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Não acredito em “ciência” sem ciência

 Não acredito em “ciência” sem ciência! Não me aflijo nem de ser taxado – como já fui – de insensível, tampouco dos “esbravejos” e da coragem e da moral superiores de interesseiros dogmáticos do grupo coletivista, sem rosto. Sim, daqueles dotados da destruidora bondade desarrazoada. 

Não há ciência factual quando cientistas, tais como o Dr. John Ioannidis da Universidade de Stanford e o Prêmio Nobel de Química, Michael Levitt, por exemplo, dizem que o isolamento social pode matar mais do que salvar vidas.
Desconfio de uma medicina para salvar vidas quando médicos na linha de frente divergem sobre resultados efetivos de medicamentos para o tratamento precoce do vírus. Não há ciência quando um órgão nitidamente aparelhado pela ideologia marxista como a OMS contradiz suas próprias recomendações, da mesma forma como eu troco de cuecas. Não há ciência quando modelos estatísticos, partindo de premissas comprovadamente equivocadas, além de desconsiderarem questões idiossincráticas e outras variáveis aleatórias, previram um risco de fatalidade completamente desproporcional à realidade objetiva.

Como tenho convicção que não há ciência médica factual, eu racionalmente prefiro acreditar na ciência econômica e nos fatos. Claro, como a história civilizacional nos ensina fartamente, tremo quando jovens e não tão jovens planejadores centrais do Estado enchem a boca para verbalizar e agir aludindo à melhoria da vida de uma comunidade, atuando por meio de ações autoritárias e coercitivas. Será que desconhecemos o “é para o seu bem!”?

Aliás, eu desconfio factual e pragmaticamente de políticos profissionais, tais como Leite e Marchezan Jr., desprovidos de conhecimentos e experiências robustas nos mercados reais onde a vida econômica e social real acontece, através do “mágico” desordenamento por meio de empreendimentos individuais de milhares de pessoas. Evidente que não há como remover a escolha superior desses indivíduos com conhecimento e experiência local superiores.

Acredito mesmo na ciência e no pragmatismo econômico da já presente carnificina de vidas econômicas humanas! Atingiremos uma redução de aproximadamente -11% (menos onze) no PIB brasileiro deste ano, mais da metade dos tupiniquins não têm mais emprego e milhares de micro, pequenas, médias e grandes empresas fecharam e/ou quebraram. O talento empreendedor humano de gerações desabou pela caneta de jovens burocratas estatais!

Porém, a mamata do asqueroso “fiquem em casa” da turma da esquerda caviar – e nesse frio, da lareira e do bom vinho – com seus certos e privilegiados soldos no final do mês poderá ser impactada pela escassez de atividade econômica. São os nossos impostos – dos comuns – que sustentam essas minoritárias castas e os prazeres capitalistas para esses seres “preocupados com a saúde popular”.

Evidente que não haverá condições efetivas para que o governo federal continue a assegurar o auxílio emergencial dos R$ 600,00 reais por muito mais tempo!! E aí, a cobra vai fumar!!?? Imagino que eu saiba o que irá eclodir…

Portanto, o que eu tendo a concluir, é que essa absurda e inacreditável medida de isolamento social e fechamento da economia – ao invés do distanciamento social “controlado” – irá matar muito mais brasileiros do que a própria Covid-19. Já está ceifando vidas e a esperança de corpos e mentes pela desestruturação e quebradeira econômica, pela fome, pela falta de vida social e pela saúde mental que foi completamente avariada pelas desastrosas decisões desses administradores que nunca administram NADA.

Não vejo muito distante a depressão econômica, suicídios em massa, agitação e colapso do tecido social e sei lá o que mais… com fome ninguém vai segurar o povaré. O bloqueio econômico imposto de maneira draconiana é, a meu juízo, ignorante e devastador! Não há precisão científica coisa nenhuma!

Penso que deveríamos enfrentar o vírus de uma forma mais inteligente, aquela que sabe que não existe um mundo real isento de quaisquer tipos de riscos. Acho que o isolamento dos grupos de risco e testagem em massa teriam que ocorrer: mas faltam recursos, né? Verdadeiramente, a paralisação da atividade econômica não elimina o risco de contágio (várias pessoas adquiriram o vírus no isolamento em suas casas!), mas causa a morte certa da economia e das respectivas vidas econômicas humanas.

Atentem que o próprio sistema de saúde pública vai colapsar pela falta de recursos estatais provindos da arrecadação tributária (reduzidíssima), além do que, por efeito do isolamento social, aumentará potencialmente o não tratamento de outras doenças fatais e o perigo do ressurgimento de outras doenças respiratórias. Doenças infantis podem emergir pela interrupção de programas de prevenção.

É! Pois é… o medo e o terrorismo da heurística da disponibilidade já cumpriram sua demoníaca função de fazer a limpa cerebral, acovardando a grande massa verde-amarela, que dirá então em relação às nossas virtuosas liberdades individuais!

Evidente que eu acredito em salvadores da pátria, como eu creio no bom velhinho! Porém, chego à patente e lamentável conclusão de que faltam mesmo estadistas, com conhecimento, experiência e virtuosidades excelsas, especialmente a coragem de irromper contra esse vírus político destruidor. Ah, como a história nos ajuda a refletir sobre esses homens de coragem… (Opa, de mulheres também!).

Não tenho nenhum medo do vírus real! Temo o instinto falso e a hipocrisia avassaladora de um pensar “humanista” dessa massa de interesseiros e incautos que desconhecem ou esqueceram-se de raciocinar sobre as virtudes humanas da coragem para pensar e agir fora da burrice da (des) ciência da multidão.

Claro que “eles” me chamarão de imbecil sem coração. O grande grupo sem rosto grita pela humanidade, pela saúde e clama pela clemência dos brasileiros, a fim de provar ser justiceiros e participantes ativos nas tribos “dignas” do sonho coletivista. Todos esses clãs imediatamente se imitam pelas falsas verdades e pelos slogans que são passados e repetidos automaticamente pelos bondosos da bondade matadora desses fiéis membros do “clube da compaixão e da moral humana superiores”.

Por que faltam esses seres de conhecimento, pragmatismo e coragem?! (olhe para nossas escolas e universidades, idiota Alex!!). Incrivelmente, estamos precisando desses grandiosos homens e mulheres que seriam capazes de alterar sabiamente o rumo populista e farsante quanto ao atual enfrentamento dessa peste.

O monopólio de pensamento da turma coletivista, auxiliada pelo partido da mídia e pela pequena corte, ainda parece ser invencível – tomara que eu esteja redondamente equivocado. Fico “sentado”, esperando Godot e o surgimento de indivíduos pensantes e práticos, com a coragem para agir de forma honrada, sacrificando-se pelo bem maior e pela vida humana na sua integralidade.

Sei, sim!! Difícil… a massa humanista e enlouquecida pela “saúde popular” é do mesmo tamanho da falta de cultura e de educação verde-amarela! Por enquanto, resta-nos assistir ao teatro da destruição e do caos.

Alex Pipkin

Alex Pipkin

Doutor em Administração - Marketing pelo PPGA/UFRGS. Mestre em Administração - Marketing pelo PPGA/UFRGS Pós-graduado em Comércio Internacional pela FGV/RJ; em Marketing pela ESPM/SP; e em Gestão Empresarial pela PUC/RS. Bacharel em Comércio Exterior e Adm. de Empresas pela Unisinos/RS. Professor em nível de Graduação e Pós-Graduação em diversas universidades. Foi Gerente de Supply Chain da Dana para América do Sul. Foi Diretor de Supply Chain do Grupo Vipal. Conselheiro do Concex, Conselho de Comércio Exterior da FIERGS. Foi Vice-Presidente da FEDERASUL/RS. É sócio da AP Consultores Associados e atua como consultor de empresas. Autor de livros e artigos na área de gestão e negócios.