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É assustador que existam vozes que ainda vejam o lulopetismo como opção

O levante em Cuba lembra-nos de que o PT nos associou àquela ditadura contra a qual o povo cubano, pobres-coitados, tenta finalmente, ou mais uma vez, se rebelar.

É assustador que existam vozes falando em Lula para 2022, depois de tudo que o Brasil e a América Latina vem passando com esses sujeitos frios e calculistas do Foro de São Paulo.

Por outro lado, preocupa que Bolsonaro possa ter um surto autoritário e querer virar um Hugo Chávez tupiniquim. STF, AGU, ministérios, Receita Federal não foram desaparelhados.

Pelo contrário, em quase todas as oportunidades que Bolsonaro teve para preencher cargos, vimos desde pragmáticos comprometidos com o sistema até petistas sendo indicados.

Enquanto Lula é uma certeza, Bolsonaro ainda é uma incógnita.

Nos 8 anos de mandato do Lula e nos que foram exercidos pela Dilma, vimos que uma organização criminosa com ramificações internacionais se instalou no centro do poder do governo federal.

Suprimiram as liberdades como nunca e roubaram o erário e as estatais em proporções jamais vistas. Foi um verdadeiro caso de surto de corrupção pandêmica, comprovado pela Lava Jato.

Em pouco mais de 2 anos e meio, Bolsonaro falou mais do que fez e o que disse não agrada ninguém, a não ser aqueles que passaram a ser conhecidos como bolsonaristas.

Sua inabilidade para várias questões, que os fanáticos seguidores chamam de táticas de um grão-mestre de xadrez, desidratou propostas vitais para a recuperação moral e econômica do Brasil. Não soube produzir o ambiente necessário para ter a aprovação da verdadeira reforma da previdência, o que parece se repetir nos casos das reformas administrativa e tributária.

O país continua sendo um dos mais fechados do mundo e a educação piora vergonhosamente.

Há algumas coisas que andaram razoavelmente, porém, dada a sua relevância, mas acabaram sendo neutralizadas pela disfuncionalidade do governo em geral e pelo baixo vigor do setor produtivo, esgotado pela regulação e taxação gigantescas, que em nada mudaram.

E agora? O que teremos em 2022? “Lula ladrão teu lugar é na prisão” ou “Ele não. Fora Bolsonaro”?

No Brasil, sobram estatistas e faltam estadistas. A diferença entre esses dois conceitos é sutil, mas decisiva.

Roberto Rachewsky

Roberto Rachewsky

Empresário e articulista.