Lideranças nas Escolas: uma ação pelo liberalismo cultural

Nos últimos tempos vem se falando da ocupação de espaços nas escolas e universidades, país afora, pelo ideário liberal. Adotando uma espécie de “gramscismo às avessas”, os grupos liberais vão tomando os espaços que antes eram predominantemente da esquerda. E uma dessas ações é o projeto “Lideranças nas Escolas”, coordenado por Lisliê Oliveira, coordenadora local da rede Estudantes Pela Liberdade.

Segundo Lisliê Oliveira, o projeto tem como objetivo criar empreendedores e futuras lideranças liberais, quebrando os padrões, até então estabelecidos,  da doutrinação da esquerda no âmbito escolar. O projeto é um meio de tornar mais acessível aos estudantes as ideias liberais, já que nem sempre há livros disponíveis sobre o assunto nas escolas, bem como palestrantes que tratem do tema. Essa ausência de informações causa uma falta de estímulo ao estudante, que normalmente já tem um desinteresse natural pela política, e por conta disso, acaba por aceitar um modelo pré-definido de carreira conforme é ensinado nas salas de aula.

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A iniciativa leva às escolas de ensino médio atividades que estimulam a interação dos alunos com o mundo empreendedor, com a ideologia liberal e com a possibilidade destes se tornarem líderes em suas carreiras. O intuito final do projeto é a formação de uma geração de pessoas engajadas para tornarem-se lideranças estudantis no futuro próximo.

Os resultados têm se mostrado satisfatórios. No último semestre do ano passado o projeto alcançou cerca de cinco mil alunos pelo país inteiro, com presença em vinte escolas. A meta para esse ano é atingir de 25 a 45 escolas e alcançar cerca de 60 mil alunos, em escolas públicas e particulares. Mas o trabalho não tem foco apenas em resultados quantitativos.  A intenção é de plantar uma semente, fazendo que muitos alunos que participam do projeto procurem os coordenadores participantes para aprofundarem-se nas ideias liberais, principalmente as da Escola Austríaca de Economia.

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O projeto é um verdadeiro gol de placa. Com os membros do projeto indo às escolas e mostrando as ideias do liberalismo, motiva-se o debate democrático, tão saudável e pouco praticado nos tempos atuais, mostrando que existem um ideário e um mundo depois do marxismo, tão enfiado goela abaixo por professores, em sua maioria, doutrinadores de esquerda. Com esse trabalho de formiga, põe-se em prática o que se chama de “cultura de liberdade” ou “liberalismo cultural”. Não é apenas na política e na economia que deve haver uma mudança de mentalidade, mas também na cultura da população, Afinal, não desejamos nunca mais passar por essa sangria governamental da esquerda que estamos vivemos nos dias atuais.

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