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Judaísmo “vermelho”: igualdade e condenação de hipócritas

Judias e Judeus com Lula? Calma lá!

Uma série de veículos na mídia noticiou o evento “Judias e Judeus com Lula”, ocorrido no dia 30/01, no Sindicato dos Químicos de São Paulo, reunindo um grupo da “resistência” dentro da comunidade judaica.

Mascarado de ato em homenagem às vítimas do Holocausto e contra o nazismo, o evento claramente tratou-se de uma acusação desta resistência colorada ao governo Bolsonaro, por meio de ataques diversos e dos conhecidos bordões “fascista, nazista, intolerante, misógino,”…

Judias e Judeus com Lula?! Calma lá! A comunidade judaica é um grupo de pessoas que compartilham da crença no judaísmo. A chamada por si só já é emblemática! A insinuação feminista, daquelas que querem igualdade, discriminando mulheres que se atrevem a não pensar como elas, é “sensacional”! Judias e judeus – não mais todos os judeus – trata-se da novilíngua orwelliana.

O grande homem dos livros, Luiz Inácio Lula da Silva, recomenda fortemente a correção do livro sagrado do judaísmo, a Torá! Igualdade: judias e judeus, lindo, não?! Ideias divergentes, como deve ser, ecoam e precisam ser respeitadas, no entanto, creio que nessa “comunidade” haja grandes diferenças em nível de percepções e valores. Alguns judeus, dentre os quais me incluo, não estão com o ex-presidiário e condenado Lula, de jeito nenhum!

Primeiro porque não me alinho com a ditadura do pensamento único esquerdizante, da verdadeira intolerância, do abissal achaque aos cofres públicos, da corrupção deslavada, da (des)cultura do tudo é permitido, do apoio incondicional à intransigência cega de grupos identitários – desejosos de imporem a fórceps suas preferências para todo o conjunto de indivíduos brasileiros -, da comprovada e destruidora política econômica nacional- desenvolvimentista, do isolacionismo econômico em função de crenças ideológicas rubras, da pátria deseducadora como atestam os indicadores internacionais, enfim, da mentira e da hipocrisia de uma suposta “moral superior”.

Não, senhores! Não houve golpe, ocorreram sim crimes certificados por centenas de provas documentais e outras ratificadas em várias instâncias por diferentes membros da justiça nacional. O ato político da “resistência” que contempla companheiros judeus entregou uma carta de amor ao ex-presidiário, alegando reconhecer a perseguição política e a “injusta“ condenação sofrida por ele. Mais uma evidente demonstração da cegueira ideológica!

O que mais uma vez se viu foi a manifestação do ódio e da agressão às instituições e à ordem estabelecidas. O condenado bradou ataques contra Moro e o governo Bolsonaro, chamando-os de quadrilha que está “entregando as riquezas nacionais”. Insanidade e alienação! Não, não sou cúmplice do líder-mor e de sua trupe interessada de fato no poder, no parasitismo estatal e em seus próprios bolsos! 

Muito embora retoricamente afirmem defender os pobres, na verdade, foram eles os reais responsáveis pela implosão das esperanças e da possibilidade genuína de uma vida mais digna para os mais necessitados. Segundo, não me acomodo junto àqueles que defendem terroristas assassinos, antissemitas e antissionistas, como exemplarmente demonstrou o condenado Lula! Em visita a Israel, o ex-presidiário negou-se a depositar flores no túmulo de Theodor Herzl, fundador do Movimento Sionista e um dos planejadores do Estado judeu! Contudo, demonstrando sua canalhice e desprezo pelos judeus e seu Estado, colocou flores – possivelmente vermelhas, aludindo a sangue – no túmulo de Yasser Arafat, conhecido terrorista, tendo em seu currículo assassino a explosão de aviões e os assassinatos de crianças em escolas, junto ao seu grupo Fatah!

Não bastasse, recebeu no Brasil, com honras de Estado, outro iraniano assassino, Ahmadinejad, envolvido na explosão da AMIA em Buenos Aires, que vitimou 84 pessoas. Não, não sou cúmplice daqueles que se agrupam com terroristas e antissemitas que têm como objetivo transparente varrer o Estado de Israel do mapa! Como podem judias e judeus apoiarem um criminoso como Lula, que afirma que condutas de autodefesa israelenses são “práticas nazistas”?! Ou serão, na enraizada metodologia vermelha, as mais mortíferas ainda ações stalinistas?

Como Voltaire afirmou, “posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las”, mas isso não significa o endosso a que o criminoso, ex-presidiário e condenado Lula, apologista do antissemitismo e do antissionismo, e seus sectários, desrespeitem e ofendam o povo de Israel!

Judeus pensam distintamente, e alguns, com a lógica e a razão! Com aquilo que é único no ser humano e que o faz explicar racionalmente as causas e os efeitos dos fatos da realidade.

Outros professam sua religião, ideológica e fundamentalista, baseada puramente em crenças dogmáticas! Declaradamente como se autointitulam, os “judeus da resistência” vermelha, apoiadores de grupos terroristas como o Hezbollah e o Hamas, os mesmos desejosos de exterminar a civilização ocidental, os judeus e seu Estado, preferem a cegueira ideológica – consciente – à verdade dos fatos.

Alex Pipkin

Alex Pipkin

Doutor em Administração - Marketing pelo PPGA/UFRGS. Mestre em Administração - Marketing pelo PPGA/UFRGS Pós-graduado em Comércio Internacional pela FGV/RJ; em Marketing pela ESPM/SP; e em Gestão Empresarial pela PUC/RS. Bacharel em Comércio Exterior e Adm. de Empresas pela Unisinos/RS. Professor em nível de Graduação e Pós-Graduação em diversas universidades. Foi Gerente de Supply Chain da Dana para América do Sul. Foi Diretor de Supply Chain do Grupo Vipal. Conselheiro do Concex, Conselho de Comércio Exterior da FIERGS. Foi Vice-Presidente da FEDERASUL/RS. É sócio da AP Consultores Associados e atua como consultor de empresas. Autor de livros e artigos na área de gestão e negócios.