Iniciativa de auxílio aos venezuelanos e roraimenses é belo exemplo dos valores liberais

“Seja a mudança que você quer no mundo”. Com essa máxima, o Instituto Mises Brasil, presidido por Helio Beltrão, uma das mais prestigiadas instituições que, em seu caso especializada na Escola Austríaca, divulgam e lutam pela liberdade no país, anunciou a sua mais nova medida: o Ação Humana-Roraima.

Em parceria com a Paróquia Consolata da Diocese de Roraima, o IMB mobilizou voluntários para fornecer duas refeições completas por dia para 500 pessoas em Roraima, enquanto durar a arrecadação de doações, que podem ser feitas aqui. A iniciativa parte do diagnóstico de que, diante da miséria que se abateu sobre a Venezuela em consequência do socialismo e da ditadura chavista, uma crise imigratória se estabeleceu em Boa Vista e nas cidades do entorno. Era preciso agir.

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Por detrás da atitude de Helio Beltrão e sua equipe, está a convicção de que quem ajuda as pessoas são as pessoas e de que é preciso enfatizar a ação livre dos indivíduos e a responsabilidade de cada um de nós, como sujeitos na sociedade. A ideia é que a iniciativa, além de exercer efeitos imediatos, influencie outras pessoas a fazer o mesmo.

Não adianta permanecer apenas na teoria – mesmo em se admitindo, e admitimos, que ela é um campo fundamental – se não demonstrarmos, na prática, nosso compromisso com os valores que dizemos defender, bem como a viabilidade e aplicabilidade deles. Pouco vale falar sobre como deveríamos diminuir as dimensões estatais e valorizar as individuais se menosprezamos as misérias reais e concretas como “problema dos outros” e acabamos por preservá-la um combustível perfeito para o clientelismo e o populismo.

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Considero que é nosso dever divulgar a iniciativa do IMB e endossar seu notável intento de demonstrar que a iniciativa individual tem força, pode ser solidária – aliás, pode e deve representar a verdadeira expressão da solidariedade – e que o liberalismo é muito maior do que as caricaturas com que a esquerda pretende pintá-lo.

Hoje ocupando a função de diretor-presidente do Instituto Liberal, sinto-me, portanto, na obrigação de congratular o instituto amigo pela atitude necessária e nobre e trazer a informação aos leitores e seguidores de nosso blog que desejarem ajudar.

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