Dilma vai cair e agora o inimigo é outro

 

Xadres-1No domingo, após a votação na Câmara de Deputados que resultou em 367 votos a favor e 146 contra, foi dado prosseguimento do processo do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Tudo indica que a saída de Dilma está próxima de ser consolidada. Vencemos a batalha econômica, pois se demonstrou que Dilma e seus ministros da área econômica não são bons gestores, já que levaram o país à bancarrota, com altos índices de inflação e desemprego. Caminhamos, então, para vencer a segunda batalha, a batalha política, porque se prova a cada dia que o ideário defendido pelo Partido dos Trabalhadores e por suas linhas auxiliares (REDE, PSOL, PCdoB e PDT) não combina em nada com o respeito à democracia.

Agora se deve iniciar a batalha mais árdua para podemos ter o nosso país livre do ideário de esquerda: a batalha cultural. Desde a década de 1950, com ênfase na década de 1970, os socialistas tomaram de assalto o jornalismo, o movimento sindical, as artes, a educação e a música. E vêm causando estragos até hoje. Vivemos cercados de figuras como Xico Sá, Chico Buarque, Tico Santa Cruz, Cristiana Lôbo, Letícia Sabatella, Wagner Moura, Gilberto Gil, Marilena Chauí, Emir Sader, Camila Pitanga, Beth Carvalho e Mônica Iozzi. Só falando em alguns nomes ligados às atividades culturais que são defensoras do socialismo.

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Vemos sindicatos como a CUT, o MST, a CONTAG, o MTST e a UNE defendendo o indefensável, tomando espaços e propagando a sua ideologia sanguinária e nefasta. O espectro político localizado à direita deve, sim, se preocupar estas questões, uma vez que não adianta cassar a presidente Dilma se não se realizarmos uma faxina nessas áreas. Afinal, mantendo-se o espaço desses grupos e as suas ações de desinformação e em defesa do socialismo, injetar-se-ão mais e mais intelectuais de esquerda na mídia, simplesmente sustentando o estrago atual.

Para começarmos a reverter o jogo, a primeira ação é realizar uma tomada do ambiente educacional através de reformas curriculares nas escolas e universidades, aliadas à formação de uma militância para a defesa das ideias à direita, sejam elas tanto do conservadorismo quanto do anarco-capitalismo. Assim, depois de algum tempo, será possível iniciar o debate de ideias no meio universitário, uma vez que a academia brasileira carece de debates, até hoje monopolizados pelas ideologias à esquerda.

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O segundo passo é a formação de lideranças que defendam com todo vigor as ideias da liberdade. Este já é um trabalho que tem sido realizado por alguns think tanks brasileiros como o Instituto Ludwig von Mises Brasil, o Instituto de Formação de Líderes, o Instituto Millenium e o próprio Instituto Liberal. Isto é fundamental para que possamos ter munição intelectual para um bom debate de ideias e para que nunca mais tenhamos que sofrer na mão de governos socialistas e estatistas.

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