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Desencantei-me com a esquerda! E agora?!

desencanto1Palma, palma, não priemos cânico! O movimento (literalmente) que mais acontece no Brasil, sobretudo nos dois últimos anos, é de pessoas se movendo da esquerda para a direita.

Mesmo com ojeriza dessa palavra: direita. Que dirá seus sub-conceitos mais específicos: liberal, conservador, libertário, reacionário. Todos palavrões no inconsciente coletivo, no imaginário social.

A esquerda era associada à justiça social, à igualdade, aos oprimidos, à democracia, ao povo e aos pobres.

A direita, vista pela esquerda, era uma pequena elite de poderosos que, sem direito, tomou o poder com mãos autoritárias e enriquecia através da exploração dos proletários (ou apenas “trabalhadores”, quando o primeiro termo ficou claramente antiquado e brega).

Bastava, então, declarar que tudo aquilo que não fosse um país governado de cabo a rabo por esquerdistas seria “de direita”.

desencanto2É famoso o bordão repetido pelos remanescentes esquerdistas em pleno século XXI no Brasil: “A direita governou por 500 anos, agora deixe a gente governar”. Algo que seria hilário, não fosse a burrice tão crônica: a direita não tem nada a ver com o que a esquerda define que seja sua inimiga – e muito menos a direita apareceu no Brasil – que dirá na desastrosa ditadura militar.

Basta ver que países no mundo são de esquerda e que países são de direita – liberais ou conservadores.

Países de esquerda são Cuba, Venezuela, Coréia do Norte, Laos, a Grécia quebrada, a França do Terror, a União Soviética do Gulag, a China da ausência de liberdade. Todos ditaduras – e militares.

Países com tradição de direita (nenhum “oficialmente” instituído com a proibição de esquerdistas com poder de representação) são Suíça, Austrália, Canadá, Reino Unido (sobretudo a Inglaterra), América, Áustria, Alemanha, Israel, Japão, Coréia do Sul. Qual deles é uma ditadura? Qual deles é opressor autoritário de um povo injustiçado pela força de uma elite malvada?

Era fácil ser de esquerda no mundo bipolar da Guerra Fria, e supor a vitória de uma “social democracia” ou “Estado de bem-estar social” nos confusos termos que tentaram “ultrapassar” aquele período – e na bizarra crença esquerdista de que o Estado inchado nórdico tinha algo a ver com socialismo, e fosse “menos” capitalista do que países de Estado forte e paternalista como o Brasil, com sua cultura de politizar toda a vida.

desencanto3Até que veio a consagração do PT e… veio o mensalão, veio todo o esquema econômico traduzido em “Bolsas” que logo perderam o encanto, a numerologia que cada vez mais é apartada da realidade (do “tirou 40 milhões da miséria” até os jornalistas petistas garantindo que o PT triplicou o valor do real perante o dólar), a blogosfera progressista, o plano de regular a mídia e a internet, o negacionismo psicótico da militância para admitir corrupção ou malversação, a transferência de dinheiro para ditaduras, o petrolão, o BNDES, o fracasso político com as alianças que iam de Collor, Maluf e Sarney a Feliciano, Cunha e Temer (ao contrário do que se diz, todos são ou foram da base governista), o aparelhamento de estatais que fizeram até uma petrolífera dar prejuízo, a falência econômica com o dinheiro das Bolsas acabando com a classe produtiva (e o PT com cada vez menos a “distribuir”, gerando as pedaladas fiscais para fingir que faz um bom trabalho) e, por fim, o Tico Santa Cruz.

Todos estes elementos fazem com que ser de esquerda não seja mais apenas antiquado, retrógrado, uma explicação primitiva da realidade, uma estética que se diz transgressora e é mais almofadinha e acomodada do que o Zé de Abreu, um ideário tão apartado dos reais problemas das pessoas – e sobretudo dos pobres – quanto um mangá sobre invasões alienígenas.

Fazem com que o esquerdista restante do século XXI seja o maior dos maiores bobos da corte – quando não está puxando saco de tiranias, bandidos e corruptos, está apenas sendo o paspalhão do qual todas as pessoas sérias estão a rir.

O sonho acabou? É o que dizem os artigos que pipocaram na grande e pequena mídia nessa semana. Aqui é que está a perigosíssima encruzilhada para saber se daremos um passo na melhor direção ou se ficaremos perdidos e apatetados diante das tessituras do mundo real dando opiniões a esmo como colunistas da Carta Maior.

desencanto4Não, o sonho não acabou. G. K. Chesterton, um dos maiores pensadores de direita do mundo, ao explicar por que, na verdade, tem orgulho de ser reacionário, explica: não são sonhos que os jovens têm, que perdem quando velhos. É mais realidade que ganham, com a experiência da vida (o pensamento “conservador” não significa conservar o mundo como está, mas pensá-lo através desta experiência). Mais velhos, somos, por definição, mais desconfiados de soluções milagrosas, dependentes de tomar o poder e controlar toda a sociedade por umas poucas mãos.

Ora, o socialismo ideal, a social-democracia ideal, o capitalismo ideal são todos maravilhosos. O problema é o real. É esta realidade que vamos adquirindo com as areias do tempo. Como as coisas reagem às nossas tentativas de moldá-las – por isto, alguns se consideram reacionários – por saberem como o mundo reagirá antes de usar a política para tentar fazer com que 2 e 2 sejam 5.

E por que demoramos tanto para vislumbrar o real? Ora, basta lembrar: a esquerda hardcore nasceu com um livro de Economia (O Capital), mas tal livro só é usado na Economia como curiosidade histórica. Onde ela floresceu mesmo foi na sociologia, na psicologia, na crítica literária, na semiótica e, recentemente, no jornalismo.

Em suma, não nas áreas técnicas, mas naquelas que lidam com o imaginário coletivo e social.

Exatamente por tal razão, a diferença entre direitistas e esquerdistas não é propriamente de argumentos (ambos querem que os pobres enriqueçam e ambos sabem que matar um inocente é errado), e sim de conceitos.

Por isso tantos recusam admitir que seu ideário, quando consubstanciado na realidade (seja o marxismo-leninismo na Coréia do Norte ou a “economia controlada pelo Estado social” do PT), dá sempre errado.

Para a esquerda, há oprimidos e opressores, e não humanos com diferentes aptidões e escolhas de vida que, exatamente por conseqüência destas, têm vidas distintas.

Enxergando o mundo nesta dualidade, sempre que alguém prospera na vida, se torna “explorador” de alguém, mesmo nunca tomando seu trabalho ou dinheiro à força, injustamente ou exageradamente.

desencanto5A confusão aí não é de argumentos, mas de conceitos. Qualquer um é contra exploradores e opressores, mas a esquerda, usando o termo para pessoas normais, que trabalham e produzem riqueza, faz com que pessoas normais, embebidas apenas de fontes esquerdistas de interpretação da realidade, enxerguem mesmo um “explorador” em um empresário que gera riqueza e compartilha com funcionários e clientes por um mundo melhor – já que o blog preferido do esquerdista chama capitalistas de “exploradores”, mesmo que seja um simples pasteleiro – enquanto não enxerga exploração, por exemplo, nos impostos brasileiros – e nem mesmo na ditadura cubana, que enriquece os irmãos Castro, mantendo o povo na miséria de um salário de US$ 15/mês, em troca de “igualdade” e “educação e saúde gratuita” (mesmo sem poder ler um único livro contrário aos Castro).

Ora, esta igualdade “ideal” também parece muito boa, mas recai no mesmo problema dos outros conceitos da esquerda: tem forte carga psicológica, mas descreve pessimamente a vida concreta. O Haiti, por exemplo, é um país bem menos “desigual” do que a Suíça, mas é preferível viver num lugar onde a maioria recebe menos de 2 dólares por dia, ou num lugar em que os ricos ganham 5 milhões, e os “pobres” apenas 100 mil por mês, podendo alcançar aqueles 5 milhões trabalhando, sem o governo atrapalhando para “distribuir renda”?

São estes conceitos, abarrotados de carga psicológica, mas fracos (ou mesmo ocos) de conteúdo real, que estão na mente da esquerda, entre seus olhos e a vida palpável, que grassou tão fortemente na análise social. Tudo para ela é valorativo, e não apenas descritivo.

Basta analisar os seus termos: proletário (aquele que vive da própria prole – classe que nem mais existe no mundo civilizado), igualdade (tratada como bem em si), empoderamento (há poder maior do que ter menos política na vida?), sustentável (o mundo se sustenta melhor sem ela) ou, como Hayek, outro gênio da direita, bem observou, a capacidade de qualquer termo ganhar pompas de justo, belo e moral ao se adicionar o adjetivo “social” a ele – de contabilidade e administração até consciência, pensador, utilidade, opinião ou trabalho.

Para não dizer do uso da palavra “fascista” para tudo ­– e tudo que seja oposto ao fascismo (do contrário, não ofenderia – ou tentar xingar e calar um oficial da Waffen SS de “nazista, racista, autoritário e anti-semita!” por acaso o ofenderia ou o faria se calar?).

Embebido neste elixir psicológico, o esquerdista, incluindo o mais intelectual, acredita estar observando a realidade com muito mais ciência, inteligência e bons sentimentos do que o direitista, quando não percebe que se divorcia radicalmente da objetividade e só enxerga o seu próprio palavreado.

Os estruturalistas, os pais intelectuais da esquerda contemporânea, negam mesmo a realidade fora de seus cacoetes verbais. Bem dizia Nietzsche que não nos livraremos de nossos ídolos enquanto não nos livrarmos de nossa linguagem.

O esquerdista, mormente quando jovem, tendo por “conhecimento” apenas aquela burocracia acadêmica que seus professores lhe obrigam a ler, crê piamente que a direita é apenas um agrupamento de elitistas autocráticos, fanáticos religiosos asfixiantes e regressistas abafadiços que não leram Michel Foucault e Jean Paul Sartre o suficiente.

Malgrado seus preconceitos, com voz de autoridade crendo-se questionador de autoridades, e a despeito de suas referências viciosas, defendendo totalitarismos opressores que “libertaram” povos de sua própria liberdade, a direita, trabalhando o senso comum, pode tanto ser não-acadêmica (mesmo que a densa e complexa filosofia do Common Sense creia justamente na sabedoria do homem comum), como pode ser uma enciclopédia de conhecimento filosófico profundo, como é o caso de G. K. Chesterton, Eric Voegelin, Ludwig von Mises, Thomas Sowell, Ortega y Gasset, Kuehnelt-Leddihn, Russell Kirk, Roger Scruton e tantos outros.

desencanto6Tal cabedal de conhecimento não consiste em autoritários malvados e ignorantes (a despeito do que repete como vitrola rachada uma pretensa filósofa petista) que desconhecem Ronald Dworkin ou György Lukács; pelo contrário: os estudam e escrevem sobre eles. Se a esquerda não faz o mesmo com a direita (mesmo estes nomes óbvios são, com raríssimas exceções, completamente desconhecidos dos universitários brasileiros), é, sim, porque ela se tornaria de direita se conhecesse a esquerda.

Portanto, “companheiro”, sei que você está assombrado com o descalabro da esquerda consubstanciada, e até costuma apelar para o clichê, que só funciona brincando com palavras, de que, se algo deu errado, “virou” de direita (assim, o PT, os black blocs, o nacional-socialismo ou mesmo Stalin são chamados “de direita” pela esquerda nacional). Mas não se preocupe: há muito o que estudar, e muito o que gostar da direita – estes dois últimos verbos, aplicados a ela, se tornam sinônimos.

desencanto7Não tenha medo, porque a única desvantagem de ser de direita – ficar malvisto nas rodinhas de bem falantes e no palpitariado nacional – está deixando de existir nestes tempos em que a presidente parece amargar menos de 7% de aprovação. Agora, pode perceber que usou os conceitos errados – e acreditou que a realidade eram estes conceitos – e abraçar aquilo que sempre achou que odiava, sem saber o que era: a direita, seja liberal, conservadora ou libertária.

Pois como você pode perceber na vida real, todos passam da esquerda para a direita – portanto, chegam à direita sabendo o que é a esquerda – mas nunca o contrário. Há uma razão para isso, que os esquerdistas escondem de você.

O liberalismo ou o conservadorismo são filosofias e posições políticas às quais geralmente só se atinge depois de certa idade, experiência e estudo, enquanto a esquerda e seus cacoetes repetíveis convence os jovens e os que nunca estudaram a economia liberal, os valores conservadores. Também há razão para isto – óbvia como o common sense.

Deixar de ser de esquerda é o caminho para enxergar a realidade e deixar que ela determine nossos pensamentos, em vez de  “revolucionar” e modificá-la apenas para nosso bel-prazer.

Seja bem vindo!

Flavio Morgenstern

Flavio Morgenstern

Analista político, palestrante e tradutor. Escreve para o jornal Gazeta do Povo , além de sites como Implicante e Instituto Millenium. Lançou seu primeiro pela editora Record Por trás da máscara, sobre os protestos de 2013.

34 comentários em “Desencantei-me com a esquerda! E agora?!

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    09/09/2015 em 9:52 am
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    Olá a todos,

    Eu sou deputada Susan aniquilará, estou escrevendo esta carta de testemunho porque sou muito grato por aquilo que a senhora deputada Clara Morgan fez por mim e minha família, quando eu pensei que não havia esperança novamente ela veio e fazer a minha família se sentir vivo novamente, levando-nos um empréstimo de baixa taxa de juros de 3% eu nunca pensei que ainda existem verdadeiros credores de empréstimo na Internet, mas a minha maior surpresa eu tenho o meu empréstimo sem perder muito tempo, por isso, se você está lá fora, olhando para um empréstimo por quaisquer razões financeiras em tudo, então eu vou aconselhá-lo a enviar e-mail deputada Clara Morgan na VIA: {clara_morgan@outlook.com} para mais informações SOBRE A OPERAÇÃO

    DESEJO A TODOS O MELHOR

    Cumprimentos

    Mrs Susan famish…

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    19/08/2015 em 12:40 pm
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    Muito bom este texto.
    Acho que quase todos nós passamos por um tipo de “PUBERDADE SOCIALISTA” da qual muitos se recuperam mas onde outros se mantém presos por toda sua vida, como os adultos que vemos por aí agindo inconsequentemente feito crianças, tentando resistir de todos os modos as responsabilidades que temos de ter na vida adulta e a enxergar a vida como ela é mas que, ao invés disso, preferem se manter presos a um infantil conto de fadas sem fim.

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    18/08/2015 em 10:42 pm
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    Bom Todos Dia,
    Eu
    sou Kathy R Villamor, eu sou novo aqui, mas eu gostaria de compartilhar
    meu testemunho a todos que tem tentado todo o possível e tinha perdido a
    esperança sobre a forma de emprestar dinheiro do banco ou procurar um
    empréstimo para impulsionar o seu negócio e tinha perdido a esperança .
    Você deve ignorar todos estes credores de empréstimo, porque eles são
    todos os golpes … SCAMS reais … Eu era uma vítima do que eu estava
    enganado milhares de dólares …
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    11/08/2015 em 11:50 pm
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    e vamos lembrar que os reais conceitos de direita e esquerda remetem a revolução francesa e o lado ao qual ficavam os grupos no plenário da assembleia. do lado direito os mais conservadores, e do lado esquerdo os mais progressistas. portanto, mesmo um governo “comunista” pode ser conservador, como um governo “liberal” ser progressista.

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      12/08/2015 em 7:42 am
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      Cagou no tabuleiro kkkkk

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        12/08/2015 em 6:08 pm
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        caguei? então explica os erros.

        • Avatar
          13/08/2015 em 3:20 pm
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          Não precisa. É auto explicável.
          “Comunista” pode ser conservador kkkkkk

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            13/08/2015 em 6:41 pm
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            você precisa melhorar sua interpretação de texto.

          • Avatar
            13/08/2015 em 6:46 pm
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            e cá entre nós, acham mesmo que o povo que está indignado com a “esquerda” está virando de “direita”? acreditam mesmo que a “direita” tem o mesmo poder de militância e mobilização que a “esquerda” possui?

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    11/08/2015 em 11:44 pm
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    o grande erro deste texto é desvencilhar aquilo que é atualmente atribuído à direita, porem corroborando tudo aquilo que é atribuído à esquerda. se direita é o liberalismo total e este não foi aplicado, então muito menos ainda o comunismo no Brasil. e Comunismo não foi implantado em lugar nenhum deste mundo, visto que o principio básico da teoria comunista é ausência de estado.

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      12/08/2015 em 7:43 am
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      Kkkkkkkkk

      Isso não é sério…

      “Deturparam Marx”

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      13/08/2015 em 4:40 pm
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      “Bastava, então, declarar que tudo aquilo que não fosse um país governado de cabo a rabo por esquerdistas seria ‘de direita’.”

      Esta parte do texto resume todos os seus comentários.

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        13/08/2015 em 6:38 pm
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        “Basta ver que países no mundo são de esquerda e que países são de direita – liberais ou conservadores”.

        “Países de esquerda são Cuba, Venezuela, Coréia do Norte, Laos, a Grécia quebrada, a França do Terror, a União Soviética do Gulag, a China da ausência de liberdade. Todos ditaduras – e militares.”

        “Países com tradição de direita (nenhum “oficialmente” instituído com a proibição de esquerdistas com poder de representação) são Suíça, Austrália, Canadá, Reino Unido (sobretudo a Inglaterra), América, Áustria, Alemanha, Israel, Japão, Coréia do Sul. Qual deles é uma ditadura? Qual deles é opressor autoritário de um povo injustiçado pela força de uma elite malvada?”

        resume? então explica a parte do texto citada acima.

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          14/08/2015 em 9:48 am
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          Amigo, você é capaz de diferenciar esquerda e direita, sem que se atribua a eles qualquer rótulo? Apenas pelas ideias que defendem? Se for capaz, então não entendo sua dúvida, se não for então é importante que procure corrigir isto.

          Afirmar que um país tem tradição de direita (ou esquerda) significa apenas perceber que no seio daquela sociedade predominam ideias de um lado ou outro, o que não significa que as ideias minoritárias não existam ou não tenham influência. Um país como os EUA em que as liberdades individuais são colocadas acima das vontades coletivas é um país de tradição de direita. Um país como Cuba, em que o coletivo predomina sobre os interesses individuais é um país com tradição de esquerda. Grupo no qual incluiria o Brasil. Onde consideramos legítimo a invasão de propriedades como meio de ação política. Num país “de direita” isto jamais seria aceito.

          Nenhum país é completamente de direita ou esquerda, mas, em todos eles um lado prevalece, o que influencia inclusive o grau de radicalismo e moderação do lado oposto. Ou seja, penso que agora ficou claro porque países com tradição de direita possuem mais liberdade e países com tradição de esquerda são mais autoritários.

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    11/08/2015 em 10:13 pm
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    “(…) e, por fim, o Tico Santa Cruz.” hahahahaha. Killer!

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    11/08/2015 em 12:13 am
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    Grande !

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    10/08/2015 em 10:37 pm
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    eu gostaria de entender a parte ” e muito menos a direita apareceu no Brasil – que dirá na desastrosa ditadura militar.” . os que mais defendem a volta da ditadura militar são os que você mesmo no texto denominou de direita. os EUA apoiaram com o plano condor todas as ditaduras militares na america latina como forma de combater o comunismo – esquerda. gostaria que você explicasse melhor essa parte, pois o que entende-se que é você tenta desvencilhar da direita um senso comum, mas acaba associando a esquerda também um senso comum.

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      10/08/2015 em 11:56 pm
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      Sobre senso comum, recomendo a leitura de Paine. O que estou dizendo é que a esquerda moderna (da década de 60 para cá, e Gramsci antes disso) cuida de deturpar o senso comum para impedir o contato do ser humano com a realidade sem mediação. Sobre o “apoio” da América à ditadura, isto se trata de DIPLOMACIA. Ou você presume que a América iria dar um golpe aqui, derrubar os esquerdistas e também os militares e instaurar uma república modelo americano (o que não parece ser o que a esquerda gostaria que acontecesse, certo?), ou apoiaria o mal menor. TODA A HISTÓRIA DA DIPLOMACIA EM TODO O UNIVERSO EM TODA A HISTÓRIA é isso: escolher o mal menor. Foi o que a América fez – ou você já a viu instituindo ditaduras por aí? Ela só apóia quem mata menos – até cometeu o desastre de dividir o mundo com a União Soviética, diga-se.

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        11/08/2015 em 8:32 pm
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        O que entendi de “e muito menos a direita apareceu no Brasil – que dirá na desastrosa ditadura militar” é que os generais da última ditadura brasileira não eram nada liberais. Pinochet no Chile de fato implementou políticas consideradas liberais e pode ser tido como direitista, mas os Castellos Brancos e Medicis que comandaram por aqui tinham verdadeira tara pelo Estado inchado; estatólatras até o ultimo fio de cabelo. Ou seja, estavam mais para centro-esquerda do que direita… Confere?

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      11/08/2015 em 8:21 am
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      Assino em baixo. Estereótipo deturpado só os outros, né….

      Sou um desses “a procura de uma direita que me represente”. Entrei aqui esperando um pouco de lucidez e me deparo com um cara estereotipando os outros e pedindo para nao ser estereotipado…

      Ta serto!

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      11/08/2015 em 8:38 pm
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      José, ligar ditadura militar com direita é realmente um erro de principante. Posso te falar várias ditaduras militares de esquerda (como Cuba, China, Laos, Vietnam, Venezuela etc.) e de extrema esquerda (como a Coreia do Norte), mas receio que vc não conseguirá me apontar nenhumazinha sequer de direita, atualmente… E aí, topa o desafio?

      • Avatar
        11/08/2015 em 11:37 pm
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        nenhum desses governos é oficialmente uma ditadura. e a ditadura militar que existiu, e a volta dela, quer aceite ou não, é defendida pela direita.

        • Avatar
          12/08/2015 em 6:18 am
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          Arregou do desafio falando isso? A China, por exemplo, não tem ditadura oficial? Cuba?? Em que planeta o Sr. vive?

          • Avatar
            12/08/2015 em 7:39 am
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            Esquece, Rafael. Tudo o que você falou é suficiente pra derrubar a conversa fiada do camarada.

            Esquerdismo é doença e este aí vai continuar matracando até você se cansar.

            Quem sabe um dia ele abre um livro e se cura dessa loucura como eu me curei.

          • Avatar
            12/08/2015 em 6:03 pm
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            com exceção da coreia do norte nenhum dos outros são OFICIALMENTE uma ditadura. os governos mais ditadores que temos atualmente estao ligados a ideologias religiosas, o que remete muito mais as definições de direita do que de esquerda. mas claro que vc irá rechaçar isso, pois vai dizer que estes paises alem de não serem liberais nao sao cristãos.

          • Avatar
            12/08/2015 em 6:07 pm
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            os EUA, que o próprio texto define como direita, foi um dos maiores financiadores de ditaduras ao redor do mundo como forma de combater o “socialismo” sovietico. as ditaduras na américa latina no seculo XX, que voces insistem em dizer que não sao de direita, o desejo da volta da ditadura militar e de golpe de estado defendidos pela direita, estão longe de serem um processo democrático.

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        11/08/2015 em 11:55 pm
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        se ligar a direita com a ditadura militar é um erro de principiante, então porque grupos reacionários e conservadores (que o próprio autor deste texto classifica-os como de direita) apoiam a volta da ditadura militar? me explica essa contradição?

        • Avatar
          12/08/2015 em 6:17 am
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          Sim, eles pedem. Assim como Dilma pedia a ditadura do proletariado quando participava da luta armada. A diferença é que a esquerda tem conseguido obter sucesso.

          • Avatar
            12/08/2015 em 6:21 am
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            E outra, os reacionários e conservadores que pedem intervenção militar são um número tão baixo, que na pratica caem no ridículo. É só ir a manifestação de domingo que vc verá isso.

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      11/08/2015 em 8:57 pm
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      Uma comparação dos valores da direita política com o que foi a ditadura militar é suficiente para descaracterizá-la como “de direita”. Estude os autores que o Flávio citou no texto e você mesmo chegará a esta conclusão. A ditadura militar não foi de direita, nem no campo moral/ético, nem no econômico.

      Mas pra você entender isso, precisará ter o mínimo interesse pela leitura dos autores referenciados no artigo.

      O que aconteceu no país nos anos 60/70 foi que militares depuseram um governador comunista e perseguiram toda a esquerda política com a omissão da direita por um pequeno período de tempo interessada na expulsão daquela para novas eleições fáceis em 66. Depois deste período de tempo, que durou entre 64-66, até mesmo a direita foi perseguida. Estude, por exemplo, a suspeita morte de Carlos Lacerda e você chegará a esta conclusão. Mas pra isso, novamente, é preciso estudar. Não é todo mundo que tem vontade.

      OBS: Chamar Sarney e Maluf de direita é tão tosco quanto chamar o período militar de direita. Estes dinossauros não são esquerda nem direita. São aproveitadores interessados em engordar os próprios bolsos.

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        11/08/2015 em 11:33 pm
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        “Aliás, a respeito da ajuda americana, lembre-se de que no momento do golpe os EUA eram governado pelo partido democrata. A esquerda americana.”. Mas o texto faz referência sobre os EUA como país de direita. Continua contraditório

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          12/08/2015 em 7:41 am
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          É a esquerda que se refere aos EUA como de direita independentemente do partido que o governa. Portanto, não há contradição alguma no texto. Ele só simplificou pra que gente como você entenda. E olha a dificuldade que está sendo pra esquerda entender.

          rs

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            12/08/2015 em 6:17 pm
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            “Países com tradição de direita (nenhum “oficialmente” instituído com a proibição de esquerdistas com poder de representação) são Suíça, Austrália, Canadá, Reino Unido (sobretudo a Inglaterra), América, Áustria, Alemanha, Israel, Japão, Coréia do Sul. Qual deles é uma ditadura? Qual deles é opressor autoritário de um povo injustiçado pela força de uma elite malvada? ” – ok, o autor escreve “países com tradição de direita”, elogia-os, mas apenas se refere a esses países como “direita” porque os esquerdista assim o chamam? estranho hein.

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    10/08/2015 em 8:52 pm
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    Excelente texto, mas é preciso traduzi-lo em meme para os 7% iluminados com sabedoria inata – e ainda assim ter muita fé de que irá funcionar -, afinal Tico Santa Cruzes e Zés de Abreu não se rendem à realidade tão facilmente.

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