. Não é um sujeito atomizado, sem interação e tendo a última palavra total sobre tudo ao seu redor, ou sobre si mesmo em alguns aspectos.

X não possui a capacidade de ser um átomo solitário. Ele necessita do passado e das interações, protocolos e regras não escritas do meio em que vive. Em todo e qualquer conjunto humano, os indivíduos não conseguem se reduzir e criar bolhas existenciais apenas em si mesmos. Dependem uns dos outros, mas os outros, o comum, não é um absoluto. Muitas vezes indivíduos conseguem mudar o conjunto por conta de suas particularidades, contudo ainda assim a conexão indivíduo-coletivo detém a primazia. Portanto homens não são átomos solitários, assim como também não somos um “simulacro” que é o coletivo.

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Quando a conexão é quebrada e uma das faces da natureza individual ou coletiva se exacerba, a natureza humana é violada, e as consequências sempre tendem a ser negativas.

O caso em questão é do indivíduo exacerbado. X não quer mais ser identificado como tal, então decide fazer pressão para que a sociedade admita que ele seja, na verdade, Y; o que o corpo social tem a ver com isso? Tudo. Xs sempre foram Xs e Ys sempre foram Ys, podendo até mesmo ser antônimos nas regras linguísticas e a cosmovisão social; a humanidade, com milênios de existência, jamais admitiu que a ordem fosse inversa, adulterada ou de alguma forma quebrada. Deveras: jamais X pôde se tornar Y, da mesma forma que cães são cães e cavalos são cavalos, e nenhum poderia se transformar no outro. É um limite existencial, uma lógica simplíssima de ser percebida.

Mas quando o X se entende como Y, quer que essa mudança também ocorra no meio social, e vai para além do privado. Seu discurso, a homilia xiszista, diz que a sociedade e suas instituições devem aceitar a mudança – seja ela súbita ou não – radical que ocorreu em um único indivíduo. Não se trata da residência em que X vive, ou sua vida em suas propriedades e características privadas. X quer que todo o corpo social não apenas tolere sua particularidade, mas também aceite a sua mudança. Isso: um indivíduo quer impor com força (a do Estado e das leis, no caso) que milhares de anos de cultura e entendimento do homem se dobrem à vontade de X ser Y!

Imagine-se seguidor de alguma crença em qualquer aspecto possível, seja religiosa, econômica, política, moral, metodológica, científica, exotérica, etc. Você não escolheu arbitrariamente tal crença, ou alguém a impôs forçosamente, mas desde que se entende como pessoa acredita e entende o mundo de uma forma em que a cultura em geral também crê. Todos nós fazemos isso em vários aspectos da vida, no entanto surge um movimento que além de desacreditar no que você acredita, impõe forçosamente que o em que você acredita é algo ruim, cruel, criminoso. De repente, você passa a ser agredido.

Não se trata de algo como o racismo[3], que também é uma quebra na natureza humana, mas sim de um impulso que violenta e arbitrariamente se choca contra uma pessoa, ou uma sociedade, tentando, não dialogar ou aprender, mas se sobrepor aos costumes do coletivo. Essa sobreposição é fruto de uma atomização chocante que, em nome do direito individual de um, põe em risco o mesmo direito individual de vários. X e seus apoiadores se esquecem de que as pessoas têm o direito de acreditar que qualquer mudança, conservação ou ato é ruim, feio ou errado. Se X sempre foi X, e se a pessoas em geral não o identificarem jamais como Y, elas possuem esse direito; X não possui prerrogativas totalizantes fora de seu bojo pessoal, e não pode impor para a sociedade algo alienígena e até mesmo ultrajante. A sociedade não é obrigada a aceitar nada desse tipo.

Há espaços, porém, para o debate, a reflexão e investigação sobre se X realmente pode transformar-se em Y. Mesmo que seja ou não contrário ao princípio natural (no sentido clássico da palavra), a proposição de que X pode se tornar Y tem a capacidade de ser aceita em uma sociedade – o que definitivamente não anula as consequências negativas. Sociedades podem aceitar e conviver com erros, contudo as decorrências do errôneo ainda terão seus efeitos. Caso seja uma afirmativa errada, ou até mesmo contraditória, sociedades não se desfazem imediatamente apenas por causa de paradoxos internos, mas a imposição pela força (da lei, no caso) de algo contrário aos valores e princípios de uma cultura normalmente desfaz a mesma cultura, criando algo novo, porém de certa forma acéfalo, sem lastros históricos para sustentar os novos costumes, tendendo a cair em mais contradições e atritos – a única forma da proposição “X + auto identificação = Y” não ferir gravemente a sociedade ao seu redor é se a própria afirmação encaixar e se absorver pelas tradições, ou seja: deve fazer parte da junção natural da sociedade, mesmo que o que se queira fazer não seja natural.

Caso a junção natural, lenta e gradual – lembrando que ela nunca pode ocorrer, pois é necessário um debate amplo e honesto – não ocorra, X cairá na hipocrisia. Não saberá lidar com a realidade e irá se emancipar do mundo em que vive de fato. Ao exigir a aceitação com brutalidade, apenas perpetua a truculência que existe em sua própria questão de identificação. X consiste em dois traços se cruzando, não em uma reta bifurcada em sua metade superior: possivelmente sua falta de capacidade de dialogar com a realidade social que o envolve venha da mesma falta de se enxergar, levando-o à extrema repetição das mesmas premissas e propostas, excluindo o real e as consequências lógicas de suas crenças, que vão além de sua própria identificação.

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Se X pode mudar o seu cerne, sua natureza, apenas por uma questão mental, quiçá de opinião, o que impede outros tipos de mudanças absurdas? Talvez Y possa se tornar X também, e W possa se tornar um Ç, mas ocorre que a cultura em volta destes não considera isso normal ou certo, e mais imposição é criada e menos diálogo com o mundo real é feito.

Mesmo com a aceitação da sociedade por meio de massivas propagandas, qualificando quem discorda de atrasado, opressor e antiquado, a negação dos pilares tradicionais ainda é um fato. O povo se torna um povo novo, ou seja: sem bases, com pouco ou nenhum chão firme. Sociedades abertas demais tendem a se desmantelar, aceitam demais as mudanças em nome de um “progresso”; não tardam em combater com igual ou maior poder ou preconceito quem é contrário, e o gozo de suas conquistas nunca é necessário. Sempre é preciso mais.

Então X, que se achava Y, decide mudar novamente. Pela “lógica da aceitação”, a sociedade é obrigada a entender e aceitar mais uma mudança; contudo, X voltou a se identificar como X, porém, tem atos de Y e quer todos os direitos de X e de Y ao mesmo tempo. Mesmo aqueles que aceitavam a mudança de X para Y agora deverão também aceitar tal coisa, ou estarão caindo em um duro e maléfico preconceito, em uma discriminação odiosa. Aqueles que ousam estudar essas mudanças arbitrárias para buscar outras soluções para a questão, caso afetem negativamente a opção de X, também são taxados de discriminadores e igualados a cientistas racistas dos séculos passados. Nem a ciência deve se atrever a se indagar sobre a questão de X.

Por fim a violência da “homilia de X” assume um caráter líquido, isto é, sem forma exata, o que transforma e traga a sociedade para o mesmo destino. A sociedade deve agir de acordo com seus “átomos”, se chacoalhando e dividindo de acordo com a conveniência de certos membros, ou militâncias. Os padrões de reconhecimento de X, Y, Ç e W somem, e tudo se torna poroso o suficiente para não ser mais identificado, pois os modelos se foram: são errados e considerados criminosos e letais. A liquidez social permite o acolhimento de toda e qualquer mudança, mas tal acolhida só pode ser realizada com o detrimento dos arquétipos antigos, todavia, ocorre que átomos singulares são, por definição, minoritários em um conjunto. A minoria invadirá e atacará a maioria, pisando e mudando os antigos hábitos ao seu bel prazer, tendo carta branca em nome da igualdade e respeito.

De paladino da tolerância, aceitação e igualdade, X se torna, sem saber, um bárbaro destruidor. É cego para algo além de suas auto-definições, pois tudo o que as nega é considerado odioso. X, no fim, está nu. É sustentado por pura retórica, pois todo o seu trabalho e dedicação foi envolto em uma negação da natureza de si mesmo, da ignorância das problematizações e consequências que decorrem de suas afirmativas e do constante fechar dos olhos para como a humanidade vive em sociedade.

Hans Christian Andersen é famoso por ter escrito o conto “A Roupa Nova do Imperador”, em 1837. A história consiste em dois embusteiros disfarçados de alfaiates, que criam uma roupa tão exorbitante que apenas os preparados para seus cargos poderiam vê-la, então todos que passam para inspecionar e olhar as vestimentas sendo prontas não ousam dizer o que viam com seus próprios olhos, pois se assim falassem, era sinal de que não tinham preparo para suas ocupações. Por fim, o próprio Imperador – aquele para quem a roupa era destinada – se nega a acreditar em seus olhos e passa a crer apenas no discurso dos embusteiros. O monarca acredita que esta sendo vestido e para estreá-lo, desfila pela cidade, onde já se sabia das propriedades mágicas da roupagem. Todos os cidadãos, porém, afirmam que a roupa é espetacular, maravilhosa, soberba e única, contudo uma inocente criança fala: “mas ele não está usando nada. O Imperador esta nu!”. A multidão lhe dá ouvidos, os nobres acabam se dando conta do vexame e o Imperador cai na vergonha de ter andado nu em público, para todos os seus súditos.

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X pode até não ser um embusteiro, ao menos no início, mas cai em algo falso e exacerba seu subjetivo em um total. Por mais que seja honesto em suas identificações próprias, ao querer a aceitação dos outros pela força e gritaria, acaba sendo um daqueles alfaiates do Imperador. X, no fim, estará sempre reduzido apenas à retórica: apela para relativismos e desconstrucionismos, sempre tentando justificar suas afirmativas, se esquecendo de seus próprios olhos e aceitando apenas o que lhe convém. O significado é claro: está caindo em uma erística.

Se X e seus apoiadores põem em suas crenças fracas e falhas toda a bondade, virtude e verdade, toda a bondade e filantropia existentes e possíveis – de modo que sair disso é ser automaticamente uma espécie de vilão preconceituoso –, então estão nus. Não há nada de fato em suas afirmativas, nada que esteja na natureza humana. São quebras do racional.

A “homilia de X” pode ser qualquer coisa ou qualquer movimento. Feministas, militantes pró-transexuais, nudistas militantes, abortistas, “asexualistas”, nacionalistas, zoofilistas, incestuosos, relativistas, socialistas, gayzistas, anarquistas, liberais exaltados, futuristas, fascistas, integralistas e até mesmo tradicionalistas extremistas… Mas todos têm algo em comum: a ideia de que são o progresso, que detém o bem e a razão. Irão usar de átomos para mover a sociedade bruscamente, destruindo suas bases tradicionais e liquefazendo-a. Tradições não são incontestáveis, imutáveis e sinônimas do certo, justo e bom, contudo jamais devem ser ignoradas totalmente; mesmo que se queira desfazer de uma tradição danosa, as Tradições ainda assim devem ter seu peso, e no nosso caso, do Ocidente, é muito peso para ser jogado fora.

Temos uma tradição filosófica que nos deu o Princípio da Não-Contradição, por exemplo, vindo da Filosofia Grega; possuímos conceitos sobre certo e errado, justo e injusto, virtuoso e pecaminoso da Moral Judaico-Cristã, que completou lacunas e problemas existentes na filosofia antiga; o Direito Romano é o tronco de todo o complexo e avançado direito do Ocidente, possibilitando uma execução melhor da justiça. Nossa sociedade é mais passada que presente, mais invisível que visível. Mesmo quando a maioria da sociedade concorda com uma mudança drástica, essa maioria se comporta como um átomo. São atomizados em comparação com os ecos e ressonâncias do passado, que mesmo não sendo percebidos estão atuando na sociedade.

Nossas tradições são tão elevadas que descobrem Verdades, conceituam o Bem, o Belo e o Certo. No caso dessas mais antigas e valiosas tradições, quando são estruturalmente quebradas por um corpo social ou por átomos, os resultados jamais foram positivos e duradouros: sempre se caiu na destruidora, vergonhosa e vexatória nudez da hipocrisia.

[1] http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/234693-samurais-x-ciencias-humanas.shtml

[2] Vale lembrar que nem todas as crenças existentes na sociedade são impostas. De fato, a minoria é, contudo os costumes e tradições têm certa suspensão no imaginário coletivo, o que induz e conduz os comportamentos dos membros da sociedade; de certa forma é uma “imposição”.

[3] Convém ressaltar que o racismo tem várias “fases”. A última foi a científica, onde os estudos científicos davam base para a inferioridade de outras etnias em comparação com a “branca”. Foi tão forte que até mesmo os defensores do fim da escravidão o usavam, para que o Brasil não corresse o perigo de ser infiltrado por “raças inferiores”, caso o tráfico de escravos ainda continuasse. Mesmo que o indivíduo usado como exemplo tenha uma crença racista, uma crítica progressista não seria válida por conta da quebra da natureza que existe no racismo e, além disso, o processo de criminalização e de escárnio do pensamento racista não foi imposto de maneira brutal e rápida, de modo a, também, agredir quem era racista, causando mais tumulto e confusão, mas de maneira lenta e gradual, se infiltrando na cultura.

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Hiago Rebello

Hiago Rebello

Graduando em História, Licenciatura, pela Universidade Federal Fluminense, colunista do Instituto Liberal.

2 comentários em “Nudismo Progressista: a roupa nova do imperador

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    28/10/2015 em 11:09 am
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    aqui é o instituto LIBERAL ou instituto NEOCON? Nada contra os conservadores, até os admiro muito, mas para onde eu devo me dirigir quando quiser ler um conteúdo verdadeiramente liberal? Há muitos canais para o neo-conservadorismo por aí, como o “mídia sem máscara” que frequento diariamente e recomendo, por exemplo.

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      28/10/2015 em 12:28 pm
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      Repetindo a linha editorial do IL, expressa com clareza acima na seção “O Instituto”: “Englobando desde produções teóricas sobre o pensamento liberal até análises imediatas dos fatos que se destacam na realidade sócio-política brasileira ou internacional – sempre, em respeito ao seu estatuto, sem um engajamento partidário direto em relação a alguma legenda específica -, sua linha editorial envolve artigos liberais clássicos, liberais-conservadores, sociais-liberais e anarco-liberais/libertários, bem como está aberta a diferentes escolas econômicas liberais, sem exceção ou predileção, inclusive cedendo o espaço para autores nacionais e internacionais produzirem réplicas ou tréplicas sobre qualquer assunto pautado. Respeitamos e enaltecemos a importância de outros institutos e think tanks com que temos excelente relacionamento, cuja tarefa é divulgar exclusivamente um desses nichos, mas a proposta do Instituto Liberal é promover a difusão do debate interno, entendendo que ele enriquece o movimento liberal brasileiro, bem como o leitor de nossa página.” Isso é o que você lerá aqui.

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