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Qual o problema de bilionários “jogarem dinheiro para o espaço”?

Um artigo publicado na Folha de S. Paulo com o título Bilionários jogam dinheiro para o espaço num mundo de pandemia à beira do colapso climático tem todos os ingredientes de que a esquerda mais gosta. Pandemia, mudanças climáticas, camada de ozônio, desigualdades – não por acaso, ficou entre as top 5 matérias mais lidas da Folha.

Mas o pano de fundo mesmo é o de sempre: inveja. Muita inveja. A autora se dá o direito de querer dizer como os bilionários deveriam gastar seu dinheiro, porque, evidentemente, ela deve saber muito melhor do que eles quais os melhores investimentos, os custos de oportunidade, etc.. Sem falar que, para a valente articulista, essas viagens são puro capricho de homens que não têm mais o que fazer com tanto dinheiro.

A metáfora segundo a qual os bilionários estariam jogando “dinheiro para o espaço” com essas viagens espaciais é tão ruim que não valeria nem mesmo comentar, mas como eu sei que há muitos tolos por aí pensando a mesma coisa, vá lá: projetos ambiciosos como estes, além de desenvolver novas tecnologias, novos materiais e sistemas, mais econômicas e eficientes que os existentes, geram milhares (talvez milhões) de empregos ao redor do mundo.

Porém, tudo isso, como diria Bastiat, é o que não se vê, porque pessoas como esta senhora só conseguem enxergar o que está diante de seus olhos – e, mesmo assim, nem sempre.

João Luiz Mauad

João Luiz Mauad

João Luiz Mauad é administrador de empresas formado pela FGV-RJ, profissional liberal (consultor de empresas) e diretor do Instituto Liberal. Escreve para vários periódicos como os jornais O Globo, Zero Hora e Gazeta do Povo.