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A liberdade econômica aumenta o bem-estar humano

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No meu livro Em defesa do capitalismo – Desmascarando mitos, eu mostro que a vida das pessoas é muito melhor onde há mais liberdade econômica. A população da Coreia do Sul está melhor do que seus vizinhos do outro lado da fronteira na Coreia do Norte; a vida era muito melhor na Alemanha Ocidental do que na Alemanha Oriental; e os chilenos estão em melhor situação do que os venezuelanos. A expansão das liberdades econômicas por meio de reformas de mercado livre – na China sob Deng Xiaoping, no Reino Unido sob Margaret Thatcher e nos EUA sob Ronald Reagan – aumentou a prosperidade econômica para a maioria dos cidadãos em cada um desses países.

Há duas maneiras diferentes de abordar a questão de saber se é mais intervenção estatal ou maior liberdade de mercado que promove a prosperidade das pessoas: você pode adotar uma abordagem teórica e discutir as vantagens e desvantagens de diferentes sistemas econômicos ou pode adotar uma abordagem mais prática e determinar qual sistema funciona melhor na prática. Em qualquer momento, uma série de experimentos sociais estão sendo conduzidos ao redor do mundo. O resultado tem sido consistentemente o mesmo: uma economia planejada e intervenção estatal pesada sempre levam a resultados piores do que uma economia de mercado. Isso é verdade não apenas para os países descritos até agora em nossa série, mas de forma geral, como demonstrado pelo Índice de Liberdade Econômica compilado pela Heritage Foundation todos os anos desde 1995.

O índice, publicado mais recentemente em 2023, mede e classifica a liberdade econômica em 176 países. O Índice de Liberdade Econômica também poderia ser descrito como um índice de capitalismo, como aponta o sociólogo Erich Weede. Mesmo uma breve olhada no índice revela uma clara correlação entre capitalismo e prosperidade.

Segundo o índice de 2023, os países mais economicamente livres são Singapura, Suíça, Irlanda, Taiwan, Nova Zelândia, Estônia, Luxemburgo, Países Baixos, Dinamarca e Suécia. Os países menos economicamente livres do mundo são Zimbabwe, Sudão, Venezuela, Cuba e Coreia do Norte.

Países que fizeram avanços muito significativos no Índice de Liberdade Econômica nos últimos 25 anos têm se desenvolvido especialmente bem economicamente, e a situação de seus cidadãos melhorou drasticamente. Em nenhum país de tamanho comparável, a liberdade econômica aumentou tanto neste período quanto na Polônia e no Vietnã. Os vietnamitas iniciaram um programa de reformas de economia de mercado em 1986, chamado Doi Moi (em português: ‘inovação’ ou ‘renovação’). Alguns anos depois, a Polônia também decidiu implementar reformas de economia de mercado. Em ambos os países, essas reformas resultaram em um crescimento econômico notável e melhorias dramáticas nos padrões de vida.

Como a Heritage Foundation mede o grau de liberdade econômica em cada país? É impossível medir a liberdade econômica com base apenas em dois ou três indicadores. Por exemplo, a Suécia ocupa o 10º lugar geral no índice de 2023 com uma pontuação de 77,5, apesar de ter uma das cargas tributárias mais altas do mundo. Se este fosse o único critério usado para avaliar a liberdade econômica, a Suécia estaria muito abaixo no ranking, com uma pontuação de apenas 45,1. No entanto, em outras áreas, o país tem pontuações altas e está perto do topo do índice. Em termos de direitos de propriedade, a Suécia possui uma pontuação extremamente alta de 96,6, e, para saúde fiscal, a pontuação do país é de 96,2.

O índice utiliza 12 componentes igualmente ponderados para determinar o nível de liberdade econômica de cada país: Direitos de Propriedade, Efetividade Judicial, Integridade Governamental, Carga Tributária, Gastos Governamentais, Saúde Fiscal, Liberdade Empresarial, Liberdade Laboral, Liberdade Monetária, Liberdade de Comércio, Liberdade de Investimento e Liberdade Financeira.

As economias classificadas como “livres” ou “majoritariamente livres” desfrutam de níveis de renda e crescimento econômico muito superiores aos países “majoritariamente não livres” e “reprimidos”. Os países economicamente “livres” têm um PIB per capita médio de 92.502 dólares americanos, o que é muito superior à média de 8.124 dólares americanos nos países “reprimidos” economicamente.

A comparação da média percentual da população vivendo na pobreza multidimensional em 105 países em desenvolvimento revelou que 31,2% das pessoas nos “países majoritariamente não livres e reprimidos” viviam em extrema pobreza, em contraste com apenas 8,1% nos países “majoritariamente livres” e “moderadamente livres”.

Até mesmo os padrões ambientais – ao contrário da alegação de que o capitalismo é responsável pela degradação ambiental – são significativamente mais altos nos países com maior grau de liberdade econômica do que nos países com pouca ou nenhuma liberdade econômica.

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Rainer Zitelmann

Rainer Zitelmann

É doutor em História e Sociologia. Ele é autor de 26 livros, lecionou na Universidade Livre de Berlim e foi chefe de seção de um grande jornal da Alemanha. No Brasil, publicou, em parceria com o IL, O Capitalismo não é o problema, é a solução e Em defesa do capitalismo - Desmascarando mitos.

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