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Empresas e Impostos: o que muita gente não leva em conta

NCPA*

Bolsa_de_Valores_de_Sao_PauloA Tax Foundation [1] revela, em novo relatório, como as empresas estão vivendo na atual economia.

Embora os comentaristas políticos falem das empresas, muitas vezes, como se fossem entidades próprias, o relatório começa por notar que as leis que causam impacto nas empresas, em última análise, afetam as pessoas:

“A realidade é que as empresas são simplesmente grupos de pessoas; são trabalhadores, consumidores e acionistas”.

Sendo assim, um imposto sobre a empresa não é um imposto sobre alguma entidade empresarial sem rosto, mas, em última análise, é um imposto sobre os cidadãos, seja resultando em salários mais baixos para os trabalhadores ou em preços mais altos para os consumidores.

O relatório oferece uma série de estatísticas e números sobre pequenas e grandes empresas que podem surpreender a opinião pública:

  • Muitas pessoas acreditam que as grandes empresas recebem excesso de benefícios fiscais; na realidade, são as pessoas, não as corporações, que recebem a maior parte dos benefícios fiscais. Em 2014, apenas 13 por cento de todas as despesas fiscais irão para as empresas, de acordo com a Secretaria de Administração e Orçamento[2], enquanto os restantes 87 por cento irão para pessoas físicas.
  • Alíquotas elevadas de imposto de renda sobre quem tem altos rendimentos na realidade incidem sobre as empresas porque muitas delas são entidades “de repasse”, o que significa que os lucros das empresas são tributados quando o proprietário individual paga seu próprio imposto de renda. Setenta e quatro por cento das receitas de empresas de repasse são ganhos de pessoas físicas com renda de mais de 100.000 dólares.
  • Menos de 1 por cento das empresas emprega metade (50,6 por cento) da mão de obra do setor privado.
  • As alíquotas de imposto das corporações em muitos países têm caído ao longo dos últimos 10 anos, deixando os Estados Unidos para trás. Os Estados Unidos têm uma alíquota de IRPJ de 39,1 por cento, superior à média mundial. Só há dois países com alíquota de imposto de renda mais alta do que a dos Estados Unidos: o Chade e os Emirados Árabes Unidos.

O relatório observa que o crescimento econômico nos Estados Unidos tem sido baixo desde 2000, e apela aos formuladores de políticas públicas a fazerem uma reforma na política econômica e fiscal que estimule o crescimento.

* NATIONAL CENTER FOR POLICY ANALYSIS

Artigo na íntegra: “Business in America: Illustrated,” Tax Foundation, November 2014.

Tradução / adaptação: Ligia Filgueiras

imagem: Wikipédia

[1]Fundação sobre Impostos, [numa tradução livre], sediada em Washington, DC, EUA.

[2] Office of Management and Budget, no original. Órgão do governo americano diretamente ligado à Presidência.

Ligia Filgueiras

Ligia Filgueiras

Jornalista, Bacharel em Publicidade e Propaganda (UFRJ). Colaboradora do IL desde 1991, atuando em fundraising, marketing, edição de newsletters, do primeiro site e primeiros blogs do IL. Tradutora do IL.

Um comentário em “Empresas e Impostos: o que muita gente não leva em conta

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    25/11/2014 em 12:11 pm
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    http://www.institutoliberal.org.br/blog/empresas-e-impostos-o-que-muita-gente-nao-leva-em-conta/?utm_source=Assinantes+do+site+do+Instituto+Liberal&utm_campaign=e965f2061d-RSS_EMAIL_CAMPAIGN&utm_medium=email&utm_term=0_b1c6494f94-e965f2061d-187652245

    Este tipo de repasse, principalmente de impostos e taxas, para as costas do trabalhador, é muito comum no varejo. E Governos e Empresários tiram proveito disto, se aproveitando da ignorância do povinho deste Brasil varonil. Você quer ver um pobre, principalmente se ele for da esquerda burra, ficar feliz? É só contar à ele que todos os impostos e taxas cobrados dos comerciantes, dos quais ele é freguês, são bem mais altas do que as que incidem sobre as mesmas taxas e impostos que ele paga.

    Para ele isto é a gloria. É a sua vitória do Davi, povo, contra o Golias, empresários. E os governantes que não são tão imbecis, como deixam transparecer, se aproveitam da oportunidade, e ainda posam de Robin Wood, aquele da história juvenil que dizia que ele tirava dos ricos para dar aos pobres. Só que os nossos governantes, pelo menos ao que todos sabemos, tira de quem não deveria tirar, para encher as suas próprias burras.

    Já o comerciante, muito do esperto, faz questão de mostrar à todos, o quanto ele é explorado pelo governo. E agindo assim, eles, os comerciantes, matam dois coelhos com uma cajadada só. Agride o governante, e com razão. Pois se os impostos e taxas fossem iguais para todos, eles poderiam oferecer um preço menor das suas mercadorias, aos seus fregueses. E no final, quem acaba pagando o pato, é sempre o infeliz do trabalhador.
    Porque o comerciante que é inteligente, alias, nem todos. Tem até uma história de que uma grande líder política, ocupando um cargo de alto relevo na Republica, quando ainda não militava no meio político, levou uma lojinha de R$1.99 à falência. Bem, mas esta história já é passado, pois hoje isto não ocorre mais. Todos os comerciantes, por menor que seja o seu estabelecimento comercial, tem sempre um contador para orientá-lo à repassar para o custo, todos os impostos e taxas cobradas com custos diferenciados.

    E enquanto isto, no país das maravilhas, os ignorantes tupiniquins continuam aplaudindo o governo, e sendo vitimas da sua própria estupides. De um país onde os governantes jogam milhares de livros em um caminhão coletor de lixo para serem triturados, não se pode mesmo esperar nada diferente do que ocorre desde sempre. Eu lembro-me perfeitamente que, no período do Governo militar, quando um banco era assaltado, e saia a noticia nos jornais e nas TVs., no dia seguinte quando você ia comentar sobre o assunto entre os conhecidos, sempre ouvia, pelo menos de alguns deles o seguinte:

    Azar deles, eu não tenho banco mesmo. Vejam quanta ignorância reunida num só cérebro, se é que podemos chamar de cérebro um órgão que possui apenas dois neurônios. Será que este energúmeno não consegue ao menos conjecturar que, o banqueiro nunca estará sujeito à prejuízos de qualquer natureza? Por isto eles pagam elevadas taxas de seguro, contra tudo, e contra todos. E depois diluem o custo do seguro nas taxas de juros sobre o empréstimo que o povão busca junto às agências bancarias. Será que ao menos alguns destes idiotas não conseguem pensar que, em havendo um assalto em uma agência bancária, ou outro estabelecimento comercial qualquer, a probabilidade de sair um tiroteio é muito grande, e que poderá haver vítimas, inclusive fatais.

    E dentre estas vítimas poderá estar um parente seu, ou mesmo um amigo. Em 1971, eu era caixa na antiga Light, e recebemos a visita dos amigos do alheio que, na ocasião levarão aproximadamente CR$40.000.000,00 ( naquele tempo ainda era cruzeiro). E nos comentários posteriores, a ladainha era a mesma: Azar deles, eu não gosto de americano mesmo. A Light era do Grupo Brascan, Canadense. Eta povinho de Marte. Qualquer duvida me ligue

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