COVID-19: impactos e novas tendências

Desde a chegada do coronavírus no mundo, temos percebido abalos nos mercados globais, potencialmente motivados pela paralisação das atividades econômicas e, principalmente, devido ao início ter acontecido em um “gigante”: a China. A paralisação implica impactos nas cadeias globais de fornecedores de suprimentos e no comércio como um todo. Diante do desconhecimento acerca do coronavírus, o Brasil tem seguido as orientações e medidas já adotadas em países que conseguiram frear a propagação da pandemia e evitar o contágio em escala elevada.

O Ministério da Saúde, desde meados de março, tem investido alto em marketing para que a população permaneça em casa e assim contribua com o chamado “achatamento da curva”. Nesse contexto, empresários de todo o mundo foram “obrigados” a reduzir ou parar suas atividades para assim evitar: deslocamentos de seus funcionários via transportes públicos, o contato entre funcionários; reuniões de trabalho presenciais; atendimentos presenciais, optando a cada dia por home office; reuniões em vídeo conferência; vendas online; atendimentos reduzidos e com hora marcadas, entre outros.

Quando olhamos para trás, jamais imaginaríamos ter de garantir resultados e nossos negócios com uma metodologia tão automatizada e tecnológica. Que o mundo virtual crescia de modo exponencial, nós sabíamos, mas que ele se tornaria essencial, ainda não tínhamos plena certeza. É chegada a hora de se reinventar para se manter no mercado. Novos modelos de gestão, vendas, suporte, atendimentos e entregas são necessários para que, além de dar continuidade ao livre comércio, possamos agir com responsabilidade individual perante essa crise global.

Por falar em livre comércio, é fundamental que o governo dê incentivos para que as empresas possam dar continuidade aos seus empreendimentos. Cabe a ele orientar como agir perante todas as informações obtidas junto a outros cenários e países, assim como viabilizar financeiramente meios de isso acontecer. Revisão de impostos e tributos, empréstimos a juros baixos, financiamentos a longo prazo, podem ser uma boa alternativa para os empresários. Importante também revisitar, semana após semana, a metodologia de bloqueio, conhecida como “lockdown”, e o quanto pode ser flexível ou não, mediante os avanços da pandemia.

Não existe uma solução imediata para o problema, tampouco uma fórmula que revele o que fazer. Sendo assim, é de extrema importância que governos, mercados e sistema de saúde caminhem juntos na busca por um equilíbrio para a vida da sociedade. Afinal, quando falamos de paralisação, também impactamos diretamente em vidas – e vida é o que está em jogo nesse momento.

*Karen Meirelles é associada do Instituto Líderes do Amanhã.

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