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Fazendo política interna e externa com rombo nos cofres públicos

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Uma das principais notícias da semana foi a precarização do relacionamento entre os governos de Brasil e Israel, que começou, e isso deve ser destacado, com a retirada do diplomata brasileiro do país de maioria judia, ou seja, por culpa do Brasil.

Em seguida vieram as retaliações, com a declaração engraçada de que somos anões diplomáticos, pois não traduzimos nosso poder econômico, cultural e territorial em liderança internacional. Como forma de contestação, o Brasil conseguiu convencer alguns outros países latino-americanos (Chile e El Salvador) a também retirar seus embaixadores de Israel.

Se formos anões diplomáticos; o que acho que não é o caso, não deixa de ser interessante o fato de que estamos, pelo menos, comprando alguns sapatos altos, para ver se pelo menos disfarçamos nossa altura. O problema é que esses sapatos tem nos saído muito caro.

A começar com Cuba, foi um bilhão de reais para a construção do Porto Mariel e agora o Governo já sinaliza o empréstimo de mais meio bilhão para reformas estruturais.

Na Nicarágua, vamos investir mais de um bilhão e meio de reais em uma hidrelétrica.

No Uruguai, serão oitocentos milhões de reais para a construção de um porto que, ainda por cima, vai tomar clientes dos portos do sul do Brasil.

Na Bolívia, que, no Governo Lula, nacionalizou bens brasileiros, vamos financiar uma rodovia de quase um bilhão de reais.

Em Angola, pelos menos meio bilhão de reais com investimento em infraestrutura.

Nos demais países africanos, mais de 4 bilhões de reais em dívidas perdoadas.

Praticamente todas essas operações foram classificadas como sigilosas pelo Governo Federal, o que denota a absoluta falta de transparência do PT.

No âmbito interno, nessa semana tivemos um festival de anúncios de estímulo ao crédito, com diminuição do depósito compulsório injetando R$ 30 bilhões na economia, e vários subsídios a setores pontuais da economia.

No final, temos a chocante notícia de que o setor público nacional teve um déficit primário consolidado de R$ 2,1 bilhões, sendo R$1,9 bilhão apenas pelo Governo Federal. Será que é tão chocante assim? Ou não virou política de Governo a compra de prestígio interno e externo junto a empresários e governantes com o dinheiro vilipendiado da população nacional? Essa é a única conclusão plausível.

E se a compra de prestígio agora é política de Governo, vou me dar ao luxo de terminar esse texto com uma piada:

Um dia chegou o chanceler israelense e perguntou: Dilma, eu sei que você não tem qualquer liderança natural, então como você conseguiu fazer com que essas bactérias diplomáticas, como El Salvador, te seguissem e retirassem seus embaixadores de Israel?

Então Dilma respondeu: ora, eu comprei a liderança, e se eu comprei, eu tenho!

Bernardo Santoro

Bernardo Santoro

Mestre em Teoria e Filosofia do Direito (UERJ), Mestrando em Economia (Universidad Francisco Marroquín) e Pós-Graduado em Economia (UERJ). Professor de Economia Política das Faculdades de Direito da UERJ e da UFRJ. Advogado e Diretor-Executivo do Instituto Liberal.