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Melhor do que antes?

“…Dilma prometeu um plano para recuperar o rio Doce, para torná-lo “melhor do que ele estava antes” e afirmou que o programa pode ser financiado por um fundo, mas que ainda não há detalhes para o projeto. ‘Você pode ter um fundo, pode não ser um fundo, não sabemos ainda.'” [Folha de São Paulo, 17/11/2015]

Mariana (MG) - barragem pertencente à mineradora Samarco se rompeu no distrito de Bento Rodrigues, zona rural a 23 quilômetros de Mariana, em Minas Gerais (Corpo de Bombeiros/MG - Divulgação)
Mariana (MG) – barragem pertencente à mineradora Samarco se rompeu no distrito de Bento Rodrigues, zona rural a 23 quilômetros de Mariana, em Minas Gerais (Corpo de Bombeiros/MG – Divulgação)

A partir do susto que o País inteiro está vivendo com o rompimento de duas barragens da mineradora Samarco em Mariana, MG, passamos a conviver com duas versões excludentes e antagônicas. A primeira versão está lastreada na gravidade do acidente ecológico e suas consequências, especialmente em relação ao município a jusante da barragem, e assim sequencialmente.

A segunda, a da presidente Dilma, é de que a empresa vai sair ainda melhor do que está. Em outras palavras, Dilma considera o acidente desprezível.

Os gestores da Samarco preveem uma ampliação do desastre, do caminho do rio até o mar, ou seja, o Oceano Atlântico.

A versão “cor de rosa” (ou de lama) é a escolhida por Dilma Rousseff. Essa versão conflita com todas as indicações técnicas e lógicas do problema, dado que um verdadeiro mar de lama atravessaria o País, uma espécie de PT ecológico que, tal como tem feito a Presidente, tem colocado o País em situação cada vez mais vexatória no concerto das nações.

Mesmo chegando ao Oceano Atlântico, o custo e os desastres ambientais do caminho não serão poucos.

Provavelmente, se considerarmos estas perdas como parte do processo de eleição de uma presidente despreparada, o custo não será baixo. Obviamente, não se pode responsabilizar a petista pelo desastre na mineradora, mas é possível observar, como sempre, como o juízo que a Presidente faz das coisas tem muito do seu interesse.

Dilma Rousseff não gostaria, certamente, de ter a Vale – que detém 50% do capital da Samarco – privatizada, mas tem que fazer face a essa evidência. Se fosse estatal, Dilma daria explicações magníficas sobre os prejuízos causados pelo vazamento e do que eles gerariam sob a forma de benefícios para o Brasil como um todo. Dilma é imbatível quando se trata de falar bobagem. 

 

fonte e legenda da imagem: site Olhar Cidade [vis. em 18/11/2015]