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Esclarecimento sobre a linha editorial do Instituto Liberal

Um artigo publicado no blog do Instituto Liberal na manhã de segunda-feira, 22/09, suscitou uma certa discussão na internet em virtude de uma suposta defesa enérgica do mercado informal praticado por camelôs em São Paulo. Tal visão é defendida com bastante vigor pela corrente liberal mais extrema, o anarco-liberalismo” ou anarco-capitalismo, que considera qualquer intervenção estatal em um mercado livre e voluntário como sendo violência ilegítima. Essa visão é criticada por outras correntes liberais, especialmente as de cunho liberal-conservador, em virtude de uma suposta quebra do Estado de Direito, que é outro princípio importante da filosofia politica liberal. Chegaram a xingar o Instituto Liberal de esquerdista.

Um artigo publicado no blog do Instituto Liberal na manhã da segunda-feira, 19/05, suscitou uma certa discussão na internet em virtude de uma defesa do fim da “indústria da favelização”, promovendo um direito de propriedade definido através do Estado de Direito. Tal visão é defendida com bastante vigor pela corrente liberal-conservadora, que considera o rito processual adequado de elaboração das leis tão importante quanto a propriedade privada em si. Essa visão é criticada por outras correntes liberais, especialmente as de cunho anarco-liberal, em virtude de uma suposta dependência do direito de propriedade, um direito natural, ao processo positivador do Estado. Chegaram a xingar o Instituto Liberal de “liberal” (liberal entre aspas, ou liberal de mentirinha).

O fato de dois grupos nos extremos opostos dentro do pensamento liberal criticarem ou elogiarem artigos do Instituto Liberal por razões díspares nos dá uma certeza clara: a de que estamos fazendo um trabalho correto de divulgação plural de TODO O PENSAMENTO LIBERAL, e não somente um nicho ou outro, como fazem com muita competência outros institutos amigos, com quem temos excelente relacionamento.

É da tradição e da vontade da Diretoria e dos mantenedores e patrocinadores do Instituto Liberal a publicação de artigos de todas as correntes internas do liberalismo, sem exceção ou predileção, abrindo espaço inclusive para autores nacionais e internacionais produzirem réplicas e tréplicas sobre o assunto pautado. Queremos aqui artigos liberais clássicos, liberal-conservadores, social-liberais e anarco-liberais. Nossa certeza é que o bom debate interno enriquecerá tremendamente o leitor e cliente deste Instituto Liberal. As publicações neste espaço passam por um conselho editorial que nem sempre é unânime na aprovação de artigos, mas estará sempre engajado na luta pelo diálogo interno do movimento liberal brasileiro, ainda que determinados artigos não reflitam o pensamento individual específico do seu Presidente, do seu Diretor-Executivo, do seu Assessor de Imprensa ou de algum outro Diretor.

Por fim, posso garantir que todo artigo aqui publicado visará a busca pelos objetivos e valores estatutários do IL:

Promover a pesquisa, a produção e a divulgação de idéias, teorias e conceitos sobre as vantagens de uma sociedade baseada:
– no Estado de direito, no plano jurídico;
– na democracia representativa, no plano político;
– na economia de mercado, no plano econômico;
– na descentralização do poder, no plano administrativo.

Levar ao conhecimento público, através da mesma ação, as vantagens de uma sociedade estruturada de acordo com os princípios:
– da livre iniciativa;
– da propriedade privada;
– do lucro;
– da responsabilidade individual; e
– da igualdade de todos perante as leis.

Agradecemos novamente a compreensão e estamos abertos a dúvidas e sugestões.

Atenciosamente,

Bernardo Santoro
Diretor-Executivo do Instituto Liberal.

Bernardo Santoro

Bernardo Santoro

Mestre em Teoria e Filosofia do Direito (UERJ), Mestrando em Economia (Universidad Francisco Marroquín) e Pós-Graduado em Economia (UERJ). Professor de Economia Política das Faculdades de Direito da UERJ e da UFRJ. Advogado e Diretor-Executivo do Instituto Liberal.

12 comentários em “Esclarecimento sobre a linha editorial do Instituto Liberal

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    29/09/2014 em 2:39 pm
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    Esta seita neo-libertária está seguindo muito bem a tática da esquerda com seus Mavs: eles ganham dimensão através do barulho que fazem, do tumulto, do apoio a atitudes irresponsáveis, à animosidade, ao levante popular.
    Quem é correto sempre encontra um meio de desempenhar suas funções de forma digna. Mesmo um cameLô pode encontrar espaços de permanência e inscrever-se no portal do empreendedor e registrar-se como todo mundo é obrigado a fazer.
    Essa insubmissão é típica desse neo-libertários criados a leite-com-pêra, em sua maioria vindo do mercado financeiro, que nunca foram para uma rua ou foram comerciante de uma loja de calçada. Nao conhecem o mundo real e elegem como herói qualquer irresponsável insubmisso que faz chacota com estado de direito.
    Quem te viu, quem te vê, o IL, que sempre ecoou os ansieios de inúmeros comerciantes, profissionais liberais, pequenos empresários, gente que construiu o próprio sucesso a base de muito esforço, dar espaço a esste discuso demagogo, populista, leviano, irresponsável e fortemente pretensioso e provocador para o ambiente de discussões respeitosas e saudáveis que sempre pautou este instituto.

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    27/09/2014 em 11:11 am
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    Estamos a uma semana das eleições e nossos inimigos estão unidos e pragmáticos, enquanto nós ficamos discutindo o sexo dos anjos. Conservadores e Liberais Clássicos, devemos nos unir agora ou vão nos calar para sempre!

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    27/09/2014 em 1:14 am
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    Tenho pena do Rodrigo Constantino … será apunhalado por pessoas de esquerda que estão “vestindo” a camisa de Liberalistas. O pior de tudo é que, seguindo essa linha, o partido NOVO pode acabar nascendo VELHO!

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      29/09/2014 em 12:17 am
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      Exatamente, isso que esta acontecendo, é a velha subversão sendo usada.

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    26/09/2014 em 8:45 pm
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    Você é a parte mais importante da sociedade.
    Isso continua me motivando a ser contra a ação de um agente do estado que levou a morte de um civil.
    Parece que os liberais estão esquecendo de algo que seria a sua principal motivação, seja qual for a corrente liberal: o individuo, o respeito a vida!

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    25/09/2014 em 12:54 pm
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    As distinções entre direita x esquerda e liberais x conservadores estão cada vez nebulosas graças à infiltração de dois grupos, que eu identifico como libertários e progressistas. O comentarista aí de cima erra grosseiramente ao dizer que conservadores são inimgos dos liberais. Conservadores são inimigos dos PROGRESSISTAS, que sequestraram o uso da alcunha LIBERAL e se dizem como tais. Alguem por favor me corrija se achar que progressismo e liberalismo sejam a mesma coisa. Não são. outra vertente que está a fazer estragos nas hostes liberais-conservadoras, que dão os braços e andam juntas, mas não são uma coisa só. Concordo com quem diz que não dá para ser liberal e conservador ao mesmo tempo.
    Esse pessoal sedizente libertário (eu diria que são ultra-progressistas e são fundamentalmente esquerdistas disfarçados de liberais), só porque dizem defender um estado mínimo e a liberdade absoluta do indivíduo, buscam solapar toda estrutura social, política e moral vigente em nome de algo que eu entendo como “um novo mundo possível”.
    Desta forma, eu vejo o IL muito mais conservador do que “liberal”, no sentido que se quer dar a esta palavra.

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      29/09/2014 em 12:23 am
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      Exatamente não devemos nos contaminar com a subversão, estratégia de manipulação e corrupção de uma idéia, muito usada pela esquerda alias.

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    25/09/2014 em 11:39 am
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    Ola Bernardo,

    Estou entre aqueles que tiveram grandes restrições com o texto da “Morte do Camelo em SP”.

    Aqui no seu artigo sobre a posição editorial do IL, vc defende o texto e o autor, colocando a figura do “Anarco-Liberal”, como uma das muitas vertentes aceitáveis do Liberalismo.

    Mas ao citar os valores estatutários do IL, o primeiro item da sua lista é o respeito ao Estado de Direito.

    Assim minha questão é, será possível uma sociedade baseada no Estado de Direito, que comungue ideais “Anarco-Liberais”, “Anarco-Capitalistas” ou “Anarco” qqer coisa?

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    25/09/2014 em 11:28 am
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    O termo liberal conservador é em si contraditório, é uma tentativa de misturar chiclete com banana. Os conservadores são os adversários históricos dos liberais. Os conservadores são estatistas, acreditam no estado ou governo benevolente. Estão a meio caminho dos socialistas. Já os Liberais sociais são termos , alem de contraditórios, excludentes, pois socialismo pressupõe a supremacia do estado e o liberalismo discorda frontalmente. Anarco-liberais igualmente. Os anarquistas defendem a ausência do governo, enquanto os liberais reconhecem que o estado tem uma função primordial para o homem desde que limitado à sua função única e exclusiva da produção da segurança.
    Como disse Mises, O liberalismo não é uma doutrina completa e um dogma imutável. Pelo contrário, é aplicação dos ensinamentos da ciência à vida social dos homens. Disse também que embora diferente hoje do que fora antes seus fundamentos entretanto permanecem inalteráveis. O que ocorre é uma negligência senão ignorância mesmo, em relação à concisão de seu significado assim como da sua essência, levando no passado como nos dias de hoje a uma tentativa da diluição deste significado em supostas vertentes de um mesmo tronco. Os liberais tem que lutar pelo resgate do termo, o que inclui lutar contra estas tendencias. Com relação a doutrina liberal não há meio termo.

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    25/09/2014 em 2:33 am
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    Como disse o grande Mauad, não existe esse tal de liberal-conservador.

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      25/09/2014 em 11:07 am
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      O presidente do IL não existe então, tá ‘serto’. Pode ser até que seja liberal clássico, mas tem viés conservador sim.

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        27/09/2014 em 1:01 am
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        Existe, mas não é liberal e suja o nome do liberalismo. Coisa mais comum eu me identificar como liberal e me associarem ao RC.

        Só um ex.: Brasil tem mais de 50 mil homicídios por ano e o presidente diz que a questão das drogas não é prioridade. Imagina se fosse.

        Qualquer um que acompanha o mov. liberal pela internet conhece a involução do Constantino.

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