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Igualdade Social – Impossível, perigosa e maléfica (2)

falsasminoriasContinuo este artigo de onde parei o anterior. A única igualdade que deve ser preservada è a igualdade perante a Lei. Contudo, a esquerda odeia essa igualdade, pois significaria a perda de suas mascotes: as minorias oprimidas. Então temos desigualdade perante a Lei, com alguns mais iguais que outros e Leis “especiais” criadas para as mascotes.

Para que existam as minorias oprimidas é necessário que haja a esquerda carnívora, pois esta que as criará. Coloca-se na cabeça do indivíduo que este é oprimido por causa de sua cor, etnia, gênero e/ou classe social. O mais interessante é constatar que a soma das “Minorias oprimidas” resulta na maioria dos indivíduos do país, ou seja, se somarmos uma minoria à outra obteremos a maioria organizada.

Convencem os negros de que são das minorias oprimidas e que por isso precisam de cotas para tudo, o mesmo com imigrantes de países mais pobres e seus descendentes. Contudo, por trás dessa afirmação se esconde o racismo, pois a ideia é de que estes indivíduos são incapazes de obter sucesso através do mérito por pertencerem a uma determinada etnia travestida com a máscara da falta de oportunidades. Porém, a oportunidade não cai do céu. É o indivíduo através da livre iniciativa que cria as oportunidades.

Então vem a desculpa da “opressão” por uma elite branca, fascista, capitalista, nazista, reacionária, burguesa, etc. Aponte-me onde está a opressão em empreender livremente, gerando riqueza e distribuindo renda através da oferta de postos de trabalho? Isso pode partir de um negro, branco, pardo, asiático, gay, homem, mulher, enfim, de qualquer indivíduo independente de sua cor, etnia, sexualidade ou gênero. Basta gerar oportunidades para outros indivíduos crescerem profissionalmente, socialmente e financeiramente, que lhe chamam pelos adjetivos mencionados acima. É o ódio ao mérito e ao livre empreendimento, ou seja, a tudo que resolver os problemas criados pelo Estado sem depender deste.

Com as mulheres ocorre parecido, criam-se leis para garantir a “igualdade” entre os gêneros, porém, tais leis garantem mais direitos a um lado que ao outro e ainda tentam justificar através da falácia dos “direitos mais iguais”. Claro, para que haja direitos iguais é necessário haver direitos especiais, certo? Querem ter o direito de agredir, contudo, também querem ter proteção especial em caso de revide, ou seja, tem direito de agredir, mas não querem que haja o direito do outro à legítima defesa.

“Homens são mais fortes e as mulheres mais delicadas”. Sinto informar que isso não é generalizável, talvez a maioria dos casos esteja nesse pensamento, mas não todos. Conheço muitas mulheres mais fortes fisicamente e psicologicamente que a maioria dos homens. Toda agressão deve ser punida, mas a legítima defesa deve ser um direito inalienável. Quer bater? Então se prepare para a possibilidade de apanhar. A lei deve proteger sempre quem for agredido, jamais quem agredir. Se um homem agredir uma mulher que seja punido, o mesmo vale para uma mulher que agrida um homem, um homem que agrida outro homem, uma mulher que agrida outra mulher, um branco que agrida um negro, um negro que agrida um branco, um hétero que agrida um gay e um gay que agrida um hétero. Não deve haver distinção que não seja entre quem agrediu e quem foi agredido(a).  

A igualdade perante a Lei reside no seguinte: todos os direitos e deveres devem ser os mesmos para todos os cidadãos, assim como todas as Leis devem servir para todos. Todo furto, assassinato e/ou roubo deverá ser considerado crime independente do indivíduo que os cometeu, sendo punidos de acordo com o que é estabelecido por essas leis que não devem descriminar os indivíduos por etnia, gênero, cor, religião, sexualidade, etc, seja para lhes piorar a pena ou conceder benefícios. A única distinção que pode e deve ser feita é a gravidade do crime, por exemplo, furto menos grave que roubo, assassinato é mais grave que tentativa de assassinato e assim por diante.

Mas isso não interessa aos defensores da “igualdade social”, pois nesse caso as mascotes não teriam mais direitos que os demais, “apenas” os mesmos direitos; o que para eles é insuficiente e abominável. Um hétero deve ser julgado e punido com mais severidade ao agredir um gay, do que um gay ao agredir um hétero, sendo que o correto é que ambos sejam julgados e punidos da mesma maneira, sem distinção de gênero. Por que racismo contra negros deve ser considerado pior que racismo contra asiáticos, brancos ou pardos? Racismo é abominável independente de contra quem ocorrer.

Está estabelecida a luta de classes, aquela cuja culpa é colocada no capitalismo, mas na só existe quando estamos em um regime socialista/comunista. No socialismo/comunismo a luta de classes é incentivada, pois interessa aos socialistas/comunistas dividir a população e minar qualquer possibilidade de resistência. Instala-se o Apartheid Social para efetuar a dominação dos cidadãos e erradicação da individualidade.

Outro fetiche da esquerda é a criação no imaginário dos idiotas úteis de um mundo “igualitário” onde todos têm acesso aos mesmos produtos e serviços de qualidade magnífica. Como se nesse mundo todos tivessem uma Ferrari, os filhos em escolas que são consideradas de alto padrão e normalmente muito caras e Rolex nos pulsos. Ocorre, porém, que produtos e serviços são desenvolvidos para atender às demandas específicas. Só há Ferrari por haver uma demanda de indivíduos abastados por esse produto, o mesmo vale para o Rolex e a escola mencionada. Ou seja, não há ricos por causa da existência de Ferraris, Rolex e escolas caras, ao contrário, só há Ferrari, Rolex e escolas caras por haver indivíduos com a disposição e capacidade de consumir esses produtos e serviços.

A igualdade social só ocorre se nivelada por baixo através da socialização da pobreza. Deixa de haver demanda específicas, logo, deixa de haver produtos e serviços específicos. Ao invés de todos andarem de Ferrari e conferirem as horas em Rolex, teriam carros sucateados e relógios de plástico, e olhe lá. Sendo o Estado o grande produtor/prestador, as demandas dos indivíduos são ignoradas, sendo considerada apenas a demanda por produtos e serviços essenciais à subsistência dos mesmos.

Sabendo que essa demanda é impossível de ser calculada no sistema socialista/comunista, pois não está atrelado ao sistema de preços e ao mecanismo de lucros e prejuízos, não é possível identificar a demanda existente em cada região por determinados produtos e/ou serviços, nem quanto é necessário investir, desenvolver, produzir/prestar e distribuir para atender a essa demanda e gerar o lucro que permitirá maiores investimentos, garantirá a saúde das empresas, a continuação da fabricação dos produtos e a prestação dos serviços. Essa possibilidade, somada ao surgimento de uma demanda infinita quando os serviços e produtos são “gratuitos” (pagos pelos contribuintes), resulta em escassez dos mesmos.

Além da escassez, os produtos e serviços são mal alocados devido à impossibilidade de se medir a demanda de cada local e tomar uma decisão racional sobre a distribuição/prestação desses.

Por isso os produtos e serviços na economia planificada idealizada pelo socialismo/comunismo são ruins, escassos e mal distribuídos. E também por isso que é uma ilusão gigantesca achar que a sociedade no socialismo/comunismo será igualitária e todos andarão com os melhores carros, consumirão os melhores vinhos e terão acesso à melhor educação, saúde e transporte. Alguns terão acesso a tudo isso, os governantes/ditadores, que retém nas próprias mãos todos os meios de produção, prestação de serviços e o poder econômico. Eles terão agasalhos da Adidas (como Fidel Castro), Rolex (como Che Guevara) e computadores da Apple (como Kim Jong-un). 

Querem igualdade entre os cidadãos, tornando todos pobres sobre a sombra do socialismo/comunismo, mas a si mesmos querem resguardar os benefícios e confortos do capitalismo. Há sistema mais desigual que esse? A defesa e implantação da “igualdade social” resultam na miséria da população e riqueza dos governantes, que reservam para si os recursos e direitos, enquanto jogam à população os deveres que interessam ao Estado e lhe retiram toda liberdade e dignidade.

No próximo artigo desta série falarei sobre a relação entre miséria e desigualdade e como esta é distorcida pelo discurso da igualdade social.

Roberto Barricelli

Roberto Barricelli

Assessor de Imprensa do Instituto Liberal e Diretor de Comunicação do Instituto Pela Justiça. Roberto Lacerda Barricelli é autor de blogs, jornalista, poeta e escritor. Paulistano, assumidamente Liberal, é voluntário na resistência às doutrinas coletivistas e autoritárias.